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FLAGRANTES DA VIDA REAL: ÉTICA NA PRÁTICA

ÉTICA IIAs notícias sobre a corrupção no País tomam conta dos noticiários. A Presidente da República deposta do cargo, acusada de mentir de forma deslavada e cometer crime de responsabilidade por maquiar as contas públicas através de operações fiscais irregulares sai gritando pelo País que o impeachment é golpe, com todos os benefícios do cargo e às custas das burras do Estado.
O Ex-Presidente Lula, seu criador e antecessor, é acusado de corrupção, recebimento de vantagens indevidas e enriquecimento ilícito, envolvendo a ele e seus familiares.
O Vice-Presidente da República Michel Temer, que a substituiu, é citado por vários executivos acusados de corrupção e em processo de delação premiada na Operação Lava Jato, como receptador de propina e de desvios de dinheiro na Petrobras, além disto, responde no Tribunal Superior Eleitoral a ações que podem cassar seu mandato.
O Presidente do Senado Renan Calheiros é investigado por corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato.
O Senador Aécio Neves, Presidente do PSDB e ex-candidato e Presidência da República é acusado pelo Ex-Senador Delcídio do Amaral, de receber propinas de Furnas e da Eletrobrás. Por sua vez, Delcídio do Amaral foi deposto e preso acusado de tráfico de influência e tentativa de obstrução da Operação Lava Jato.
O Presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha é deposto do cargo por falta de decoro parlamentar, manter contas secretas na Suiça e por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás. O Presidente em exercício Waldir Maranhão, que o substituiu, é acusado de ter embolsado uma quantia volumosa em dinheiro em um emprego fantasma, como professor na Universidade Federal do Maranhão.
O Governador de Minas Gerais Fernando Pimentel é acusado de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Enfim, se fôssemos citar todos os figurões envolvidos em escândalos de corrupção no País precisaríamos de uma coleção de páginas. Diante de tanta falta de vergonha na cara, fico me perguntado, qual a origem disto tudo.
A resposta parece que veio de forma fria e trágica. Outro dia, caminhando pela Avenida Prudente de Morais, uma das mais movimentadas de BH, parei e comecei a observar as pessoas e os fatos que se desenrolavam ao meu redor.
Em uma rua lateral divisei uma fila de carros estacionados exatamente debaixo de uma placa de estacionamento proibido. Pela Avenida, surgiu em disparada um motorista dirigindo e falando ao celular. Seu colega que veio atrás avançou em disparada o sinal vermelho do semáforo. Um menino montado em uma bicicleta pegava carona agarrado na traseira de um ônibus superlotado que seguia em alta velocidade. Na calçada passou por mim um morador de rua empurrando um carrinho de supermercado roubado, cheio de badulaques. Em um canto, um vendedor de CD’s piratas vendia tranquilamente seu produto para alguns cidadãos e logo à frente enxerguei um cômodo com uma plaqueta na porta anunciando o resultado do jogo do bicho. Um cidadão que passou por mim deu um último trago em seu cigarro e jogou a bituca acesa no chão. Um homem em trajes imundos lançou uma cusparada na base da parede de um prédio ao seu lado. Um jovem saiu da lanchonete e jogou o papel que envolvia a bala que acabara de comprar sobre a tampa do bueiro ao lado da calçada. Como um jogo dos mil erros, a cena estava montada. Possivelmente, um bom observador ainda iria descobrir inúmeros outros fatos.
O pior de tudo é pensar que a cena se desenrolou em um curto espaço de tempo e que se repete indefinidamente ali e em várias outras localidades, dentro da mais perfeita normalidade.
Teriam estes fatos observados por mim alguma relação com os escândalos citados acima?
A degradação de uma sociedade ocorre quando seus cidadãos obnubilados começam a achar que o normal é a anormalidade.
Se queremos mudar de fato este nosso País, urge que comecemos por nós mesmos. É com dizia Platão há cerca de 300 anos antes de Cristo: “Tente mover o mundo, o primeiro passo será mover a si mesmo”.

