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VIDAS CEIFADAS

DIÁRIO DE LISBOA XVIOntem, domingão, depois de quase cinco horas de estudo fechado no quarto do hotel, já na parte da tarde, meus neurônios entraram em curto-circuito e não consegui raciocinar mais nada! Empacotei-me com todos os agasalhos disponíveis e sai sem lenço e sem documento caminhando pelas frias avenidas da cidade.

Durante a caminhada, não sei por que razões, veio-me à lembrança um assunto trazido à tona durante a semana em sala de aula, na verdade uma tragédia irreparável. O caso ocorreu em 2013 envolvendo um grupo de alunos da Universidade Lusófona. Segundo constava nos noticiários da época, eles se dirigiram para uma famosa praia nas proximidades de Lisboa chamada Meco, para organizar um trote, praxe como se diz por aqui, dirigido aos calouros. Lá pelas tantas da madrugada, foram engolidos por uma onda gigantesca em frente da praia. Seis estudantes morreram afogados! A mídia chegou a afirmar que o ritual programado previa que os calouros tinham que ficar de olhos vendados de frente para o mar, com amarras nos pés, até que o líder da turma, o chamado Dux, os liberassem, mas nada disso ficou comprovado. O fato é que seis vidas foram estupidamente ceifadas! Infelizmente tragédias semelhantes a essa ainda acontecem nas nossas Universidades…

Que Deus tome conta de nossos jovens e eu vou seguindo em frente na minha caminhada…

A COPA DO MUNDO E AS MANIFESTAÇÕES POPULARES

COPASuponha que alguém apanhou seu dinheiro (e muito dinheiro) sem te pedir licença e resolva dar uma grande festa na casa dele com este dinheiro. Para a animar a festa, ele emprega artistas famosos pagando salários milionários, inimagináveis pelo trabalhador comum. Você está precisando muito deste dinheiro e, lógico, não concorda com a forma que ele será aplicado. Além de não ter tido opção de escolher se dava ou não o dinheiro, você tem uma série de necessidades urgentes a serem atendidas com ele. No entanto, indiferentemente às suas necessidades e aflições, este alguém divulga a festa de forma estrondosa na mídia e, descaradamente, convida você, outros prejudicados com o confisco do dinheiro e mais um monte de gente de fora para participar da festa. Sentindo-se lesado e sacaneado, você protesta, convoca pela internet outros prejudicados, faz manifestações nas ruas, bloqueia o trânsito, grita, usa faixas e alto-falantes com frases de efeito, incomoda os vizinhos e um monte de gente que não tem nada a ver com isto, mas os preparativos para a festa continuam, como se nada estivesse acontecendo. Passados alguns dias, iludido pelas propagandas ufanistas divulgadas pelos responsáveis pelo evento, você (é você mesmo), resignado e obnubilado, esquece de tudo, levanta de madrugada e se encaminha para alguns poucos guichês espalhados pela cidade,  enfrentando filas quilométricas para comprar ingressos caros para ir à grande festa promovida pelo dito cujo. No dia da grande festa, você, todo alegre, sorridente e entusiasmado, veste um uniforme de gala e, com uma bandeira na mão, vai para o evento!…

Sou brasileiro, amo meu País, não tenho nada essencialmente contra o futebol e os campeonatos mundiais, sou radicalmente contra manifestações violentas e depredações e acho mesmo que devemos receber bem quem vem de fora para nos visitar nestas ocasiões. No entanto, penso que o povo brasileiro precisa exercer de fato a sua cidadania e ser mais consciente e maduro na sua forma de protestar. Não adianta xingar o ladrão e depois curtir a festa feita por ele com o fruto do roubo, como se nada estivesse acontecendo. Quem tem ouvidos que ouça…

