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MARIANA PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE: POR QUE NÃO?

MARIANAA Pampulha recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Refletindo sobre esta bela conquista dos belo-horizontinos, deixo aqui uma provocação aos meus colegas marianenses. Não sou marianense nato, mas de coração e me pergunto:
RUA DIREITA II-Se a Pampulha (e Ouro Preto) conseguiram chegar lá, por que Mariana com seus 320 anos de história ainda não conseguiu? Será que o fato de ter sido a primeira primeira Vila, Cidade e Capital do Estado de Minas Gerais não são evidências suficientes para chegar lá? Será que seus templos e casarões seculares perfeitamente preservados, guardando uma imagem viva do tempo do império não tem peso bastante nos critérios adotados pela UNESCO? Será que a história viva visceralmente retratada pelas suas ruas estreitas, pela sua arquitetura e pela sua cultura não precisam urgentemente ser verdadeiramente valorizados e elevados, como Ouro Preto, Diamantina e Congonhas, à Patrimônio Cultural da Humanidade?
O Prefeito Duarte Júnior, em seu discurso em um evento paralelo à 21ª Conferência do Clima (COP-21) das Nações Unidas em Paris afirmou que pretende candidatar Mariana a Patrimônio Histórico da Humanidade da Unesco. Quiçá o movimento “além-da-lama” e seus adeptos aproveitem o ensejo e sigam em frente, explorando e investindo de verdade, com força e entusiasmo nesta empreitada, descobrindo assim a verdadeira missão da nossa querida cidade, há muito guardada e esquecida! Quem tem ouvidos que ouça!…

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A TRAGÉDIA EM MARIANA: DISCURSO DO PREFEITO DUARTE JÚNIOR NA COP 21 EM PARIS

DUARTE JÚNIORBelíssima a fala do Prefeito de Mariana Duarte Júnior na COP 21 em Paris. Como ele disse, “Não podemos mais ver nosso planeta morrer sufocado pelo aquecimento global, sendo corroído pelo câncer do desmatamento, gemendo pelos coágulos das barragens e aceitar passivamente um planeta doente.
Somos todos responsáveis…”

Aproveitando o espírito natalino, que esta tragédia sirva de reflexão e lição para uma mudança radical em termos de sustentabilidade, espiritualidade e consciência global.
Vejam na íntegra descrição do discurso:

