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PALESTRA: O CICLO DE DEMING (PDCA) E A METODOLOGIA FREIRIANA APLICADOS EM UM CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO

“O Ciclo de Deming (PDCA) e a Metodologia Freiriana aplicados em um Curso de Pós-Graduação” é o tema da Palestra que estarei apresentando na III Jornada Intercursos da FACISA BH http://facisa.com.br/plus/ , no dia 26/05/17. Este tema foi objeto da Tese de Mestrado que conclui recentemente na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias em Lisboa – Portugal e vem sendo aplicado de forma muito bem sucedida nos diversos cursos de MBA onde leciono. Vale a pena conferir!.

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MBA SENAC

Sou Professor dos Cursos de MBA da Faculdade SENAC-MG há quase dez anos, trabalhando com diversas disciplinas da área de gestão de pessoas e recomendo! São cursos que associam elevado padrão de qualidade e baixo investimento. Se você quer investir no seu auto-desenvolvimento e tornar-se um profissional mais competitivo no mercado, venha estudar conosco!

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MESA REDONDA: O RH EM 2016, CRISE OU OPORTUNIDADE?

O ser humano, sem dúvida, é o maior patrimônio de uma organização. Investir no capital humano sempre foi o melhor investimento. Organizações maduras trazem este lema de forma permanente nos seus princípios e valores e o colocam em prática, principalmente nos momentos de crise.

O RH em 2016, crise ou oportunidade: este é o tema da “Mesa Redonda” que será realizada no Núcleo de Pós-Graduação do SENAC da Guajajaras em BH no dia 17/12/15, quinta-feira.Uma excelente oportunidade para refletir sobre as perspectivas para 2016 e os caminhos que podem ser traçadas com foco na gestão com pessoas.

