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COACH E PROMESSAS MIRABOLANTES

COACHINGTrabalhei durante mais de 30 anos dentro de empresas de grande porte e atualmente, além de atuar como professor de cursos de pós-graduação, há mais de 05 venho atuando como Coach no mercado de trabalho. Licenciei-me pela Sociedade Brasileira de Coach – SBC e apaixonei-me pela metodologia. Através de muito estudo, venho desenvolvendo um trabalho com seriedade e profissionalismo, no entanto, cada vez mais distante da leviandade e das promessas mirabolantes que alguns profissionais do ramo andam divulgando por aí.
O Coach não faz milagres! Não dá para afirmar que somente com entusiasmo e força de vontade os problemas dos outros vão ser resolvidos. É preciso muito mais do que “viagens psicológicas” e clichês de auto-ajuda para a solução dos problemas apresentados. É preciso muito mais do que “pensar positivamente” para alcançar as metas delineadas; primeiro é preciso aprender a traçá-las e gerenciá-las. Da mesma forma, não dá para afirmar que de uma hora para outra alguém vai sair ganhando rios de dinheiro com o exercício desta profissão. O caminho até o sol exige muita persistência, tempo e investimento! Ganhar R$6.000,00 por algumas sessões ou faturar R$30.000,00 em um único mês não é tarefa fácil como algumas “estrelas de palco” vem afirmando, na ânsia de arrebanhar discípulos por aí em seus Workshops e curso de curta ou longa duração. Qualquer semelhança com os tão famosos marketings de rede e suas promessas de ficar rico da noite para o dia não é mera coincidência.
Trabalhar com Coach exige método, maturidade e experiência de vida e de mercado de trabalho. Não basta sonhar com a cabeça nas nuvens e, como uma “Poliana do Jogo do Contente” enxergar e sair anunciando tudo positivamente. Não basta simplesmente saber “fazer as perguntas certas” como alguns diletantes divulgam por aí. Além do método, é preciso “muitas horas de vôo”, “cabeça branca”, é preciso entender e saber se colocar no lugar do outro e incorporar a sua vivência contextual. Isto só se consegue depois de muita experiência e prática. Sinceramente, perdoem-me os destoantes, não acredito que alguém que nunca ou mal entrou dentro de uma empresa ou mesmo acabou de sair de uma faculdade, seja capaz de desenvolver um trabalho de Coach com a qualidade e a profundidade que é plenamente exigida para o exercício da profissão, portanto, muito cuidado com os falsos profetas de plantão.
A Metodologia Coach é uma metodologia revolucionária que, se levada realmente a sério, sem dúvida leva à melhoria de performance pessoal e profissional e traz resultados e excelentes resultados! Não podemos banalizá-la com a euforia infantilizada de gritos de guerra vazios e sem fundamentação!

