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CULTURA ORGANIZACIONAL

Para quem curte uma boa sessão de cinema, vale a pena assistir o filme “Indústria Americana” (disponível no Netflix). Uma excelente oportunidade para reflexão sobre cultura organizacional.
Sinopse: Na cidade de Ohio, durante um grande momento pós-industrial, um chinês bilionário se aproveita de um terreno abandonado da General Motors para para criar a própria empresa no local, com a intenção de realizar uma grande mudança no cenário norte-americano. Com a contratação de mais de dois mil trabalhadores para as construções, as perspectivas para Ohio se amplificam, mas a coisa começa a se complicar devido às discrepâncias culturais entre os chineses e os americanos…
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DEMOCRACIA E CIDADANIA

“Nas organizações humanas, só haverá mudanças, se houver quem advogue essas mudanças” (William Edward Deming)

Na edição anterior do Jornal Panfletu’s, tive a grata oportunidade de fazer a leitura do artigo do Professor Doutor René Dentz, meu colega de página, com o título de “Sociedades e seus horizontes de subjetividade” e me chamou a atenção sua abordagem em um dos trechos, onde afirma: “O conformismo e a aceitação de determinismos sociais é sinal de empobrecimento intelectual e moral de uma sociedade”.

Em um artigo anterior de minha autoria nesse Jornal, tive a oportunidade de fazer uma abordagem exatamente sobre esse tema, descrevendo sobre os tipos de determinismo: genético, psíquico e ambiental. O genético, relacionado aos gens, à hereditariedade, o psíquico, à forma de criação e o ambiental, em relação ao meio onde o indivíduo está inserido, com o pressuposto que a culpa é sempre do outro. Esses determinismos, como bem disse o Professor, trava todo e qualquer forma de crescimento, levando à estabilização ou degradação moral de uma sociedade.

Em um Artigo anterior, também de minha autoria, “I have a dream: a Mariana que eu quero”, trago em pauta minha preocupação com o status atual da cultura da nossa sociedade marianense e a necessidade urgente de evolução. Fazendo um alinhamento entre esses Artigos, trago mais uma pequena reflexão.

William Edward Deming (USA, 1900-1993), estatístico, professor universitário, autor, palestrante e consultor, considerado o “Pai da Gestão Estratégica da Qualidade”, deixou um pensamento que tem tudo a ver com a nossa realidade: “Nas organizações humanas, só haverá mudanças, se houver quem advogue essas mudanças”. Portanto, o que precisamos realmente é de um povo ético, maduro e consciente, que saiba exercer de fato e de direito a sua cidadania e, sobretudo, escolher acertadamente suas lideranças, lideranças essas que sejam fortes e que advoguem e implantem de forma radical as mudanças necessárias.

Nada de frases como “eu não tenho nada com isso”, “sempre foi assim e assim sempre será”, “não tem jeito, outros já tentaram e nada mudou”, “eu não me meto em política”, etc., etc. etc. Vem-me à lembrança um pequeno texto, uma joia rara do famoso estudioso dramaturgo, poeta e encenador Bertholt Brecht (Alemanha, 1898-1956) que, com certeza, vale a pena ser lembrado: “O Analfabeto Político – O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.

O momento é oportuno para refletirmos com profundidade sobre essas questões. As eleições vêm aí e o contexto é extremamente adequado para mudanças! Vários leitores me deram um feedback positivo sobre o meu Artigo sobre a Mariana que eu quero, concordando com as minhas proposições. Quiçá esse sonho contamine a todos, formando um verdadeiro mutirão em busca de uma sociedade verdadeiramente espiritualizada, ética, equânime, justa, participativa e revolucionária.

Quem tem ouvidos que ouça! 