RECRUCIFICAÇÃO: MÃE DE FAMÍLIA INOCENTE É MORTA A PAULADAS EM GUARUJÁ

protestoNão consigo conter meu enorme espanto, indignação e revolta com a ação dos trogloditas que mataram a pauladas uma mãe de família inocente em Guarujá no último sábado, dia 03/05/14. As cenas apresentadas na mídia são fortíssimas, traumáticas, difíceis de acreditar que são reais, principalmente em um País que se diz o maior país católico do mundo! A grande maioria destes animais que praticaram esta chacina provavelmente se dizem cristãos, frequentam as igrejas e batem a mão no peito se dizendo tementes a Deus. Depois de 2.000 anos, a crucificação do Cristo se repete ao vivo e a cores para quem quiser ver e ouvir e comentar! Meu Deus, deste jeito onde vamos parar! Imaginem a dor dos familiares! Manifesto aqui meu mais alto grau de repúdio ao ato e meu luto solidário aos familiares. Que os culpados sejam imediatamente encarcerados!

ÉTICA E VALORES ORGANIZACIONAIS

 

ÉTICAHá algum tempo atrás atuei como professor de uma disciplina denominada Estratégia Executiva em um curso de Pós-Graduação de uma faculdade da região metropolitana de Belo Horizonte. Durante uma das aulas, minha proposta foi estudar o conceito de Missão e Valores Organizacionais e estabelecer uma visão crítica em cima dos enunciados de algumas organizações, tendo em vista os aspectos éticos, relacionados à coerência entre o discurso e a prática. Stephen Covey, com o seu pensamento “suas atitudes me falam tão alto que não me deixam ouvir o que você está falando”, foi uma de nossas fontes de inspiração,

 

Durante o estudo, como forma de dinâmica, solicitei aos alunos que se reunissem em grupo e elaborassem a Missão de uma empresa pertencente a um dos componentes. A empresa era uma Academia de Ginástica localizada na região metroploitana. Motivados pelo entendimento do conceito e pela reflexão sobre o assunto, arregaçaram as mangas e partiram para o trabalho.

 

Depois de algumas horas de discussão, o trabalho foi concluído e se dispuseram a apresentar o resultado para minha avaliação e da turma. O resultado, em um primeiro momento, foi glorioso; um belíssimo enunciado foi apresentado nos seguintes termos: “Promover a melhoria da qualidade de vida dos nossos clientes através do investimento permanente na elevação da performance física, trabalhando em um clima ético e transparente”.Este resultado, apresentado em letras garrafais em telão através do projetor data-show, causou um efeito fantástico; os alunos sentiram-se felizes e realizados com o trabalho.

 

O problema surgiu, quando comecei a questioná-los com um teste simulado, conforme descrevo a seguir. Disse a eles que eu era um alto representante de uma grande organização e que tinha uma proposta milionária a ser negociada com a empresa deles. Tratava-se de um contrato de um ano de duração, envolvendo o valor de R$1.200.000,00 para desenvolver um trabalho de melhoria da performance física dos funcionários da organização, trabalho este perfeitamente compatível com a capacidade do negócio deles.

 

Era uma proposta fantástica tratando-se de uma pequena empresa e, imediatamente, sem nenhuma forma de vacilo, aceitaram-na.

 

Dando sequência ao teste simulado, eu manifestei junto a eles um “porém”: eles teriam que me emitir uma nota fiscal no valor de R$1.200.000,00 pelo trabalho e me repassar em espécie, após receberem o pagamento, o valor de R$200.000,00, sem nenhum comprovante ou recibo de entrega do dinheiro. Portanto, no final da transação, eles ficariam com R$1.000.000,00 e eu com os R$200.000,00, como forma de “compensação extra” pelo meu trabalho. Garanti que eles não teriam nenhum problema com a transação, visto que este procedimento já era bastante comum no nosso meio. O sigilo era absoluto e poderiam ficar tranquilos com relação à possibilidade de vazamentos.