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A TRISTE E INCRÍVEL HISTÓRIA DO SAPO BARBUDO QUE VIROU PRÍNCIPE E SUA TRÁGICA DERROCADA

SAPOHá muito tempo atrás, em uma terra distante, tórrida e torrada pelo calor do sol escaldante, vivia à beira de uma lagoa que raramente tinha água, um jovem sapo, sonhador e cheio de ideias.
Ficava observando seus companheiros esquálidos, sedentos, famintos e esfarrapados e sonhava com uma vida melhor, mais digna e respeitosa para todos da sua comunidade. Já na sua tenra idade, conseguia enxergar que existiam sapos e príncipes e ficava pensando o que ele deveria fazer para um dia ser príncipe como alguns poucos que existiam por lá.
Um dia sua mãe resolveu partir daquelas terras em busca de uma vida melhor levando-o e a seus irmãos para “navegar em outros mares”. Com lágrimas nos olhos, partiram deixando os companheiros e a terra amada para trás. A viagem foi dura, cansativa e distante, mas enfim conseguiram chegar.
Chegando à terra prometida, o sonho de uma vida melhor não chegou tão facilmente como esperavam. Lá também, da mesma forma, existiam muitos sapos esquálidos, sedentos, famintos e esfarrapados, só que com mais príncipes, sentados em seus tronos dourados.
O tempo foi passando e ele crescendo e se desenvolvendo. Para conseguir o seu sustento e o sustento dos seus familiares, muito cedo teve que começar a batalhar. A vida ali não era igual à vida que ele tinha no lugar que anteriormente morava, onde a lagoa e a terra, apesar das dificuldades, supriam suas necessidades. Neste novo mundo, ele tinha que andar muito e se juntar a vários outros companheiros em uma fábrica para trabalhar e conseguir se sustentar. Os dias foram passando e ele começou a perceber que a vida ali era tão dura quanto a vida que tinha por lá. Percebeu também que, depois do trabalho, alguns companheiros se juntavam em um lugar fora da fábrica para discutir seus problemas e tentar solucioná-los. Curioso como era, ele um dia resolveu juntar-se a eles para ver como aquilo funcionava, quem sabe achava um caminho para sua vida melhorar.
No primeiro dia, manteve-se em um canto, só observando, meio desconfiado. No entanto, gostou muito do que viu e ouviu e decidiu que iria voltar. Nestas alturas ele já era grande e uma barba espessa tomava conta da sua cara. Pouco a pouco foi se entrosando com os novos companheiros e foi aprendendo a se manifestar. Naquele lugar tinha o canal que estava precisando para suas insatisfações desabafar. Com o tempo, aprendeu a colocar suas ideias em ordem e com uma eloquência incrível a expressá-las, reivindicando de forma entusiasmada uma vida mais digna para ele e para seus e seus companheiros de batalha. O tempo foi passando e seu discurso tornou-se contagiante, carismático; aprendeu a subir nos palanques e a falar em altos brados para a multidão que, em êxtase, o exaltava!
Ele foi crescendo, crescendo e cada dia mais sapos apareciam para vê-lo falar e juntos seus direitos reivindicar! Ele então criou um movimento estrondoso que fez muitos príncipes tremerem nas bases. Assustados com a repercussão do movimento criado, mandaram prendê-lo, mas algum tempo depois foi solto e, para desespero dos príncipes, foi aí que cresceu ainda mais! E o sapo barbudo foi crescendo tanto que de sapo foi se transformando em príncipe e com os príncipes começou a legislar, levando vários de seus companheiros para ajudá-lo. No princípio somente sentavam-se com os príncipes para negociar, mas depois foram se deixando contaminar. Alguns companheiros, fiéis aos princípios originais e assustados com o desenrolar dos fatos, discordaram e, no meio do conflito, começaram ase se debandar.