RH EM 2016: CRISE OU OPORTUNIDADE

DSC04135Dia 17/12/15, quinta-feira, participei da realização de uma “Mesa Redonda” no Núcleo de Pós-Graduação do SENAC-MG em BH, com o tema “O RH em 2016: crise ou oportunidade”. O Professor Edson Moura, Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação do SENAC, atuou como moderador do trabalho, eu e as Professoras Bianka Pereira e Hélvia Barcelos, atuamos como participantes da mesa.
O evento foi de altíssimo nível, com uma notável contribuição tanto dos membros da Mesa como dos participantes, de uma maneira geral. Trago aqui uma síntese da minha fala durante o evento.
“A Revista Exame de edição de outubro de 2015 nos trás uma visão realista do momento que estamos vivendo:
Nos primeiros oito meses deste ano, cerca de 600.00 brasileiros foram demitidos. São 07 demissões por minuto de janeiro a agosto, a previsão é que aumente para 14 demissões por minuto, 840 por hora, 20.160 por dia!
3,6 milhões de pessoas deverão ser impactadas de janeiro de 2015 até o fim de 2016.
2 milhões de empregos deverão ser eliminados ao final de dois anos.
A taxa de desemprego atingiu 8,9% no terceiro trimestre de 2015, 18,0% entre os jovens de 18 a 24 anos.
Diante dos fatos, não podemos olvidar que estamos diante de uma enorme crise, mas também diante de grandes oportunidades. O Mestre Veríssimo, em uma das suas famosas reflexões afirma: ‘Quando os ventos das mudanças sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento’, a questão é saber de que lado estamos…
Diante deste contexto, uma questão fundamental a se observar é a empregabilidade. Podemos afirmar que empregabilidade é a capacidade de o profissional se tornar atrativo para o mercado de trabalho. Um dos principais fatores para o alcance da empregabilidade é investir de maneira sistemática no autodesenvolvimento, na melhoria do relacionamento interpessoal e da performance com foco em resultados sustentáveis, na formação de uma robusta rede de contatos e no desenvolvimento de uma postura exemplar. A pergunta a se responder é: ‘Quem é responsável pela minha empregabilidade”? Para os líderes, vale lembrar a questão da ética e da coerência. Relembrando Stephen Covey: ‘As tuas atitudes me falam tão alto que não consigo ouvir o que você está falando’…
Por sua vez, as empresa precisam entender que, em momentos de crise, cortar cabeças de forma irresponsável e indiscriminada é o caminho mais rápido e fácil, no entanto, com certeza, não é a melhor solução. Talvez seja o momento de eliminar as ‘as maçãs podres’ que, infelizmente, toda empresa tem, mas também e com muito mais ênfase, com certeza, investir nos talentos internos. É imprescindível entender que o desembolso com o desenvolvimento dos empregados é investimento, não custo! Em vez de se perguntar qual é o valor do investimento, seria recomendável perguntar-se qual o custo do não investimento. Se investir e ‘perder o empregado’ para o concorrente, é importante se perguntar, se o investimento está sendo feito de maneira adequada.
Importante considerar que as crises passam e os vitoriosos são aqueles que a encaram de frente e enxergam no momento conturbado oportunidades para reflexão e madurecimento. Apesar das previsões preocupantes, que em 2016 possamos enxergar com maturidade as oportunidades de crescimento! Que possamos construir ‘moinhos de vento’…

CURSO PRÁTICO: COMO VENCER SEUS CONCORRENTES NA BUSCA PELO EMPREGO IDEAL EM TEMPOS DE CRISE

CURSO PRÁTICO

COMO VAI SUA CARREIRA?

No domingo, 22/03/15 às 16hs, estarei participando de uma entrevista que vai ao ar na BandNews FM e nas redes sociais. Falar sobre gestão de carreira é falar sobre Coach.
O Coach é uma metodologia revolucionária que vem tomando conta do mercado de trabalho nos últimos tempos, cujo objetivo é melhorar a performance pessoal e profissional em busca de objetivos bem definidos. O trabalho é desenvolvido de forma totalmente interativa e construtivista através de perguntas e respostas poderosas, onde o Coachee (profissional que procura o trabalho do Coach) é o protagonista de todo processo O processo divide-se em 04 etapas fundamentais desenvolvidas através de 10 sessões: definição de meta segundo o modelo SMART, auto-conhecimento, envolvendo Mapeamento de Competências e outras ferramentas, análise de contexto e Plano de Ação segundo o modelo 5W2H. Para aqueles que tiverem interesse,é só nos contatar.
BAND FM