Evento gratuito! Inscrições antecipadas! Participe! Contatos: 0800 724 4440

MESA REDONDA SENAC

CAIXEIRO-VIAJANTE DO CONHECIMENTO

CAIXEIRO-VIAJANTENos últimos tempos, tenho rodado Minas Gerais de norte a sul atuando como professor e construindo conhecimentos pelos cursos de pós-graduação, em diversas faculdades espalhadas pelo Estado. Na região norte estive em Montes Claros e Três Marias, no Triângulo Mineiro em Uberaba, Uberlândia e Patos de Minas, no Vale do Aço, em Ipatinga, Coronel Fabriciano e Governador Valadares, na região sul em Passos e Pouso Alegre, na sudeste em Conselheiro Lafaiete, Itabira e Mariana e na região metropolitana de Belo Horizonte, na própria capital, em Contagem e em Betim. Fora do Estado de Minas Gerais, estive em Alagoinhas na Bahia, em Rio Branco, capital do Acre e em Parauapebas, no sul do Estado do Pará, relembrando os longos anos que vivi neste Estado.
Como um Caixeiro-Viajante da moda antiga, levo na minha “mala” embutida no laptop, de tudo um pouco: de estratégias de gestão de pessoas, negócios, qualidade, ética e responsabilidade social no trabalho a estratégias de Consultoria, Coach e auto-conhecimento, de técnicas de oratória, apresentação em público e atendimento ao cliente à desenvolvimento de lideranças e equipes e relacionamento interpessoal no trabalho.
Em cada lugar onde paro, curto a hospitalidade e a cultura e abro a minha “mala” oferecendo aos clientes um produto de acordo com a sua necessidade. Esta fascinante experiência trouxe-me um estreito contato com mais de 2.000 alunos, trabalhando inúmeras disciplinas e temas variados. Foram, de fato, momentos mágicos e de grande PAULO FREIREaprendizado. “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”, Mestre Paulo Freire tem sido meu grande guia nesta caminhada. Cora Coralina, a grande poetiza, vem com ele corroborar: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. CORA CORALINASeguindo esta linha, as salas de aula transformam-se para mim em um grande laboratório de construção do aprendizado. O resultado tem me trazido experiências fantásticas e alguns fatos marcantes e enriquecedores merecem destaque.
Certa ocasião, durante minhas andanças, ao começar a aula, percebi que os cerca de 30 alunos, entre eles psicólogos, pedagogos, administradores, engenheiros, advogados, enfermeiros e nutricionistas, aparentavam sinais de cansaço. Era uma sexta-feira à noite, depois de uma semana inteira de trabalho. Resolvi então desenvolver uma simulação, cujo tema era administração de conflitos no trabalho. Neste tipo de dinâmica, cria-se uma situação conflituosa e cada aluno assume voluntariamente um papel a ser trabalhado. Para isto, criamos então uma empresa dentro da sala, nomeamos um dono da empresa, um Diretor de Produção, um Diretor do Sindicato e os demais alunos foram designados como empregados. A situação na empresa criada era ruim havia muito tempo e o clima estava muito exaltado. Durante o desenvolvimento da simulação, os empregados, não suportando mais a situação, se revoltaram contra o Diretor de Produção, um líder que tinha assumido um estilo excessivamente autoritário e resolveram parar a empresa. Improvisaram vários cartazes e saíram exaltados pelos corredores da faculdade gritando Greve! Greve! Os sindicalistas e ativistas enrustidos saíram do armário e fizeram uma farra! O A “bagunça” foi tal que o pessoal das outras salas e da coordenação vieram assustados ver o que estava acontecendo, imaginando algum problema inesperado. Confesso que, em meio à gritaria, tive dificuldade para explicar. No final, o Diretor de Produção acabou perdendo o cargo;foi demitido pelo dono da empresa inconformado com tamanha incompetência para controlar aquela bagunça inusitada! O difícil foi restabelecer a ordem na sala, tamanha a agitação dos atores exaltados! Chegamos ao final da aula e o cansaço desapareceu, nem vimos quanto tempo tinha passado! A vida imita a arte; durante as reflexões, foram enormes os aprendizados.
Em outra ocasião similar, desenvolvemos um Júri Simulado, onde o propósito era julgar a atitude de um supervisor em horário de trabalho envolvido com um problema de saque de carga de um caminhão em uma rodovia movimentada. Demitir ou não demitir o vacilão envolvido no caso, eis a questão polemizada. Arrumamos a sala em forma de júri e cada aluno assumiu um papel voluntário: juiz, réu, advogados e auxiliares de defesa e acusação, testemunhas de defesa e acusação, jornalistas e jurados. Iniciada o júri, o clima ficou inflamado. Em certo momento, os advogados de defesa e de acusação, exaltados com a polêmica, confundiram o real com o simulado e começaram a levar o debate para o campo pessoal, mal direcionado. Tive que fazer uma breve intervenção para a coisa não se complicar. Mas no final, encerrado o júri, ficou tudo bem; o entrevero acabou servindo para motivo de boas gargalhadas. Novamente, durante as reflexões, foi fácil de perceber o enorme aprendizado.
Entre viagens e viagens, cidades e cidades, a cada final de semana, sempre me deparo com novas experiências gratificantes e inusitadas. É sempre um belo e novo aprendizado! Caixeiro-Viajante do conhecimento e da aprendizagem!

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIniciei sábado, 25/04/15, a disciplina Avaliação de Desempenho em uma turma de MBA em Gestão de Relações Trabalhistas e Previdenciaria na UNIPAC Campus Mariana. A turma é composta de 20 alunos, a grande maioria administradores atuando em empresas de pequeno a grande porte da região. A experiência foi bastante interessante. A utilização de uma metodologia participativa, envolvendo interativamente todos os alunos trouxe resultados satisfatórios.
A Avaliação de Desempenho é um processo de extrema importância na gestão estratégica de recursos humanos dentro das empresas. O problema é que não é utilizado pela grande maioria das empresas e quando é utilizado, é utilizado de forma inadequada, gerando conflitos não resolvidos, desgaste e perda de tempo. No final, o que deveria ser um grande fator motivacional, acaba sendo uma fonte de desmotivação e aumento de turnover. O remédio vira veneno. Os maiores problemas estão relacionados à falta de comprometimento da alta administração, de definição de critérios claros e objetivos, personalização e, principalmente, falta de capacitação das lideranças para utilizar a ferramenta.logo_unipac
Infelizmente os líderes não estão preparados para dar feedback para seus liderados. Normalmente os responsáveis pelos problemas podem ser enquadrados em quatro grandes grupos. No primeiro grupo estão os bonzinhos que não levam em consideração os pontos negativos dos empregados para não comprometer o resultado final e prejudicá-los com o bônus. No segundo grupo, no outro extremo, estão os ultra-rigorosos que utilizam com mão de ferro a ferramenta e generalizam os pequenos desvios cometidos pelos empregados (Efeito Horn), desconsiderando os aspectos positivos do desempenho. No terceiro grupo estão os chamados medianos que, para não criarem problema, optam pela avaliação na média, nem ruim nem excelente, o bom como meio termo é a estratégia utilizada. Finalmente no quarto e último grupo estão os descomprometidos que simplesmente preenchem os formulários de qualquer maneira e mandam os empregados assinarem para cumprir tabela.
Somente um pequeno grupo de líderes utiliza a avaliação de desempenho de forma adequada, fazendo do processo avaliativo um verdadeiro ritual, onde os liderados têm oportunidade de conhecer de maneira clara, objetiva e respeitosa os seus pontos positivos e os seus pontos a desenvolver e de também, de forma livre, apontar ao seu líder pontos a se desenvolver para facilitar o crescimento profissional de ambos durante o exercício de suas funções. Estes são os ideais.
DSC03669Uma dinâmica utilizando uma simulação de avaliação de desempenho na sala de aula durante o decorrer da disciplina propiciou aos alunos perceberem na prática os problemas e dificuldades envolvidas no processo. A participação da turma foi efusiva e a expectativa é de que, agora capacitados, possam atuar de forma adequada dentro de suas empresas.