E o sapo barbudo foi se tornando cada vez maior, mais brilhante até chegar ao trono máximo do principado. Sua barba já não era tão grande e ele já se confundia perfeitamente com os demais príncipes do reinado. Ficou famoso e sua fama extrapolou os limites do reino, tornando-se um líder carismático. Vários companheiros que continuaram fieis a ele, foram também alçados ao patamar do trono, ao seu lado.
Infelizmente, nesta altura dos acontecimentos, um triste e chocante fenômeno já estava tomando conta do cenário. O dinheiro, a vaidade e a paixão pelo poder começaram a deixar o sapo-príncipe a seus companheiros obnubilados, esquecendo os princípios nobres do passado. Propinas e conluios tornaram-se comuns e passaram a fazer parte da estratégia deles para governar. No meio desta trama, alguns companheiros foram flagrados cometendo crimes inafiançáveis. Vários foram presos e perderem os seus cargos. O sapo-príncipe, de forma inacreditável, conseguiu escapar e seu principado continuar, mas sua imagem foi ficando cada vez mais contaminada.
Passaram-se os anos e o sapo-príncipe teve seus dias de principado expirados. Era o momento, aproveitando a oportunidade, de partir para uma aposentadoria e curtir os louros do passado, mas a vaidade e a fome de poder, como um visgo, não o deixaram. Arrumou, como que do nada, uma companheira de partido e forçou sua entrada para ocupar o lugar que tinha deixado. Criou una criatura e colocou-a no trono mas, no fundo, o que ele queria mesmo era continuar a governar. Os desencontros foram aumentando e a coisa foi tornando-se cada vez mais complicada e daí para frente, sua carreira foi caindo em derrocada. A companheira sentada no trono transformou-se em um verdadeiro desastre! Faltava-lhe tudo: competência, carisma e experiência para ocupar o trono máximo do principado. O sapo-príncipe tentou ajudá-la, mas era impossível, ele não tinha mais nenhuma credibilidade e nem força para transformá-la. Os podres do passado foram despontando e a fedentina começou a se espalhar por todos os lados. Um turbilhão de dinheiro desviado e surrupiado, formando como um furacão foi destruindo todo o reinado. Criador e criatura caíram em um abismo profundo provocando descontentamento e perdas de valores incalculáveis. Um certo dia, um juiz intimorato enviou alguns homens de negro e distintivo no peito para buscá-lo em sua casa. A criatura, do alto de seu trono, revoltou-se e quis ajudá-lo, tentando levá-lo para o seu lado, mas já não tinha força para tal fato. A incompetência e a corrupção tinham contaminado todo o seu principado. O poder foi caindo-lhe entre os dedos de forma irrecuperável. Num último momento, os príncipes poderosos se reuniram e arrancam-na a fórceps do trono, colocando fim ao seu reinado. Em meio a gritos de golpe, criador e criatura desceram a rampa e ainda não se sabe que rumo irão tomar.
O final da história ainda está para se contar. Só se sabe que a crença anfíbia em um mito salvador da pátria evaporou-se e perdeu-se pelo espaço. Um monte de sapos tristes ficou pelos caminhos esperando desesperançados que um dia um sapo-príncipe apareça de novo para salvá-los…