(Artigo divulgado no Jornal Panfletu’s edição Nº 756 de 18 a 25/07/2019)

TERÇA GERENCIAL

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DESENVOLVIMENTO MORAL E CIDADANIA

“Como seres humanos, nossa grandeza não está tanto em sermos capazes de refazer o mundo, mas em sermos capazes de refazer a nós mesmos” (Gandhi)

Lawrence Kohlberg (USA 19271987), foi um psicólogo norte-americano que se especializou na investigação sobre educação e argumentação moral, tornando-se famoso pela criação da Teoria do Desenvolvimento Moral.

Sua Teoria tem aplicações práticas e diretas no dia a dia e vale a pena ser conhecida, estudada e refletida, com foco na melhoria das condições de cidadania. Ela classifica os seres humanos, de uma forma geral, em seis grandes estágios de amadurecimento moral, sendo o primeiro o mais rudimentar e o último o mais elevado.

No Estágio 1, chamado da Punição e Obediência, a moralidade está baseada única e exclusivamente na existência ou não da punição ou castigo. As frases mais comuns aqui são: “tem problema não, ninguém vai ficar sabendo”, “ninguém vai ser punido por causa disso”, “está todo mundo fazendo, só eu que não vou fazer? ”. Dessa forma vale comprar ou vender votos na época das eleições, utilizar de recursos públicos para benefício próprio, levar para casa objetos da instituição onde trabalha, saquear cargas de caminhões tombados nas estradas, jogar no Jogo do Bicho, estacionar carro ou jogar lixo em locais proibidos, entre outros delitos.

No Estágio 2, também de chamado de “Hedonismo Instrumental Relativista”, a pessoa se considera justificada se faz algo errado em resposta a algo errado que o outro fez. O pensamento mais comum aqui segue na linha do “ladrão que rouba ladrão tem mil anos de perdão”. Assim vale sonegar impostos por que o governo é corrupto, utilizar de Notas Fiscais sub faturadas para pagar menos impostos ou de super faturadas para ficar com o excedente, comprar produtos piratas por que os originais possuem preços absurdos, etc.

No Estágio 3, também conhecido como Estágio do “Bom Garoto”, a pessoa sente-se justificada a quebrar as regras e as leis em benefício próprio, se considerar seus motivos justos. O pensamento mais comum aqui é “sei que é errado e normalmente eu não faria isso, mas diante do contexto sou obrigado a agir assim” … Pensando assim, vale sonegar Imposto de Renda, subornar o guarda de trânsito para não ser multado, pagar salários por fora da Carteira de Trabalho para não recolher impostos, comercializar ou utilizar indevidamente Vales-Transportes ou Vales-Refeições para fazer politicagem ou aumentar o salário, sair de férias e continuar trabalhando normalmente por que a instituição precisa, utilizar-se de transporte clandestino por que o convencional é ruim e muitos outros.

No Estágio 4 e demais, as pessoas começam a ter uma mentalidade mais evoluída. Neste estágio a pessoa enfatiza a importância de respeitar as leis para que a sociedade não se torne um caos: “A lei acima de tudo”. 

No Estágio 5, as leis são consideradas como contratos sociais em vez de um mandamento rígido. Aquelas que não promovem o bem-estar geral devem ser modificadas quando necessário para adequar-se ao “bem máximo para o maior número de pessoas”. Isso é atingido através da decisão da maioria e do comprometimento inevitável. 

Finalmente, no Estágio 6 estão enquadradas as pessoas imbuídas de um profundo e apaixonado sentimento voltado para o respeito à dignidade do ser humano, à solidariedade e ao bem comum e são capazes de dar a vida por uma causa nobre. É o Estágio dos Santos e Mártires a exemplo do Mestre Maior Jesus Cristo e de outros como Mandela, Gandhi e Luther King. Segundo os estudos, poucos seres humanos atingem esse estágio e, normalmente morrem cedo, por que não são compreendidos e aceitos pela sociedade.

Então, em qual Estágio você se enquadra? Vale a pena refletir.    

