REFLETINDO SOBRE AS MINHAS PERDAS…

Então ela, com muito esforço, com o corpo desfalecido e cheia de dor, olhou para mim pela última vez, segurou minhas mãos, deu um último suspiro e partiu para a eternidade…

E eu, sozinho como nunca, senti o peso pesado das minhas enormes perdas!

Senti que tinha perdido minha doce namorada que compartilhou comigo uma vida toda de imensa ternura e emoção.

Senti que tinha perdido minha amada amante que me elevou ao paraíso com inumeráveis e sublimes momentos de muito amor, prazer e doação.

Senti que tinha perdido a pessoa amada que cuidava de mim e de tudo que fazia parte da minha vida, sempre pronta a se doar e sem nada querer em troca.

Senti que tinha perdido a minha maior e melhor amiga, sempre pronta para me ouvir e me apoiar nos momentos mais difíceis da minha vida.

Senti que tinha perdido a minha companheira de lutas, sempre firme e ao meu lado em busca do bem estar da nossa família.

Senti que tinha perdido a mãe das minhas filhas, que sempre as criou e educou com imenso carinho e dedicação.

Enfim, Senti que tinha perdido o maior, o mais valioso e o mais lindo de todos os presentes que Deus tinha me dado!

Então, entre lágrimas e dor, caminhando sem rumo entre ruas, estradas e caminhos, eu comecei a sentir que, apesar das perdas, eu também tinha ganhado, com a Graça Divina, uma quantidade enorme de coisas que ela tinha me deixado e que possuía um valor incomensurável!

Comecei a sentir que tinha ganhado três filhas maravilhosas, cabeças-feitas, frutos do nosso amor, que não me deixavam sozinho e cuidavam de mim de maneira carinhosa e incansável!   

Comecei a sentir que tinha ganhado dois grandes genros que se transformaram em verdadeiros filhos, postando-se ao meu lado com seus ombros amigos nos momentos de dor!

Comecei a sentir que tinha ganhado uma netinha linda, um anjinho doce e meigo que tinha vindo do céu para amenizar as dores e alegrar minha vidas.

Comecei a sentir que tinha ganhado uma sogra que não era sogra, mas um mãe amorosa que afagava meus cabelos com carinho nos momentos de choro.

Comecei a sentir que tinha ganhado uma família acolhedora, com irmãos que compartilhavam comigo a todo instante a minha dor, rezando ao Pai dos Céus para me dar forças e me dando todo o apoio que precisava.

Comecei a sentir que tinha ganhado grandes e inesquecíveis amigos que se transformaram em verdadeiros irmãos, me acolhendo, me dando um abraço gostoso e enxugando minhas lágrimas.

Comecei a sentir que tinha ganhado a oportunidade de aprender com a minha esposa e com seu sorriso irradiante que a vida, apesar de tudo, é bonita, é bonita e é bonita e pode ser bem melhor e será!

Comecei a sentir que tinha ganhado uma vida inteira ao lado dela, com momentos inesquecíveis, maravilhosos, de muito amor, muita espiritualidade, muita paz e muita alegria que ficariam eternamente gravados no meu coração e na minha memória e nunca iriam se apagar!

Comecei a sentir que junto dela tinha ganhado, apesar da dor, uma fé inabalável em Deus que, na sua imensa Sabedoria, sabe o que é melhor para nós seus filhos e nunca iria me desamparar.

Enfim, comecei a sentir que, depois de tanta tribulação, ela estava em paz, infinitamente feliz junto do Pai Eterno, cuidando de nós em outra dimensão.  

E assim, eu vou sentindo e aprendendo que a vida é trem bala parceiro e, como um velho boiadeiro tocando a boiada, com força e com fé, eu vou tocando em frente, andando devagar por que já tive pressa e já sofri demais. Vou aprendendo quetodo mundo ama, que um dia todo mundo chora e que um dia a gente chega e no outro vai embora! …

E assim, levo para sempre comigo, como um mantra, a beleza celestial do sorriso e dos exemplos dela, tentando aprender a me sentir a cada dia mais forte e mais feliz, como ela sempre me quis!