VALORES E ÉTICA: EM BUSCA DE UM NOVO CONCEITO DE COMPETÊNCIA PROFISSIONAL

CHAVE IIINa década de 80 e início dos anos 90, foi disseminado nas organizações o conceito de competência, sendo entendido como o conjunto de Conhecimentos, Habilidades e Atitudes necessário para o exercício de uma função, o famoso CHA. Nos dias atuais, em meio à enorme crise ética que estamos vivendo, onde diretores de grandes organizações, além de vários políticos, estão sendo acusados e presos por problemas relacionados ao pagamento de propinas, lavagem de dinheiro e corrupção, tornou-se necessário uma visão mais ampla a respeito deste conceito. Não basta mais ter somente Conhecimento, Habilidade e Atitude, o mercado começa a buscar profissionais que tenham, além destes atributos, Valores e Ética. O CHA vem sendo substituído pelo CHAVE, o novo conceito de competência que vem batendo forte nas portas das organizações. Os executivos das grandes empresas que estão envolvidos na Operação Lava-Jato da Polícia Federal e outras paralelas, com certeza, possuíam um elevado nível de Conhecimento, de Habilidades e de Atitudes para o exercício de suas funções, eram considerados altamente competentes. No entanto, o que pode ser observado é que não era bem assim; faltaram Valores e Ética e o nível de incompetência levou-os à derrocada. Caíram na tentação, pensando que nunca seriam descobertos e apanhados e entraram em um ciclo vicioso, onde o dinheiro fácil, farto e ilícito foi falando cada vez mais alto, afundando-os sucessivamente em um mar de corrupção. Como pode ser visto, enganaram-se redondamente e estão pagando caro por isto.
Profissionais íntegros que possuem CHAVE, não vacilam diante de propostas supostamente escusas. Por mais tentadoras que sejam as quantias e as circunstâncias envolvidas, os valores e a ética falam sempre muito mais alto.
Quando penso nestes aspectos, vem-me à memória uma notícia divulgada pela mídia há alguns anos atrás, sobre um fato ocorrido com um Servidor Público de Divinópolis, no centro-oeste de Minas Gerais. Ao passar por uma agência bancária para sacar R$2,00 no caixa eletrônico, o sistema disparou e liberou para ele uma quantia em torno de R$6.000,00. Não tinha ninguém por perto, mas ele não hesitou, mesmo com muitas dívidas, seus Valores e a Ética falaram-lhe mais forte. Imediatamente, apanhou a quantia e procurou o gerente da agência para devolver o dinheiro. Por mais incrível que possa parecer, o gerente não quis receber, afirmando que não havia detectado nenhum erro nas máquinas ou na câmera de segurança. Pois bem, o nosso protagonista pegou o dinheiro, levou para casa e guardou-o no guarda-roupa do seu quarto de dormir. Pensou consigo mesmo, conforme afirmou mais tarde à imprensa, que se o dinheiro não era dele, ele não tinha o direito de gastá-lo. Após três dias, a instituição entrou em contato com ele perguntando sobre o saque e ele então apanhou o dinheiro e devolveu-o na sua totalidade, apesar das dificuldades financeiras que passava. O Servidor morava com os pais e o irmão mais velho em um bairro da periferia. A renda da família se resumia à pensão da aposentadoria do pai e ao salário mínimo do Servidor, que somavam cerca de R$700,00 na época. Certamente e infelizmente algumas pessoas dirão que ele foi um idiota, principalmente considerando o fato de que o gerente não quis receber o dinheiro de volta. Para estes e tantos outros corruptos camuflados que circulam por aí nas organizações e na sociedade, a frase proferida pelo Servidor quando entrevistado deveria servir de exemplo e mais vergonha na cara: “Não há dinheiro que pague uma consciência tranquila. Espero estar passando uma boa lição de vida para meu filho”. .
A honestidade e a integridade que resultam da falta de oportunidade para ser desonesto, não é virtude, é acaso ou oportunismo. O Servidor, na sua simplicidade, veio nos mostrar que, mesmo em situações difíceis e tentadoras, ainda existem pessoas cujos Valores e Ética falam sempre mais alto, não importa qual seja o nível de instrução do envolvido, a circunstância e a oferta. Quiçá esta lição não ficasse somente para o seu filho, mas fosse aprendida por todos aqueles que andam enlameando nosso País com uma onda crescente de vergonha e corrupção! Que a “CHAVE” predomine nas nossas organizações e na nossa sociedade abrindo cada vez mais o caminho para a construção de uma nação mais limpa, honesta e transparente.