“Com muita dor estou aqui hoje na França, na COP21, representando a primeira capital do estado de Minas Gerais. Cidade com uma história e arquitetura digna de ser respeitada e reconhecida como patrimônio da humanidade, algo que injustamente ainda não foi feito pela Unesco.
Uma história que produziu riquezas não só para Mariana, mas para toda humanidade. De 1800 a 1850, metade do ouro que era destinado para a Europa saiu de Mariana, e hoje, o nosso minério de ferro cobre o mundo. Com todo respeito e temor a Deus neste momento tenho consciência que sou a voz do pai da Emanuele, que foi literalmente arrancada dos braços dele por uma onda de lama.
No meu coração grita a voz dessa criança, que teve seu passado, presente e futuro engolidos por essa lama que seria apenas de rejeitos de minério de ferro, mas se tornou em uma lama carregada de dor, tristeza e incerteza. Essa lama apagou a comunidade de Bento Rodrigues do mapa, mas não de nossos corações.
Que essa lama desperte em todos nós o desejo de limpar nossos corações e almas de toda ganância, de todo egoísmo, amor ao dinheiro, que não nos deixa ver o futuro. Escolho essa criança para simbolizar todas as vítimas, pois na morte de uma criança morre todo um futuro. Não podemos mais ver nosso planeta morrer sufocado pelo aquecimento global, sendo corroído pelo câncer do desmatamento, gemendo pelos coágulos das barragens e aceitar passivamente um planeta doente.
A lama que tem invadido a humanidade não é apenas a lama da Mineradora Samarco, é a lama do consumismo desenfreado e desequilibrado. Somos todos responsáveis pela exploração em grande escala do minério de ferro, do petróleo, das madeiras encontradas cada vez em menor número na Floresta Amazônica do meu amado país, o Brasil.
Observei, nesse contexto, com muita tristeza, os atentados que aconteceram aqui França. Não podemos aceitar a mesma intolerância irracional retroalimentada silenciosamente pelos radicais, que se expressam através de terroristas suicidas e suas ações bárbaras chocando nações, vítimas de seus atentados e mobilizando o mundo contra os seus atos. Posto aqui, sem hesitar e sem medo de errar, que o planeta também comunga desse sentimento de reprovação e indignação. Só que, no caso do planeta, esse sentimento de repulsa se dá contra toda a humanidade, que vem atentando de forma suicida contra o planeta. Sim, hoje todos nós temos um pouco de terrorista, que cometemos ou nos omitimos, e permitimos que se cometam atentados suicidas no mundo. E essa intolerância radical da humanidade é alimentada, grande parte das vezes, por mais lucros.
Como fala o próprio Deus através do nosso amado Apóstolo Paulo na carta aos Romanos: “A criação geme com dores de parto”. Não podemos ignorar todo o meio ambiente olhando somente para o conforto de nossos ambientes particulares. Nós marianenses sabemos melhor que ninguém como é importante e bom ser rico em recursos naturais! Somos gratos a Deus pelos recursos naturais e reconhecemos a importância da mineração.
Sabemos dos benefícios na economia e na qualidade de vida. Não sou contra a mineração e nem contra empresas mineradoras. Sou contra o desequilíbrio, sou contra a má distribuição dos lucros, sou contra viver o presente matando o futuro, sou contra a ganância. Nada sem equilíbrio permanece em pé.
Precisamos urgentemente de equilibrarmos com o meio ambiente. Tornamo-nos literalmente pesados para natureza e ela não está suportando mais. Temos que pensar e agir como pessoas movidas por sabedoria e não por instinto. Hoje sou a voz das vitimas, voz de uma cidade dependente da mineração, voz de uma cidade que acordou em favor do meio ambiente.
Aprendi que às vezes quando tudo dá errado, acontecem coisas maravilhosas que jamais aconteceriam se tudo tivesse dado certo. Com essa visão, quero em meio a toda essa lama que matou pessoas, peixes, tartarugas marinhas, aves, plantas e rios; em meio a toda essa morte quero enxergar vida, ver uma nova forma de fazer barragens, uma forma de se reciclar o rejeito, uma forma de diversificar a economia, uma nova forma de se viver o presente sem esquecer o futuro.
Nossa intenção agora é buscar parceiros que queiram ir para a primeira cidade das Minas Gerais, buscar parceiros que amam o meio ambiente, empresas que queiram ajudar a cidade a ser um exemplo para o mundo em desenvolvimento sustentável!
Como uma águia que vê lá na frente e que olha por cima das nuvens, vejo um belo horizonte, olho e vejo um novo Bento, vejo uma nova Paracatu, vejo uma nova Mariana com amor e respeito pelo meio ambiente! Vejo um planeta bem melhor! É nosso dever defender e preservar o meio ambiente, criado e entregue por Deus para desfrute e uso comum de todos os seres vivos!
Quero agradecer a Deus por ter nos dado força nos momentos mais difíceis, a cada pessoa que nos ajudou de alguma forma e também ao povo marianense pelo exemplo de garra e hombridade! Deus abençoe a todos!”

ANÁLISE DE RISCO QUANTITATIVA NA MINERAÇÃO

bentoO Artigo abaixo é de autoria de Ricardo Coelho, Engenheiro Eletricista e um grande amigo de longas jornadas. O Ricardo faz uma abordagem com maestria sobre o histórico do rompimento de barragens nos últimos anos e os riscos envolvidos com este rompimento. Uma análise de altíssimo nível que merece ser lida e compartilhada.