METAS ABUSIVAS E SÍNDROME DE BURNOUT

“O trabalho tem que ser uma forma de auto realização e uma fonte de prazer, um elo entre a espiritualidade e nossa condição terrena”. (Vasconcelos, 2021)

Recentemente, obtive um feedback bastante positivo sobre meus Artigos quinzenais divulgados na página da Agência Primaz de Comunicação, através de uma amiga leitora e consultora de renome nos meios organizacionais. Em um dos seus comentários, a prezada consultora comentou sobre a sua preocupação com o estabelecimento de metas abusivas e a pressão exercida por parte dos gestores sobre os liderados para o cumprimento dessas metas dentro das organizações, sugerindo-me que publicasse um Artigo a respeito. Achei interessante a sua observação e, atendendo ao seu pedido, segue minha abordagem. Espero que seja útil para gestores e liderados em busca de um melhor sistema de gestão organizacional.

Evidentemente, que é justo e necessário o estabelecimento de metas dentro de uma organização para o a condução de um bom sistema de gestão, embora uma grande parte dos gestores infelizmente não tenham conhecimento disso. O estabelecimento de metas propicia um melhor direcionamento do trabalho e dá ao gestor condição de monitorar o desenvolvimento desse trabalho através de indicadores de resultado, os famosos KPI’s, já comentado por mim em um Artigo anterior.

O problema surge quando as metas são estabelecidas de forma abusiva pelos gestores para si mesmo ou para seus subordinados, com o foco na obtenção obsessiva de resultados, com a imposição de indicadores inatingíveis, desrespeitando frontalmente o conceito de Meta SMART (específica, mensurável, atingível, relevante e temporal), conceito esse também já abordado por mim em outro Artigo anterior. O resultado dessa forma desastrosa de gestão pode gerar um comportamento de falsa aceitação por parte dos executantes, com medo de alguma forma de coerção, punição ou perda do emprego ou contrato, mesmo sabendo que é impossível o alcance da meta. Esse tipo de comportamento traz como consequência resultados totalmente contraditórios com o sucesso desejado pelos gestores. Em um primeiro caso, a aceitação poderá ter como resultado um total descomprometimento e desmotivação do executante com relação à meta, entendendo que, por mais que se esforce, não terá como cumpri-la, ou seja, faz de conta que aceita, mas na prática não faz nada para que a meta seja alcançada. Em um segundo caso, terá como resultado uma preocupação excessiva com o alcance da meta, mesmo sabendo que não terá como alcançá-la. Em ambos os casos, poderá surgir uma grande elevação do nível de estresse, conflitos incontornáveis, perda de sono e de apetite, dores de cabeça, abdominais e de outras partes do corpo, doenças crônicas e, por mais estranho que pareça, em um estágio avançado, a morte. O trabalho passa a ser um enorme sacrifício! Acordar cedo todos os dias para trabalhar é como ir para um calvário! É o que se denomina nos meios médicos de “Síndrome de Burnout”, doença devidamente reconhecida com um Código Internacional de Doenças, o CID 11.

“Burnout” é um termo de origem na língua inglesa que significa explosão, queima, exaustão, esgotamento. Como toda doença, ela possui seus estágios. No primeiro estágio o trabalhador é tomado de uma necessidade suprema de se auto afirmar e mostrar que é sempre capaz. No segundo estágio, surge a necessidade de fazer tudo sozinho a qualquer hora do dia ou da noite. No terceiro estágio, os problemas começam a se intensificar, surgindo os descasos com os cuidados pessoais: higiene, sono, alimentação e diversão entre outros. Após esse estágio, na quinta fase, começam a parecer as manifestações físicas, com as citadas no parágrafo anterior e serão tanto mais graves quanto maior for a pressão. No quinto estágio, o trabalhador passa a se isolar e fugir dos conflitos, caindo em depressão. No sexto e último estágio, o mais grave de todos, ele nega a existência do problema, os outros são completamente desvalorizados, tidos como incompetentes ou com desempenho abaixo do seu.  Os contatos sociais são repelidos e o cinismo e agressão são os sinais mais evidentes. Como já dissemos anteriormente, se não devidamente cuidados, esses sintomas podem ser fatais! Existem vários casos reais de tragédias como essa relatadas nos meios organizacionais.