ACHACADORES: VALE A PENA PENSAR E REPENSAR NA HORA DE VOTAR

Segundo o dicionário Caldas Aulete, achacador é aquele que constrange ou extorque dinheiro de alguém. Outro dicionário, o On-Line, conceitua o mesmo termo como ladrão e vigarista e autoridade que recebe dinheiro de gatunos. Neste caso, pergunta-se quem são os gatunos…
CID GOMESCiente do significado altamente depreciativo e das implicações por rotular alguém com este termo ao vivo e a cores, principalmente autoridades, o agora Ex-Ministro da Educação Cid Gomes chamou os Deputados da base aliada de achacadores, em uma palestra para estudantes da Universidade Federal do Pará, no dia 27/02/15. Em resposta, o Presidente da Câmara Eduardo Cunha chamou o Ministro (da Educação!) de “mal-educado”. Orientado pela Presidente da República a ir ao Congresso Nacional para pedir desculpa aos nobres Deputados, Cid Gomes foi e não só reforçou a acusação, mas ainda apontou o dedo para o Presidente da Câmara dizendo em alto e bom tom preferir ser chamado de mal-educado do que ser acusado de achaque, acusação que ele, o Presidente, é alvo em uma lista divulgada pela Procuradoria Geral do Estado. Logo depois, o Ministro abandonou o Congresso e entregou seu pedido de demissão para a Presidente da República. A Pátria Educadora perdeu seu Ministro mal-educado…
O ocorrido mais uma vez vem a demonstrar a grave crise de liderança que estamos vivendo em nosso Estado. Por um lado temos uma Presidente acossada e sem carisma que não consegue escolher de maneira adequada nem os seus liderados nem os seus aliados, O Ex-Ministro Cid Gomes ficou menos de três meses no cargo, o fogo amigo surge de todos os lados. Por outro lado, temos um grupo de políticos da base aliada sendo acusado de recebimento de propinas, em uma lista amplamente divulgada. Os Presidentes da Câmara e do Senado aparecem entre os acusados. Mediante tal fato, algumas hipóteses merecem ser analisadas.cunha e calheiros
Hipótese 1: Os Deputados da base aliada não são achacadores, o Ex-Ministro errou fundo no seu discurso inflamado. Neste caso, além de ser demitido do cargo, ele deveria ser punido por calúnia e difamação, de forma exemplar. Pena, conforme reza a lei: seis meses a dois anos de reclusão e multa para aprender a ter mais cuidado com o que fala.
Hipótese 2: Os deputados da base aliada são achacadores, o Ex-Ministro foi verdadeiro no seu discurso inflamado. Neste caso, além de apoiar seu Ministro, a Presidente deveria ter mudado radicalmente sua relação com os políticos aliados. E ainda mais, os achacadores deveriam ser punidos pelo ato de improbidade. Pena, conforme reza a lei: perda de bens obtidos ilicitamente, ressarcimento dos danos materiais, perda da função pública, 8 a 10 anos de suspensão de direitos políticos, multa até o triplo do aumento patrimonial e proibição de contratar com o poder público por dez anos.
Enfim, o Ex-Ministro é uma arauto da verdade ou um mentiroso cheio de vaidade? Os Deputados são íntegros representantes do povo ou achacadores, viciados na improbidade? Pelo visto esta é uma resposta que vai ficar para a posteridade. O fato é que o Ministro perdeu o cargo e não vai pagar pelo seu ato, os Deputados continuam nos seus cargos e não vão ser penalizados e a Presidente continua seu governo mancomunada com sua base aliada.
Ir para as ruas protestar é um caminho, mas a melhor saída é aprender a lição e pensar e repensar bastante na hora de votar. Daqui há quatro anos uma nova oportunidade vai chegar…
bandeira voto