“O último acidente com rompimento de barragem de rejeito ocorrido em Mariana nos faz refletir bastante sobre suas consequências para as famílias das vitimas, para o meio ambiente, economia da região, enfim um desastre catastrófico que obviamente nos faz realizar todos os tipos de perguntas, suposições e julgamentos.
O objetivo desse texto não é de falar sobre as possíveis causas, responsabilidades ou fazer qualquer tipo de pré-julgamento sobre o acidente, mas sim chamar a atenção do porque normalmente não realizamos e atualizamos nossas análises de riscos baseadas em quantitativos a partir de dados estatísticos durante as fases de projeto, manutenção e operação em nossas minerações.
Em 2014 tivemos um acidente com rompimento de uma barragem de rejeitos de minério em Itabirito da empresa Herculano com três fatalidades e agora o acidente da Samarco em Mariana de proporções catastróficas. Não teríamos dados estatísticos sobre acidentes com barragens de rejeitos no mundo?
Um trabalho realizado por alguns especialistas canadenses há pouco mais de um mês, escrito de 26 a 28 de outubro de 2015, portanto antes do acidente da Samarco, chamado: “Tailings facility failures in 2014 and an update on failure statistics” link ao lado (http://www.infomine.com/library/publications/docs/Caldwell2015.pdf) apresenta números muito interessantes sobre acidentes com barragens de rejeitos em todo o mundo.
O estudo afirma que derrames catastróficos de rejeitos estão ocorrendo com frequência crescente em todo o mundo e que metade das falhas graves e muito graves em barragens, 33 das 67 dos últimos 70 anos ocorreu exatamente nos últimos 20 anos. O cálculo da taxa de falhas é muito simples, considerando 67 falhas em 70 anos e cerca de 3.500 barragens no mundo atualmente, temos: 67 / (3500 x 70) = 2.7 x 10-4. Realizando o mesmo cálculo para os acidentes muito graves nos últimos 20 anos, temos: 33 / (3500 x 20) = 4.7 x 10-4.
TABELA RISCOS BARRAGEM I
Tabela retirada da página 6 do trabalho “Tailings facility failures in 2014 and an update on failure statistics”
Portanto temos um bom histórico atualizado de acidentes graves e muito graves ocorridos com barragens de rejeito em todo o mundo para utilizarmos em análises de riscos quantitativas e não apenas qualitativas como normalmente utilizamos nas empresas. A partir da probabilidade de falha poderíamos utilizar a matriz de tolerabilidade de risco para avaliar se os riscos seriam aceitáveis ou não. Considerando as 1996 vítimas dos acidentes com barragens de rejeito em 92 anos de histórico desde 1917 para o número de barragens atuais, teríamos uma taxa de fatalidade/ano de 1996 / (92 * 3500) = 6,2 * 10-3 e considerando apenas os últimos 47 anos teríamos uma taxa de fatalidade/ano = 1996 / (47 * 3500) = 1,21 * 10-2.
Nos estudos de análise de riscos de instalações ou de atividades perigosas, a probabilidade de ocorrência do evento é normalmente expressa em termos do número de eventos por ano (F) que podem causar danos aos seres humanos, e as consequências são Risco = Probabilidade do evento x Consequência frequentemente medidas em “número de óbitos” (N). Assim, risco pode ser equacionado como: R = F x N.
Segundo o Instituto Americano de Engenharia Química, o risco industrial pode ser “medido” em termos de probabilidades e magnitude dos seguintes danos: Lesões humanas, Perdas econômicas e Danos ao meio ambiente.
Definindo o Risco Social como ”a relação entre a frequência e o número de pessoas que poderão sofrer lesões a partir da materialização de um perigo específico”, podemos relacionar a chance de acidentes de “grandes proporções” causarem vítimas fatais, porém, existe muita dificuldade em determinar as proporções de um acidente e definir esses padrões.
A aviação e a indústria química, por exemplo, adotam o gráfico de tolerabilidade de risco onde é possível relacionar os riscos social (Rs) e individual (Ri). Uma relação aceita entre os especialistas é: “Se o risco social
para mais de 10 óbitos é X, o risco individual máximo será da ordem de 10 vezes X”. Ri = 10 x Rs+10 óbitos.
Olhando para o acidente ocorrido em Mariana e considerando o critério de tolerabilidade de risco de fatalidade no gráfico abaixo, a Vila de Bento Rodrigues estando a menos de 3 km a jusante das barragens de rejeito, com população estimada em 600 pessoas e considerando a taxa de fatalidade/ano de 1,21 x 10-2 por barragens de rejeito, caímos em uma região do gráfico de risco intolerável, ou seja, um risco inaceitável a partir do potencial de fatalidade e da probabilidade atual de fatalidades/ano por barragens de rejeito no mundo.