GLOBALIZAÇÃO E PROFISSÕES MAIS VALORIZADAS NO BRASIL

DIÁRIO DE LISBOA XVIIDurante esses dias o tema globalização com os seus impactos na vida das pessoas tem sido o ponto alto das discussões durante minhas aulas de mestrado. De um lado estão aqueles que a demonizam, atribuindo a ela a causa da grande maioria dos males da atualidade e do outro aqueles que a vêem como um fenômeno positivo que traz contribuições altamente relevantes para a sociedade.
Deixando de lado as opiniões controversas sobre o assunto, um aspecto que me chamou a atenção nas discussões é o impacto da referida globalização no mercado de trabalho e suas consequências sobre as profissões dentro das organizações atuais. Uma quantidade enorme de novas profissões bem valorizadas estão surgindo e outras tornando-se obsoletas e desaparecendo do mercado. Coincidentemente, a Fan Page da Cesarius (https://www.facebook.com/caesariusconsultoria) divulgou um link da Revista Exame falando sobre as profissões em alta e mais bem pagas do Brasil. Entre as quarenta profissões citadas, destacam-se como bem situadas as de ocupantes de cargos de Gestão e Direção de RH (R$43 mil), Coaches Corporativos, Business Partners (R$25 mil) e Analistas de Remuneração e Benefícios(8,5 mil). Como pode-se observar, todas relacionados à área de gestão de pessoas.
Normalmente, para desenvolvimento de seus trabalhos eles contam com om apoio de capital humano interno e consultores externos. Confesso que ouvir esta notícia me faz sentir confortável! É sinal que o sistema capitalista está voltando seus olhos com ênfase para seu maior patrimônio, os empregados. Faço votos que não seja uma onda passageira. Vale a pena dar uma conferida na Fan Page: (https://www.facebook.com/caesariusconsultoria).

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Engenheira Geóloga em busca de oportunidades no mercado de trabalho. Quem contratar adquiri elevada competência em termos de conhecimento técnico, liderança, ética, facilidade de relacionamento interpessoal, energia positiva, muita simpatia e sobretudo, significativo ROI – Return on Investment. Assino em baixo!
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O COACH E A SWOT PESSOAL: UMA METODOLOGIA EFICAZ PARA O ALCANCE DE OBJETIVOS

Há algum tempo tive oportunidade de divulgar um artigo neste conceituado Caderno sobre Coach e o impacto que esta metodologia inovadora tem causado no mercado de trabalho, ajudando profissionais na melhoria da performance e no alcance de objetivos. Agora, novamente voltamos a falar desta metodologia tendo como objeto a SWOT Pessoal.

SWOT é um termo importado da língua inglesa originário dos vocábulos Strenght (S) que significa Forças, Weakness (W), que significa fraquezas, Oportunities (O), que significa Oportunidades e Treatness (T), que significa Ameaças. Traduzido para a língua portuguesa deu origem ao termo FOFA (Forças/Oportunidades/Fraquezas/Ameaças). Esta ferramenta teve sua origem na administração estratégica e foi adaptada para o Coach com foco no aspecto pessoal e exerce um papel fundamental no alcance de objetivos, identificando as potencialidades e os pontos a desenvolver do profissional.

A análise de SWOT Pessoal abrange os aspectos pessoais, focando nas forças e fraquezas internas do profissional e os aspectos externos (ambientais), focando nas oportunidades e ameaças que impactam negativamente no alcance dos seus objetivos. A título de exemplo, suponhamos que um profissional tenha por objetivo se recolocar no mercado de trabalho. Como possíveis exemplos de suas forças nesta análise, poderíamos citar formação acadêmica, nível de experiência, domínio de língua inglesa, liderança, capacidade de negociação, experiência internacional entre outros. Como exemplos de fraquezas poderíamos citar timidez, dificuldade para tomar decisões, insegurança, baixa autoestima, saúde frágil etc. Por outro lado, no campo das oportunidades poderíamos relatar mercado de trabalho aquecido, economia estável, boa network, participação de grupos sociais, base familiar, reservas financeiras etc. Por último, como exemplo de ameaças, poderíamos ter elevada concorrência no ramo profissional, local de moradia distante dos grandes centros, indisponibilidade para viagens, impossibilidade de mudança de domicílio, referências negativas nos empregos anteriores etc. Na verdade, para cada profissional e para cada objetivo traçado existe uma variedade de fatores a serem levantados, cabendo ao profissional identificá-los com a ajuda de um Coach, de acordo com o contexto onde está inserido. Após este levantamento, estes fatores são pontuados individualmente numa escala de peso de 1 a 3, sendo 1 equivalente a pequeno, 2 equivalente a médio e 3 equivalente a grande. A comparação dos somatórios dos pesos das forças e fraquezas e das oportunidades e ameaças, oferece ao profissional condições para avaliar seu status atual para alcance do seu objetivo, potencializando os fatores positivos (forças e oportunidades) e atacando os fatores negativos (fraquezas e ameaças).