Portanto, líderes e liderados, estejam bastante atentos com relação à forma que vocês estão conduzindo o seu trabalho. Tragédias como essas devem ser amplamente combatidas e evitadas! O trabalho tem que ser uma forma de auto realização e uma fonte de prazer, um elo entre a espiritualidade e nossa condição terrena, como dizia São Bento, nos seus escritos da “Ora e labora”.

Então, você ou alguém que você conheça está enfrentando esse tipo de problema? Se estiver, não hesite em buscar ajuda, pois as consequências podem ser desastrosas! A Cesarius poderá ajudá-lo nesse sentido.

Quem tem ouvidos que ouça!

(Artigo publicado na página da Agência Primaz de Comunicação em 28/07/21)

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Síndrome de Burnout

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FEEDBACK

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OS CUSTOS COM A PERDA DE UM CLIENTE

“Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar”. (Sam Walton – Fundador da Walmart)

Recentemente tive oportunidade de assistir um vídeo da Jornalista Letícia Aguilar, do Jornal Panfletu’s, falando sobre a péssima qualidade do atendimento aos clientes nos estabelecimentos comerciais de Mariana, manifestada no seu Instragram através das reclamações de alguns cidadãos marianenses que fazem suas compras por aqui, principalmente nas lojas de roupas femininas. Alguns chegaram até mesmo afirmar que vão parar de fazer compras em Mariana.

Já tive oportunidade em outras ocasiões de trazer esse tema em pauta nos meus artigos (“Excelência no Atendimento ao Cliente” – Jornal Panfletu’s, 23/08/18 e “A Jornada do Cliente – Agência Primaz de Comunicação, 05/05/21), mas creio que nunca é demais reforçar a importância desse assunto.

Os estudos indicam que, em média, as empresas perdem 20% de seus clientes por ano devido ao mal atendimento. Isso pode significar que em 05 anos elas perdem todos os clientes que possuem e só não quebram por que surgem novos clientes que vão renovando a sua carteira, mas que passam, por sua vez, a fazer parte desse círculo vicioso. Adquirir um novo cliente custa até 7 vezes mais caro do que trabalhar na retenção daquele já existente.

Os estudos estatísticos demonstram que 68% dos clientes não voltam na loja caso se sintam mal tratados, 13% desses clientes insatisfeitos costumam contar para até outras 20 pessoas sobre a experiência ruim que obtiveram, sem contar o enorme estrago causado pela divulgação nas mídias sociais.

Alguns fatores podem ser citados como os mais agravantes para a ocorrência desse quadro tenebroso: funcionários insatisfeitos por problemas pessoais ou internos relacionados a questões salariais, de ambiente de trabalho ou de relacionamento com o chefe, despejando sua insatisfação em cima do cliente, redução de custos e mão de obra, sobrecarregando os funcionários que permanecem na empresa, falta de qualificação devido ao fato de os empresários entenderem que capacitação é custo e não investimento, falta de atenção e sensibilidade para ouvir e tentar resolver o problema do cliente de forma gentil e prazerosa,  burocratização dos processos internos, falta de honestidade e comprometimento da empresa, vendendo produtos e serviços de qualidade duvidosa, bem como fazendo promessas que não são cumpridas, foco somente na venda dos produtos ou serviços, esquecendo-se da pré-venda e da pós venda, dentro do conceito de “Jornada do Cliente” e busca desmedida pelo lucro abusivo, desconsiderando o fator humano como o maior patrimônio de qualquer organização, além de muitos outros.