SER PROFESSOR

DIA DOS PROFESSORESSer Professor com P maiúsculo é como plantar uma semente e colher os frutos saborosos e nutritivos; é como educar um filho e vê-lo tornar-se um sábio; é transmitir crenças e valores sustentáveis e vê-los transformar a vida das pessoas; é satisfazer-se com a doação pura e simples de ver as pessoas crescerem e se libertarem em busca de sua auto-realização.
Trabalhei mais de 30 anos dentro de empresas de grande porte nas mais variadas áreas. Há cerca 05 anos resolvi mudar de rumo; uma grande amiga convidou-me para lecionar em um curso de pós-graduação e acabei tornando-me Professor. Confesso que eu nunca senti-me tão realizado profissionalmente como sinto-me atualmente; encontrei em sala de aula o que não conseguia encontrar com tal intensidade dentro das empresas. Infelizmente, tenho que admitir que, como Professor, em alguns momentos dessa trajetória, na ânsia de acertar, falhei, mas a grandeza das conquistas superaram as derrotas. Trago comigo alguns feedbacks de grandes alunos que me engrandeceram e engrandecem e gosto de compartilhar com alguns amigos mais chegados:
“Professor, gostaria mais uma vez de felicita-lo pela excelente palestra de ontem à noite e desejar sinceramente que continue com este Dom Divino de eloquência e sapiência. Num mundo onde o lucro e a degradação dos valores morais estão abrangendo a consciência coletiva, é confortador encontras pessoas que ainda prezam valores como a família e a ética. Fiquei lisonjeada de tê-lo conhecido”.
Professor, nós costumamos sentir saudades dos professores da educação infantil, aquelas pessoas, normalmente mulheres, que naquele período de nossa vida substituem nossas mães enquanto estamos na escola. Talvez por isso as chamávamos de ‘tias’ … Agora, na pós-graduação, ter o mesmo sentimento foi uma novidade para nós. Entendo que o senhor conseguiu aquilo que todo professor deveria ter como pré-requisito: saber que uma aula, por melhor que seja o conteúdo dela, só atingirá seus objetivos (aprendizagem do aluno) se o professor entender que ele não transfere conhecimento, que necessariamente a aula deverá fomentar a curiosidade/interesse dos alunos”.
“Professor, fico muito feliz em saber que ainda existem professores como o senhor. Ao mesmo tempo, a tristeza de terminar uma aula tão agradável. Saiba que você é muito querido por todos nós”.
“Ser mais um na multidão pode não representar nada, porém se a multidão grita palavras de ordem e eu componho o coro, eu deixo de ser um para ser um conjunto.Este conjunto grita:
-Obrigado Professor Julio!
Sinta-se orgulhoso pelo que faz, da forma como faz. Sinta-se exemplo em sua categoria. Se este conjunto é pequeno para proclamar-te grande, certamente está ao lado de muitos outros conjuntos que tiveram o prazer e honra de conhecê-lo e que juntos a nós, gritamos todos o mesmo brado.Tomara, nos encontremos novamente”.