LIBERDADE NA PRAÇA – CARTA À REPÚBLICA

Estive hoje, 15/03/15, dando um “rolê”, como diz a Brina, minha filha do meio, pela Praça da Liberdade, para ver de perto as manifestações populares em protesto contra a grave crise que tomou conta do nosso País. A manifestação foi pacífica, no entanto os protestos da enorme multidão tomaram conta da Praça. A indignação e a revolta contra os políticos e o governo foram as vítimas preferidas; a Presidente da República foi o destaque. O “Fora Dilma” estava estampado por todos os lados.DSC05458
Confesso que um misto de tristeza e ufanismo tomou conta de mim quando, de forma uníssona, o povo começou a cantar o Nosso Hino Nacional.
“Ouviram, do Ipiranga, às margens plácidas..Terra adorada, entre outras mil és tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!”.
É realmente uma grande pena o que estão fazendo com nossa Pátria amada, a nossa Mãe Gentil! A corrupção parece que tomou conta de tudo, impera uma brutal falta de credibilidade na cabeça deste povo varonil!
FORA RENANOs Presidentes da Câmara e do Senado, além de um monte de políticos, estão sob investigação por corrupção. Vale lembrar que não é a primeira vez que o Presidente do Senado é envolvido em trapaças. Em 2007, Calheiros foi acusado de envolvimento com recebimento de propina e renunciou à Presidência para evitar de ser deposto pelos seus colegas do Senado. Em 2013 é eleito novamente e reassume o cargo, dizendo que continuaria a dar transparência aos atos e aos gastos da Casa!…
A Petrobrás, uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, teve as “pernas quebradas”. Um Ministro e os seus principais diretores estão envolvidos de ponta a cabeça em um esquema de propinas que parece não ter mais fim! Cada dia mais uma notícia-bomba estoura pela praça! Nesta semana, Pedro Barusco, ex-gerente da empresa, afirmou debarusco cara limpa e com uma firmeza desconcertante diante das câmeras que começou a receber propinas a partir de 1997, mas que a coisa se institucionalizou em 2003 e que o PT teria recebido cerca de US$150 a U$200 mil para financiamento da campanha para a Presidência da República. Declarações similares já vinham sendo feitas pelo doleiro Youssef e pelos ex-diretor Paulo Roberto.alberto-yousseff-e-paulo-roberto-costa
A inflação, a taxa de desemprego e o preço da energia sobem, o PIB cai e os impostos continuam a ser um peso-pesado no bolso dos brasileiros…Deste jeito não sei onde vamos parar.
Na década de 80, Milton Nascimento, decepcionado com os rumos que o País estava tomando depois do longo período de ditadura, lançou a música “Carta à República”. A voz do poeta-cantor volta a soar com força nos meus ouvidos e não resisto à tentação de compartilhar. Segue abaixo a letra e no link uma belíssima apresentação do próprio para que quiser ouvir e desabafar…https://www.youtube.com/watch?v=x0hInpVpeBc.
miltondvd2014

CARTA À REPÚBLICA

Sim, é verdade, a vida é mais livre
o medo já não convive nas casas, nos bares, nas ruas
com o povo daqui
e até dá pra pensar no futuro e ver nossos filhos crescendo sorrindo
mas eu não posso esconder a amargura
ao ver que o sonho anda pra trás
e a mentira voltou
ou será mesmo que não nos deixara?
a esperança que a gente carrega é um sorvete em pleno sol
o que fizeram da nossa fé?

Eu briguei, apanhei, eu sofri, aprendi
eu cantei, eu berrei, eu chorei, eu sorri
eu saí pra sonhar meu País
e foi tão bom, não estava sozinho,
a praça era alegria sadia
o povo era senhor
e só uma voz, numa só canção

E foi por ter posto a mão no futuro
que no presente preciso ser duro
que eu não posso me acomodar
quero um País melhor .

EU QUERO UM PAÍS MELHOR!!!!

ÉTICA E VALORES ORGANIZACIONAIS

 

ÉTICAHá algum tempo atrás atuei como professor de uma disciplina denominada Estratégia Executiva em um curso de Pós-Graduação de uma faculdade da região metropolitana de Belo Horizonte. Durante uma das aulas, minha proposta foi estudar o conceito de Missão e Valores Organizacionais e estabelecer uma visão crítica em cima dos enunciados de algumas organizações, tendo em vista os aspectos éticos, relacionados à coerência entre o discurso e a prática. Stephen Covey, com o seu pensamento “suas atitudes me falam tão alto que não me deixam ouvir o que você está falando”, foi uma de nossas fontes de inspiração,

 

Durante o estudo, como forma de dinâmica, solicitei aos alunos que se reunissem em grupo e elaborassem a Missão de uma empresa pertencente a um dos componentes. A empresa era uma Academia de Ginástica localizada na região metroploitana. Motivados pelo entendimento do conceito e pela reflexão sobre o assunto, arregaçaram as mangas e partiram para o trabalho.