Mariana possui mais de 60 mil habitantes e um potencial enorme de consumo, sem contar também o enorme fluxo de turistas que, fora dos tempos de pandemia, circulam pela cidade. Se soubermos explorar bem esse potencial, disponibilizando um atendimento de alto padrão de qualidade, com certeza, estaremos investindo em uma grande oportunidade de diversificação econômica do município.

A Cesarius Gestão de Pessoas disponibiliza consultoria e capacitação para o alcance da excelência no atendimento ao cliente. Se você ou a sua empresa estão interessados, façam contatos conosco.

Quem tem ouvidos que ouça!…

(Artigo publicado na página da Agência Primaz de Comunicação https://www.agenciaprimaz.com.br/2021/07/14/os-custos-com-a-perda-de-um-cliente/ em 14/07/21)

ATENDIMENTO AO CLIENTE

CESARIUS DICA CULTURAL

NOS TEMPOS DOS BAILES DE CARNAVAL NO MARIANENSE: A CHARANGA DO SÔ GEGÊ

A Sede Social do Clube Marianense com sua pomposa fachada dominando a Praça Gomes Freire, o nosso Jardim, me traz uma grande nostalgia ao lembrar dos seus gloriosos tempos de outrora: os grandes bailes com o pelo ar!

Naquela época, carnaval de rua não fazia tanto sucesso. O gostoso era ir para o clube e ficar pulando em círculos pelo salão, abraçados ombro a ombro em grupos de um ou dois casais, formando uma roda humana esfuziante de Conjunto The Rebels, as Horas Dançantes do domingo à noite e os magníficos bailes de carnaval, com o saudoso Sô Gegê e sua famosa Charanga, espalhando o som delicioso das marchinhas alegria e agitação.

O clima contagiante animado pelo som retumbante das marchinhas ainda hoje ecoa prazerosamente pelos meus ouvidos como que tele-transportando-me magicamente àqueles tempos gloriosos do passado:

“Ô abre alas que eu quero passar! Ô abre alas que eu quero passar!”…

“Colombina, onde vai você? Eu vou dançar o iêiêiê!”…

Mamãe eu quero, mamãe eu quero… mamãe eu quero mama! Dá a chupeta, dá a chupeta, dá a chupeta, dá a chupeta pro bebê não chora!”…

“Se você fosse sincera, ôôôÔôô Aurora, veja só que bom que era! Ôôôô, Aurora!”…

“Você pensa que cachaça é água, cachaça não é água não, cachaça vem do alambique e água vem do ribeirão!”…

“Chegou, a turma do funil, todo mundo bebe mas ninguém dorme no ponto”…

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí!”…

“Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é…”

“Allah-la-ô ôôô! Mas que caloô ôôô!”…

E a roda humana girava ininterruptamente durante as matinês e durante as noites pelo salão. O suor escorria copiosamente pelos rostos animados e, de vez em quando, um grupo mais exaltado, depois de muitas e muitas voltas, escorregava pelas tábuas lisas e enceradas do piso e se esparramava pelo chão, levando atrás de si um monte de gente que vinha logo atrás, formando um bololô descontrolado. A gargalhada era geral e rapidamente uns e outros se ajudavam a levantar e novamente a roda começava, da mesma forma, a harmoniosamente a girar!

O tempo passava sem a gente nem perceber! Não existia internet, whatsApp e nem celular! A bagunça gostosa entrava noite adentro e às vezes seguia até o dia raiar!

Possivelmente, parte dos membros veteranos desse grupo que agora leem essas minhas memórias vivenciaram como eu esses inesquecíveis momentos e sentem algumas lágrimas fortuitas escorrerem pela face!…

Saudades enormes desses bons tempos de outrora! Foi num desses memoráveis eventos que comecei o namoro com minha eterna namorada que se foi para os Braços do Pai!…

Fica aqui minha homenagem especial ao saudoso Sô Gegê, que está tocando Marchinhas em outras dimensões com Dona Lívia e a todos os prezados filhos desse casal exemplar que também se foi para o Braços do Pai.

(Texto divulgado na página “Mariana do Fundo do Baú” https://www.facebook.com/groups/marianadofundodobau em 07/07/21|)