Creio que resultados como esses não são somente privilégios específicos meus, mas de muitos outros Professores que dedicam sua vida, apesar das inúmeras dificuldades, em prol do ensino e do desenvolvimento de seus alunos. Nessa data dedicada ao magistério, transfiro essas homenagens citadas acima a todos eles. Sabedoria, paciência, persistência, humildade e fé: que todos façamos dessas virtudes os pilares para o desenvolvimento do nosso trabalho.
Nesse momento conturbado de mudanças que estamos vivendo, nossos candidatos a Presidência da República falam em investimento na educação. Minha esperança é que essas promessas algum dia se tornem verdadeiramente uma realidade e os nossos Professores sejam realmente de forma concreta e compensatória reconhecidos e valorizados. Com certeza, a solução passa pela educação!

EMPRESAS COM VALORES

EMPRESAS COM VALORESNa sua essência, qual o verdadeiro objetivo de uma organização, qualquer que seja esta organização? Como especialista em Gestão de Pessoas e Professor de Cursos de Pós-Graduação, a experiência, infelizmente, tem me demonstrado que nove entre dez dos entrevistados sobre a questão, dos mais variados cargos e níveis, incluídos empresários que se dizem socialmente responsáveis, não hesitam em responder prontamente: o lucro!
Esta resposta segue embasada na teoria do Capitalismo Liberal, influenciado pelo filósofo Thomas Hobbes: O objetivo principal de uma empresa, o que mais lhe interessa é o lucro, o lucro máximo. Os valores éticos tradicionais como honestidade, justiça e solidariedade são aceitos, desde que não ameacem este lucro ou contribuam de alguma forma para ele.
Contrariamente a este princípio, o conceito de Capitalismo Social, influenciado pela doutrina social da igreja e pelas encíclicas papais, preconiza que os resultados financeiros, embora absolutamente necessários para a sobrevivência do negócio, são apenas uma consequência do objetivo principal e não sua razão de existência. Sendo assim as indústrias, os comércios, as instituições ligadas ao ensino, à saúde ou a qualquer atividade de negócio, têm como razão primeira a geração de um bem para a sociedade. O lucro, conforme citado, é uma consequência do negócio e, merece destaque, uma consequência estritamente necessária, mas não sua razão primeira.
ADCERecentemente a Associação de Dirigentes Cristãos Empresariais – ADCE-MG, em parceria com a CNBB, iniciou o desenvolvimento de um Projeto denominado Empresa com Valores. O objetivo consiste em propiciar um amadurecimento dos participantes fazendo com que valores como a ética, a solidariedade, a justiça e a primazia do ser humano sobre o trabalho provoquem uma reflexão profunda nas empresas, gerando assim fortes impactos positivos nos meios organizacionais e na sociedade. A proposta inclui fazer com que o líder empresarial comprometa-se de maneira responsável com o sucesso da empresa à luz dos princípios da dignidade humana e do bem comum e que suas ações passem a ser sustentadas pelo tripé básico ver, julgar e agir. Ver e julgar segundo conceitos radicalmente humanitários e cristãos e agir de forma consciente, entendendo que sua vocação deve ser motivada por princípios sustentáveis, muito além especificamente do sucesso financeiro.
john_mackeyÉ bom observar que, apesar do entendimento de muitos descrentes, este conceito já vem sendo assimilado por alguns grandes empresários. Recentemente, John Mackey, presidente de uma das maiores redes de supermercados americanas, a Whole Foods, afirmou claramente na mídia: “não há nada de errado em lucrar, mas essa não é a função primordial de um negócio e sim sua consequência”. Na mesma linha, Dominic Barton, Diretor geral da Consultoria McKinsey, uma das maiores consultorias mundiais em termos de estratégia organizacional, afirmou: “para o capitalismo prosperar, as empresas precisam urgentemente abandonar o foco exclusivo nos acionistas para servir consumidores e funcionários”.
Estes senhores não estão sozinhos; Peter Drucker, considerado o Pai da Administração nos tempos modernos,PETER DRUCKER sabiamente afirma: “uma organização que visa o lucro é, não apenas falsa, mas também irrelevante. O lucro não é a causa da empresa, mas sua validação. Se quisermos saber o que é uma empresa, devemos partir de sua finalidade, que será encontrada fora da própria empresa”.
DOM HELDERÉ fato que os céticos e capitalistas selvagens irão ironicamente afirmar que isto tudo não passa de um sonho muito distante da realidade. A eles eu diria, recordando D. Helder Câmara: “nada de sonhar pequeno! Gosto de pássaros que se apaixonam pelas estrelas e voam em sua direção até cair de cansaço”… Quem tem ouvidos, que ouça!