Análise de Risco Quantitativa na Mineração
Matriz de Tolerabilidade de Risco – Fatalidades
É claro que após a ocorrência de um acidente dessas proporções pode parecer fácil e oportunista a identificação e classificação desse risco, mas a verdade é que uma boa análise de risco quantitativa teria uma chance maior de melhorar a classificação dos riscos e alertar para melhores medidas de mitigação em função dos resultados, visto que com uma análise muito simplista utilizando apenas a taxa de mortes na “indústria” de rejeitos foi possível encontrar valores muito acima dos limites geralmente aceitos “seguros” para as indústrias perigosas.
O estudo mostra também que algumas barragens já nascem com um Fator de Segurança (FoS) = 1,3 ao invés de um FoS = 1,5 e com o envelhecimento da barragem, possíveis combinações de riscos naturais ou de origem humana associada às más condições globais (investigações geotécnicas, concepção, construção, operação e manutenção) aumentam de forma exponencial a probabilidade de um acidente e que essa observação é particularmente importante durante os ciclos de baixa de algumas commodities.
Os autores do trabalho reiteram que o objetivo de “Falha Zero” em barragens de rejeito é impossível de se alcançar e que no longo prazo essas instalações descerão em uma espiral com aumentos significativos da probabilidade de falha e quando falharem, obviamente seus rejeitos seguirão para os rios a jusante, lagos e oceanos, como vem ocorrendo até hoje.
Em suas previsões formuladas nesse estudo de 2015, eles consideram que ocorrerão 11 falhas muito graves em barragens de rejeito em todo mundo custando por volta de US$ 6 bilhões entre 2010 e 2019, com um custo médio de US$ 543 milhões por acidente.
A partir dessa previsão podemos também avaliar o risco financeiro de se ter um acidente com derramamento de lama a partir de um acidente com barragem de rejeitos utilizando a probabilidade da ocorrência de um acidente muito grave citado no trabalho, o custo médio indicado por acidente e o gráfico do estudo realizado pela Riskope publicado em 2008 logo após o acidente da BP com derramamento de óleo no Golfo do México. Link ao lado (http://www.riskope.com/2010/06/08/bp-crisis-rational-analysis-what-bp-did-not-perform/).
Partindo do principio, portanto, que a Taxa de Falhas para acidentes muito graves em barragens de rejeito é de 4.7 x 10-4 e aplicando a função densidade de probabilidade, considerando uma distribuição exponencial, temos que a probabilidade de ocorrência do acidente em um ano seria de 0,00047 (4.7 x 10-4) ou 0,047% de probabilidade.
Análise de Risco Quantitativa na Mineração.jpg II
Matriz de Tolerabilidade de Risco Riskope – Financeiro
Observamos no gráfico que para a probabilidade de falha muito grave em uma barragem com derramamento de rejeito associado ao custo conservador adotado de US$ 543 milhões/acidente, o risco se encontra no limiar da aceitabilidade.
Importante destacar que para cada cenário de posicionamento de uma barragem de rejeitos, seu entorno ambiental e social definido na etapa de concepção do projeto, em caso de um acidente de grandes proporções, o impacto financeiro seja ele derivado de todos os custos das ações corretivas necessárias, acrescentando o estrago na imagem e ações da empresa no mercado financeiro, esse valor pode chegar facilmente na casa dos bilhões de dólares.
Portanto, considerando atualmente os dados estatísticos históricos e somente utilizando as probabilidades de um acidente muito grave em barragens de rejeito associado à probabilidade das fatalidades decorrentes desse tipo de acidente e as perdas financeiras prováveis, projetos e instalações de mineração que tem em sua concepção a utilização de barragens de rejeito está correndo sérios riscos. Lembrando que nessa análise não foi avaliada a tolerância ao risco do ponto de vista ambiental e econômico, apenas com relação às fatalidades e as perdas financeiras.
Acredito sinceramente e espero que acidentes como esse último devam realmente mobilizar o mundo da mineração pela busca de alternativas para extração e processamento de minérios de forma a não necessitar de barragens de rejeito. Relembrando uma máxima da aviação: Se você acha caro fazer segurança, experimente um acidente!