 

Voltando ao papel de professor, pedi que eles refletissem novamente sobre a aceitação da proposta, tendo em vista a Missão que tinham traçado, com o foco nos aspectos da ética e da transparência. Por um bom tempo discutiram acaloradamente entre si, olhando várias vezes indecisos para mim e para a Missão no telão e depois, finalmente, se manifestaram:

 

-Professor, nós vamos rever a nossa Missão, retirar o trecho referente à ética e transparência e aceitar a sua proposta… 

 

O “Case” citado, embora simulado, traz em pauta uma discussão importantíssima a ser tratada, principalmente tendo em vista o contexto atual. Até que ponto os enunciados belíssimos de Missão e Valores estampados em sites, cartazes e outdoors das empresas correspondem realmente o que é colocado em prática? Se estes enunciados são de fato verdadeiros, por que são tão comuns nestas mesmas empresas os problemas relacionados à criação de empresas fantasmas, propinas, desvios de verbas, fisiologismos e favoritismos, entre outros divulgados pela mídia e estatisticamente comprovados?

 

A Lei Anti-Corrupção 12.846/2013 que já está em vigor a partir de 29/01/14 visa responsabilizar e punir rigorosamente as empresas, e não só seus dirigentes, que se envolverem em questões como as citadas acima, inclusive com multas pesadíssimas e hipótese de fechamento.

 

Sua empresa possui um sistema de Compliance bem estruturado? Está preparada para enfrentar este novo contexto? Vale a pena refletir sobre a questão e tomar as providências necessárias, antes que seja tarde. Fale conosco, caso queira se aprofundar sobre o assunto.

 

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LUIZ ANTÔNIO REGUFFE, UM POLÍTICO FICHA LIMPA

Outro dia, navegando pela internet em busca de informações sobre o Projeto Ficha Limpa, deparei-me com uma notícia que me chamou muito a atenção: em meio a tanta corrupção e roubalheira nas esferas políticas, eis que surge um político digno de ser mencionado em altos brados pela mídia – Luiz Antônio Reguffe! Guardem este nome! O cara tem 38 anos, é economista, eleito deputado federal pelo PDT do Distrito Federal. Obteve a maior votação proporcional do País – 18,95% dos votos válidos (266.465 mil). Caiu no gosto do eleitorado graças às posturas éticas adotadas como deputado distrital. Seus futuros colegas na Câmara dos Deputados que se preparem. Na Câmara Legislativa de Brasília, o político desagradou aos próprios pares ao abrir mão dos salários extras, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória, economizando cerca de R$ 3 milhões em quatro anos. Reguffe, mesmo ciente de que seu exemplo saneador vai contrariar a maioria dos 513 deputados federais, promete não usar um único centavo da cota de passagens, dispensar o 14º e 15º salários, o auxílio-moradia e reduzir de R$ 13 mil para R$ 10 mil a cota de gabinete. “O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia, mas quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar com ética e dignidade”, afirmou. Parabéns para o povo brasiliense que, felizmente diferente dos demais eleitorado brasileiro, soube escolher com maestria um de seus representantes. Depois da eleição do Tiririca, esta é uma boa prova de que ainda existe uma luz no fim do túnel… Esperemos que o bom exemplo do nosso jovem parlamentar continue forte e permanente e contamine positivamente os nossos políticos, contribuindo para o fim da corrupção no nosso País!

MARIANA E O CABOCLO D’ÁGUA

Estranha-me que alguns cidadãos marianenses, supostamente cultos, se envolvam em uma empreitada tão absurda: criar uma Associação de Caçadores de Monstros e  Assombrações de Mariana!!! É o fim da picada! Ver uma notícia desta na mídia associada ao nome de Mariana é simplesmente constrangedor! Aqui em BH onde moro virou motivo de chacota e não é para menos! Mariana não merece isto! Numa atitude infantilizada, incompatível com o nível dos envolvidos, estão confundindo folclore com realidade! Do jeito que as coisas estão indo, corre-se o risco de daqui há alguns dias eles se lançarem à caça do Saci-Pererê, da Mula Sem Cabeça, do Lobisomem e de outras figuras estranhas mais…

Tanta coisa séria para se preocupar e vamos ficar alimentando o terror na cabeça dos mais humildes? Vamos deixar o folclore e a lenda onde eles devem ficar: no desenvolvimento da cultura popular.