Para atacar de maneira sistemática os fatores listados como negativos, traça-se então um Plano de Ação no modelo 5W2H, descrevendo de maneira clara e objetiva todas as atividades necessárias para eliminar ou reduzir os impactos gerados por estes fatores. O Plano de Ação 5W2H é uma ferramenta poderosíssima originária da gestão estratégica da qualidade que define as ações a serem implementadas segundo o seguinte esquema: o que será feito (What), quem fará (Who), quando será feito (When), onde será feito (Where), por que será feito (Why), como será feito (How) e finalmente quanto custa cada ação (How Much). Observem que o termo 5W2H teve origem nos vocábulos ingleses citados entre parênteses. As ações devem ser listadas de acordo com a ordem de importância e quantas forem necessárias.

A experiência tem demonstrado no desenvolvimento dos trabalhos de Coach que, quando o profissional se compromete profundamente com o seu plano traçado, executando criteriosamente todas as ações listadas, o sucesso é garantido.

Você já definiu com clareza qual é o seu objetivo? Você consegue definir de maneira concreta quais são suas forças e fraqueza e as oportunidade e ameaças que impactam no alcance deste seu objetivo? O que você está fazendo de maneira concreta para alcançá-lo? Já tem um plano de ação bem definido? Se você quiser se aprofundar sobre o assunto, é só nos contatar…

O COACH E A ÁRVORE DA VIDA

O Coach é uma metodologia poderosa que vem ocupando espaço de maneira significativa no mercado de trabalho, contribuindo para o aprofundamento do autoconhecimento das pessoas e para o alcance de objetivos pessoais e profissionais. Utiliza dos mais variados conhecimentos das áreas de administração, psicologia, recursos humanos, neuro-linguistica, e gestão estratégica da qualidade, entre outros. Uma das ferramentas mais interessantes das quais utiliza é a Árvore ou Teia da Vida, que tem por objetivo identificar o Centro de Vida das pessoas. O Centro de Vida pode ser entendido como o conjunto de valores que norteiam a vida de um ser humano e podem ser agrupados em 11 tipos fundamentais: família, cônjuge, trabalho, dinheiro, bens, religião, espiritualidade, social, prazer, inimigo e saúde. Vejamos como isto afeta a vida das pessoas. 

Centro de Vida Família: aqui estão centradas as pessoas que têm a família como seu principal valor e não abrem mão disto por motivo nenhum. A família é o centro do seu universo; todas as suas decisões são tomadas tendo como premissa fundamental o bem estar familiar.

Centro de Vida Cônjuge: neste modelo, o outro ou a outra é que ditam todas as normas de sua conduta, é o verdadeiro “camisolão”. “Vô não, quero não, posso não, minha mulher não deixa não”… A letra deste conhecido forró exemplifica bem este caso. Já vivenciei situações em que profissionais perdem excelentes oportunidades de trabalho e crescimento profissional por que a esposa simplesmente, sem maiores justificativas, não quis abrir mão de morar em um grande centro para morar em uma pequena cidade do interior.

Centro de Vida Trabalho: aqui está o “workaholic”, o smartphone e mais recentemente o “tablet” é seu companheiro inseparável. O trabalho é tudo para ele, desconectado da empresa ele não é nada! Trabalha de 12 a 16 horas todos os dias, dorme conectado e nos finais de semana ainda dá uma passada na empresa para ver como está. Conheci um profissional que trabalhou mais de quarenta anos dentro de uma mesma empresa, em um mesmo cargo. Estava em vias de se aposentar e entrou em crise, por que não sabia mais viver fora da empresa…

Centro de Vida Dinheiro: este é o Tio Patinhas, o dinheiro está sempre em primeiro lugar. Para conseguir aumentar seu capital, ele negocia até a mãe. As oscilações da bolsa de valores e a queda da conta bancária o deixa desesperado, levando em casos extremos até ao suicídio.