Ricardo, 05 de dezembro de 2015.

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIniciei sábado, 25/04/15, a disciplina Avaliação de Desempenho em uma turma de MBA em Gestão de Relações Trabalhistas e Previdenciaria na UNIPAC Campus Mariana. A turma é composta de 20 alunos, a grande maioria administradores atuando em empresas de pequeno a grande porte da região. A experiência foi bastante interessante. A utilização de uma metodologia participativa, envolvendo interativamente todos os alunos trouxe resultados satisfatórios.
A Avaliação de Desempenho é um processo de extrema importância na gestão estratégica de recursos humanos dentro das empresas. O problema é que não é utilizado pela grande maioria das empresas e quando é utilizado, é utilizado de forma inadequada, gerando conflitos não resolvidos, desgaste e perda de tempo. No final, o que deveria ser um grande fator motivacional, acaba sendo uma fonte de desmotivação e aumento de turnover. O remédio vira veneno. Os maiores problemas estão relacionados à falta de comprometimento da alta administração, de definição de critérios claros e objetivos, personalização e, principalmente, falta de capacitação das lideranças para utilizar a ferramenta.logo_unipac
Infelizmente os líderes não estão preparados para dar feedback para seus liderados. Normalmente os responsáveis pelos problemas podem ser enquadrados em quatro grandes grupos. No primeiro grupo estão os bonzinhos que não levam em consideração os pontos negativos dos empregados para não comprometer o resultado final e prejudicá-los com o bônus. No segundo grupo, no outro extremo, estão os ultra-rigorosos que utilizam com mão de ferro a ferramenta e generalizam os pequenos desvios cometidos pelos empregados (Efeito Horn), desconsiderando os aspectos positivos do desempenho. No terceiro grupo estão os chamados medianos que, para não criarem problema, optam pela avaliação na média, nem ruim nem excelente, o bom como meio termo é a estratégia utilizada. Finalmente no quarto e último grupo estão os descomprometidos que simplesmente preenchem os formulários de qualquer maneira e mandam os empregados assinarem para cumprir tabela.
Somente um pequeno grupo de líderes utiliza a avaliação de desempenho de forma adequada, fazendo do processo avaliativo um verdadeiro ritual, onde os liderados têm oportunidade de conhecer de maneira clara, objetiva e respeitosa os seus pontos positivos e os seus pontos a desenvolver e de também, de forma livre, apontar ao seu líder pontos a se desenvolver para facilitar o crescimento profissional de ambos durante o exercício de suas funções. Estes são os ideais.
DSC03669Uma dinâmica utilizando uma simulação de avaliação de desempenho na sala de aula durante o decorrer da disciplina propiciou aos alunos perceberem na prática os problemas e dificuldades envolvidas no processo. A participação da turma foi efusiva e a expectativa é de que, agora capacitados, possam atuar de forma adequada dentro de suas empresas.

CURSO DE FORMAÇÃO DE ANALISTAS DE RH EM MARIANA

FARH MARIANA - ÚLTIMA CHAMADA

MARIANA E O CABOCLO D’ÁGUA

Estranha-me que alguns cidadãos marianenses, supostamente cultos, se envolvam em uma empreitada tão absurda: criar uma Associação de Caçadores de Monstros e  Assombrações de Mariana!!! É o fim da picada! Ver uma notícia desta na mídia associada ao nome de Mariana é simplesmente constrangedor! Aqui em BH onde moro virou motivo de chacota e não é para menos! Mariana não merece isto! Numa atitude infantilizada, incompatível com o nível dos envolvidos, estão confundindo folclore com realidade! Do jeito que as coisas estão indo, corre-se o risco de daqui há alguns dias eles se lançarem à caça do Saci-Pererê, da Mula Sem Cabeça, do Lobisomem e de outras figuras estranhas mais…

Tanta coisa séria para se preocupar e vamos ficar alimentando o terror na cabeça dos mais humildes? Vamos deixar o folclore e a lenda onde eles devem ficar: no desenvolvimento da cultura popular.