A VALE E A POLÊMICA DA REATIVAÇÃO DA MINAS DEL REY EM MARIANA

Recentemente recebi um e-mail proveniente de um jovem universitário, estudante de direito, com um abaixo-assinado conclamando a população marianense  a se manifestar contra a possível reabertura pela Vale, de uma mina de minério de ferro nas redondezas de Mariana, no local onde funcionava a antiga Minas Del Rey. Numa atitude ufanista, alega o jovem que a abertura da nova mina representaria uma agressão à cidade de Mariana, em função da poluição aérea, sonora e visual, além de outros problemas que não conseguiu elencar. De certa maneira, entendo a preocupação do futuro rábula, mas existem algumas questões que merecem ser consideradas, com o risco de, caso contrário, perdermos o bonde do progresso.

É um fato indiscutível que a atividade minerária gera impactos econômicos, sociais e ambientais no meio onde está inserida. A questão fundamental é, aprendendo com os erros do passado, ter consciência e certeza de como estes impactos vão ser trabalhados de forma a mitigar seus efeitos e trazer ganhos significativos e concretos para a comunidade. Sendo assim, creio que seria muito mais acertado e produtivo, ao invés de ficarmos ranhetando contra a chegada irrefutável do progresso, assumir uma postura mais assertiva  e, unindo as forças das diversas lideranças, garantir os inúmeros ganhos que a chegada de uma nova frente de trabalho, com certeza, pode trazer para a cidade. Mecanismos legais para amenizar os impactos, sem nenhuma dúvida, existem; é só fazer pressão para que sejam utilizados de maneira eficaz. Aos fundamentalistas menos avisados, antes de sair se manifestando como defensores da terra e do povo, sugiro primeiro procurar entender o que é o EIA/RIMA (Estudo de Impactos Ambientais/Relatório de Impactos no Meio-Ambiente) e como funcionam os órgãos fiscalizadores municipais, estaduais e federais e então pressioná-los para funcionar de fato. Privar a população de novas oportunidades de emprego e à municipalidade do recolhimento de novos e polpudos impostos com protestos infundados, com certeza não é uma atitude recomendável.

Conheci Mariana bem antes da chegada das mineradoras na região e posso falar com muita propriedade dos efeitos positivos que elas trouxeram, mesmo descontados os problemas acarretados. Quem tiver dúvidas, é só verificar o enorme valor em royalties repassados à administração pública ou olhar para as fotos da cidade na década de 70 e as fotos de agora ou ainda ver a quantidade enorme de famílias que são sustentadas pelos salários ganhos pelo inúmeros trabalhadores empregados nestas empresas. Grande parte dos cidadãos e de seus fihos que constituíram família, construíram suas casas e desfilam com seus carrões pela cidade, têm sua fonte de renda dentro destas mesmas empresas, que às vezes injustamente são vilipendiadas.

É de extrema importância entender que desenvolvimento sustentável prevê o investimento consciente, não só no aumento do poderio econômico mas, indiscutivelmente,  também em responsabilidade social e ambiental, com o risco, caso contrário, de pagar muito caro por este esquecimento. É o famoso princípio do “Triple Botton Line”, tão acertadamente divulgado pelo estudiosos John Elkington, a maior autoridade mundial em responsabilidade corporativa sustentável dos últimos tempos. Uma comunidade, qualquer que seja ela, não pode, de maneira retrógrada se fechar em si mesma, renegando este desenvolvimento e privando seus cidadãos dos benefícios provenientes do progresso. Aos representantes do capital, especificamente a Vale, no caso em questão, compete garantir esta sustentabilidade, mostrando para a população o verdadeiro sentido de sua missão, estampada na mídia de maneira eloqüente e bem estruturada:

“Transformar recursos minerais em riqueza e desenvolvimento sustentável”… Faça-se e cumpra-se! Assim VALE a pena!…