Centro de Vida Bens: para este indivíduo, o que importa realmente é possuir bens. Todo ano ele quer trocar de carro e aparecer sempre com o último modelo, todo polido e lustrado, para desfilar pela praça. Se o vizinho compra uma TV de LCD de 36”, ele imediatamente compra uma de 72”, e assim vai. Detalhe é que às vezes nem tem dinheiro para fazer o que faz…

Centro de Vida Religião: de uma maneira extremada, aqui estão os beatos e as beatas “papa-hóstias” e os fanáticos religiosos. Para eles, o ritual é tudo; no seu farisaísmo exacerbado, esquecem até de Deus! Sendo católico, se perder uma missa do domingo, já pensa que vai para o inferno, se o Padre ou o Pastor falou, vira lei irrefutável, por pior que seja a bobagem…

Centro de Vida Espiritualidade: aqui estão os eremitas, os monges e monjas que vivem reclusos e outros que estabelecem como princípio de vida sua relação direta com Deus e dedicam-se à eterna oração e contemplação. Embora este centro de vida possa ser confundido com o Centro de Vida Religião, ele vai bem mais a fundo, os rituais já não são mais tão importantes.

Centro de Vida Social: para este tipo o mais importante na vida é estar inserido na “society” e aparecer nas colunas sociais. Sempre bem vestido, está em todas as festas e gosta de ficar sempre ao lado de pessoas importantes. Quando aparece um fotógrafo, acha sempre um jeitinho de aparecer na foto com um sorriso largo. O importante é a imagem que ele passa e acaba sofrendo muito por causa da opinião dos outros.

Centro de Vida Prazer: aqui o negócio é curtir a vida, é o verdadeiro “bon-vivant”. O universo é sinestésico! Adora comer bem e beber bem (às vezes até extrapola, passando ao vício), dormir bem, passear, enfim divertir-se! O mundo é um grande salão de festas!

Centro de Vida no Inimigo: para estas pessoas, o mundo é mal e uma eterna ameaça. Como dizia Thomas Hobbes “o homem é lobo do homem”, portanto é preciso sempre estar preparado. O livro máximo é “A arte da guerra”, o melhor pensamento “A melhor defesa, é o ataque!”.

Centro de Vida Saúde: aqui podemos enquadrar dois tipos de indivíduos. No primeiro tipo estão os aficionados com o corpo e com a beleza: “saúde é o que interessa, o resto não tem pressa!”. “Barrigas de tanquinho” que vivem nas academias, top-models, vegetarianos fanáticos são um bom exemplo. No segundo tipo, estão aqueles que, infelizmente, por força do destino, são vítimas de doenças crônicas ou degenerativas e são obrigados a viver na dependência de tratamentos médicos e medicamentos.

Não existe Centro de Vida bom ou ruim, as pessoas são o que são. O risco maior são os extremos, o fanatismo descontrolado. De uma maneira geral, ninguém está cem por cento enquadrado em qualquer um destes Centros de Vida, na verdade todo ser humano tem um pouco de cada um e, na maioria das vezes, um deles se sobressai como predominante. O Coach nos leva a uma profunda reflexão interna e induz as seguintes perguntas: Qual o meu Centro de Vida predominante? Como eu me sinto com relação a isto? Será que preciso ou gostaria de mudar? Em qual destes Centros de Vida eu devo atuar no momento para alavancar o alcance do meu objetivo? Este é um dos caminhos do Coach; se você quiser se aprofundar, é só nos contatar. Vai em frente…

METAS SMART: TRANSFORMANDO SONHOS EM REALIDADE

Recentemente durante uma aula, onde sou professor da Disciplina Gestão Estratégica de Qualidade em um Curso de Engenharia de Produção, cujo tema de estudo era metas, pedi aos meus alunos, utilizando a metodologia andragógico-socrática, que me descrevessem alguns de seus sonhos. A oportunidade foi extremamente propícia e não se fizeram de rogados, surgindo então os mais variados devaneios, entremeados de uma série de objetivos factíveis. Entre eles, alguns sonhavam em ganhar na mega-sena, outros em comprar um BMW, outros em conseguir um bom emprego e ainda outros em conseguir a graduação no final do curso e uma promoção no trabalho. O objetivo do exercício era disponibilizar para os alunos uma ferramenta eficaz de transformação de sonhos em realidade, resgatando o pensamento de que o sábio sonha com a cabeça nas nuvens, mas mantêm sempre os pés no chão. A ferramenta eficaz em questão é denominada Metas SMART e foi, de maneira muito interativa, assimilada pelos alunos. Seu conceito vale a pena ser compartilhado.