A VALE E A POLÊMICA DA REATIVAÇÃO DA MINAS DEL REY EM MARIANA

Recentemente recebi um e-mail proveniente de um jovem universitário, estudante de direito, com um abaixo-assinado conclamando a população marianense  a se manifestar contra a possível reabertura pela Vale, de uma mina de minério de ferro nas redondezas de Mariana, no local onde funcionava a antiga Minas Del Rey. Numa atitude ufanista, alega o jovem que a abertura da nova mina representaria uma agressão à cidade de Mariana, em função da poluição aérea, sonora e visual, além de outros problemas que não conseguiu elencar. De certa maneira, entendo a preocupação do futuro rábula, mas existem algumas questões que merecem ser consideradas, com o risco de, caso contrário, perdermos o bonde do progresso.

É um fato indiscutível que a atividade minerária gera impactos econômicos, sociais e ambientais no meio onde está inserida. A questão fundamental é, aprendendo com os erros do passado, ter consciência e certeza de como estes impactos vão ser trabalhados de forma a mitigar seus efeitos e trazer ganhos significativos e concretos para a comunidade. Sendo assim, creio que seria muito mais acertado e produtivo, ao invés de ficarmos ranhetando contra a chegada irrefutável do progresso, assumir uma postura mais assertiva  e, unindo as forças das diversas lideranças, garantir os inúmeros ganhos que a chegada de uma nova frente de trabalho, com certeza, pode trazer para a cidade. Mecanismos legais para amenizar os impactos, sem nenhuma dúvida, existem; é só fazer pressão para que sejam utilizados de maneira eficaz. Aos fundamentalistas menos avisados, antes de sair se manifestando como defensores da terra e do povo, sugiro primeiro procurar entender o que é o EIA/RIMA (Estudo de Impactos Ambientais/Relatório de Impactos no Meio-Ambiente) e como funcionam os órgãos fiscalizadores municipais, estaduais e federais e então pressioná-los para funcionar de fato. Privar a população de novas oportunidades de emprego e à municipalidade do recolhimento de novos e polpudos impostos com protestos infundados, com certeza não é uma atitude recomendável.

Conheci Mariana bem antes da chegada das mineradoras na região e posso falar com muita propriedade dos efeitos positivos que elas trouxeram, mesmo descontados os problemas acarretados. Quem tiver dúvidas, é só verificar o enorme valor em royalties repassados à administração pública ou olhar para as fotos da cidade na década de 70 e as fotos de agora ou ainda ver a quantidade enorme de famílias que são sustentadas pelos salários ganhos pelo inúmeros trabalhadores empregados nestas empresas. Grande parte dos cidadãos e de seus fihos que constituíram família, construíram suas casas e desfilam com seus carrões pela cidade, têm sua fonte de renda dentro destas mesmas empresas, que às vezes injustamente são vilipendiadas.

É de extrema importância entender que desenvolvimento sustentável prevê o investimento consciente, não só no aumento do poderio econômico mas, indiscutivelmente,  também em responsabilidade social e ambiental, com o risco, caso contrário, de pagar muito caro por este esquecimento. É o famoso princípio do “Triple Botton Line”, tão acertadamente divulgado pelo estudiosos John Elkington, a maior autoridade mundial em responsabilidade corporativa sustentável dos últimos tempos. Uma comunidade, qualquer que seja ela, não pode, de maneira retrógrada se fechar em si mesma, renegando este desenvolvimento e privando seus cidadãos dos benefícios provenientes do progresso. Aos representantes do capital, especificamente a Vale, no caso em questão, compete garantir esta sustentabilidade, mostrando para a população o verdadeiro sentido de sua missão, estampada na mídia de maneira eloqüente e bem estruturada:

“Transformar recursos minerais em riqueza e desenvolvimento sustentável”… Faça-se e cumpra-se! Assim VALE a pena!…