 

Depois de algumas horas de discussão, o trabalho foi concluído e se dispuseram a apresentar o resultado para minha avaliação e da turma. O resultado, em um primeiro momento, foi glorioso; um belíssimo enunciado foi apresentado nos seguintes termos: “Promover a melhoria da qualidade de vida dos nossos clientes através do investimento permanente na elevação da performance física, trabalhando em um clima ético e transparente”.Este resultado, apresentado em letras garrafais em telão através do projetor data-show, causou um efeito fantástico; os alunos sentiram-se felizes e realizados com o trabalho.

 

O problema surgiu, quando comecei a questioná-los com um teste simulado, conforme descrevo a seguir. Disse a eles que eu era um alto representante de uma grande organização e que tinha uma proposta milionária a ser negociada com a empresa deles. Tratava-se de um contrato de um ano de duração, envolvendo o valor de R$1.200.000,00 para desenvolver um trabalho de melhoria da performance física dos funcionários da organização, trabalho este perfeitamente compatível com a capacidade do negócio deles.

 

Era uma proposta fantástica tratando-se de uma pequena empresa e, imediatamente, sem nenhuma forma de vacilo, aceitaram-na.

 

Dando sequência ao teste simulado, eu manifestei junto a eles um “porém”: eles teriam que me emitir uma nota fiscal no valor de R$1.200.000,00 pelo trabalho e me repassar em espécie, após receberem o pagamento, o valor de R$200.000,00, sem nenhum comprovante ou recibo de entrega do dinheiro. Portanto, no final da transação, eles ficariam com R$1.000.000,00 e eu com os R$200.000,00, como forma de “compensação extra” pelo meu trabalho. Garanti que eles não teriam nenhum problema com a transação, visto que este procedimento já era bastante comum no nosso meio. O sigilo era absoluto e poderiam ficar tranquilos com relação à possibilidade de vazamentos.

 

Voltando ao papel de professor, pedi que eles refletissem novamente sobre a aceitação da proposta, tendo em vista a Missão que tinham traçado, com o foco nos aspectos da ética e da transparência. Por um bom tempo discutiram acaloradamente entre si, olhando várias vezes indecisos para mim e para a Missão no telão e depois, finalmente, se manifestaram:

 

-Professor, nós vamos rever a nossa Missão, retirar o trecho referente à ética e transparência e aceitar a sua proposta… 

 

O “Case” citado, embora simulado, traz em pauta uma discussão importantíssima a ser tratada, principalmente tendo em vista o contexto atual. Até que ponto os enunciados belíssimos de Missão e Valores estampados em sites, cartazes e outdoors das empresas correspondem realmente o que é colocado em prática? Se estes enunciados são de fato verdadeiros, por que são tão comuns nestas mesmas empresas os problemas relacionados à criação de empresas fantasmas, propinas, desvios de verbas, fisiologismos e favoritismos, entre outros divulgados pela mídia e estatisticamente comprovados?

 

A Lei Anti-Corrupção 12.846/2013 que já está em vigor a partir de 29/01/14 visa responsabilizar e punir rigorosamente as empresas, e não só seus dirigentes, que se envolverem em questões como as citadas acima, inclusive com multas pesadíssimas e hipótese de fechamento.

 

Sua empresa possui um sistema de Compliance bem estruturado? Está preparada para enfrentar este novo contexto? Vale a pena refletir sobre a questão e tomar as providências necessárias, antes que seja tarde. Fale conosco, caso queira se aprofundar sobre o assunto.

 

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