O nome SMART representa uma sigla cujos termos são provenientes da língua inglesa. O “S” vem do termo “specifical” ou específica, em uma tradução para a língua portuguesa. Significa que a meta deve ser bem caracterizada, em termos de definição exata do que se deseja alcançar. Sendo assim, se utilizarmos o exemplo da meta “conseguir um emprego”, é preciso defini-la com clareza, descrevendo a área de trabalho pretendida, o cargo a ser ocupado, o local ou região de trabalho e o tipo de organização. Nestes termos, poderíamos, por exemplo, definir a meta como: Conseguir um emprego na área de engenharia, como Supervisor de Produção, na região metropolitana de Belo Horizonte em uma empresa de pequeno, médio ou grande porte. Evidentemente, vale observar que, normalmente, quanto maior a especificidade da meta, menor as possibilidades de atingi-la, visto que diminui o número de possibilidades.

A segunda letra do nome, o “M”, vem do termo “mensurable”, ou seja, mensurável, em português. Mensurável significa aquilo que pode ser medido, em termos de tempo, quantidade, percentual, litros, metros, quilogramas etc. Portanto, no caso da meta de emprego citada, seria necessário definir-se em quanto tempo, ou seja, em quantos dias, meses ou anos a meta seria alcançada.

A terceira letra, o “A”, tem origem no termo “attainabe”, isto é, atingível. Isto significa que a meta tem que ser alcançável, não pode ser algo extremamente difícil, acima da capacidade ou das competências do indivíduo, caso contrário ela desmotiva e/ou gera um estresse excessivo, causando sérios problemas para o envolvido. É o caso típico de alguns profissionais desempregados sem a mínima estruturação que, na ânsia de recolocação no mercado de trabalho, insistem na meta de conseguir um emprego “para ontem” e acabam se perdendo na vala comum dos desesperados. Estudos desenvolvidos nesta área demonstram que o prazo normal para se conseguir um emprego nos dias atuais gira em torno de seis a nove meses. Pode-se ainda considerar o caso de desempregados, sem o mínimo de experiência e escolaridade, que almejam conseguir um emprego onde exerçam um cargo de gerência ou direção. Mais um para engrossar a extensa lista dos sem trabalho. 

O “R”, na quarta posição do nome, representa o termo “relevant”, ou seja, relevante em português. Entende-se com isto que a meta, em oposição ao preceito anterior, tem que ser desafiadora. Não pode ser muito fácil, por que, em contrapartida, gera descrédito, descomprometimento, brincadeira. Conseguir um emprego no prazo de dez anos pode ser uma meta não relevante para um profissional recém-formado que busca uma colocação no mercado de trabalho.

Finalmente, a última letra, o “T”, vem do termo inglês “timely”, ou seja, definida temporalmente na linha do tempo, respondendo à pergunta: “quando eu pretendo atingir esta meta?”.  

Pois bem, aproveitando o exemplo citado, para um desempregado da área de engenharia, residente em Minas Gerais, que busca uma recolocação no mercado de trabalho segundo o conceito SMART, uma descrição razoável seria: “Conseguir um emprego na área de engenharia de produção, ocupando um cargo de supervisão, em uma empresa de pequeno, médio ou grande porte, no estado de Minas Gerais, até dezembro de 2010”.

Importante observar que os cinco conceitos SMART estão visceralmente interligados; a falta de qualquer um deles compromete frontalmente o alcance da meta. Importante também considerar que, um bom Plano de Ação, segundo a metodologia “5W2H” (What/O quê, Who/Quem, When/Quando, Where/Onde, Why/Por quê, How/Como, How Much/Quanto) é ferramenta indispensável para execução da Meta SMART, mas este já é um tema para um próximo artigo.  

Todo ser humano possui um sonho, por mais simples que ele seja. Portanto, se você quer transformar o seu sonho em realidade, seja SMART, que por feliz coincidência, é um termo da língua inglesa que significa inteligente, esperto. Faça parte deste time!