 Quem tem ouvidos que ouça! …

(Artigo publicado no Jornal Panfletu’s de 22 a 29/08/19 – http://www.jornalpanfletus.com.br/jornais/panfletu-s )

I HAVE A DREAM: A MARIANA QUE EU QUERO

MARIANA IV

“Sonha que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto não é sonho, é realidade”.   (Raul Seixas)

Não sou marianense nato, mas o sou de coração e aprendi a amar essa terra como se seu filho fosse. Estive afastado da cidade por quase 30 anos e no meu retorno, infelizmente, pelo que percebi, reencontro uma cidade fortemente marcada por vários vícios da cultura “coronelística” e ultrapassada dos tempos de outrora. O mundo evoluiu mas a impressão é que Mariana parou no tempo. A Mariana que eu quero é uma Mariana muito diferente da que eu vejo agora.

A Mariana que eu quero não possui uma dependência exclusiva das mineradoras, embora elas sejam importantes. É uma cidade que possui uma diversificação econômica de alto nível, com várias indústrias de vários ramos de atividade gerando renda e empregos de qualidade para a população.

A Mariana que eu quero investe de maneira sustentável no seu desenvolvimento econômico, utilizando os impostos recolhidos de forma estratégica, em vez de construir obras faraônicas que geram visibilidade e muitos votos, mas pouca qualidade de vida para a comunidade.

A Mariana que eu quero investe pesadamente de forma estratégica no seu potencial histórico, artístico e cultural, onde o turista seja de fato e de direito recebido com excelência, disponibilizando inúmeras e variadas opções de lazer e gerando retorno financeiro para o Município.

A Mariana que eu quero trabalha de forma séria e madura, com uma perfeita consonância entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, sem verborragia, clientelismo, partidarismo, radicalismo e acusações mútuas e vazias, que só acabam trazendo prejuízos para o Município.

A Mariana que eu quero possui um quadro enxuto de servidores públicos motivados, capacitados e fortemente vocacionados para prestar um serviço de elevado padrão de qualidade para a população.

A Mariana que eu quero possui uma população que vota conscientemente e participa ativamente, de forma madura e responsável, das decisões e dos rumos a serem tomados pelo Município, sem se preocupar egoisticamente somente com o próprio umbigo.

A Mariana que eu quero tem uma visão sistêmica e integrada, envolvendo todos os stakeholders em busca do bem comum.

A Mariana que eu quero possui um povo fortemente espiritualizado, muito além dos meros rituais religiosos farisaicos, colocando coerentemente em prática a essência dos ensinamentos evangélicos quer seja no ambiente familiar, no ambiente social ou no exercício da profissão nos meios públicos ou privados.

Muitos outros sonhos ainda poderiam ser citados para a Mariana que eu quero, mas deixo aqui uma provocação para que os caros leitores façam uma reflexão e exercitem que tipo de sonhos teriam para a nossa cidade. E ainda mais, que discutam esses sonhos e que cada um comece seriamente a pensar qual a contribuição pode dar para que eles se realizem. É como dizia Platão: “Tente mover o mundo; o primeiro passo será mover-se a si mesmo” …

Quem tem ouvidos que ouça…

PALESTRA “ÉTICA E RELAÇÕES NO TRABALHO”

Dia 08/08/19, no Programa de “RH Acontecendo” do Grupo UNIS de Varginha, estive apresentando a Palestra com o Tema “Ética e Relações no Trabalho”, um enfoque prático à luz da Teoria do Desenvolvimento Moral de Lawrence Kohlberg. O tema, bastante polêmico e atual, foi contou com uma participação ativa de todos os presentes, a maioria pertencente à área de Gestão de Pessoas de grandes empresas da região.

Já estive apresentando esse tema em diversos eventos empresariais, com excelente nível de participação e sucesso! Aos interessados, é só entrar em contato.

 

CRISE E SUPERAÇÃO

“Se você acredita que pode, você pode! Se você acredita que não pode, você também tem razão”. (Henry Ford)

Embora pareça contraditório, os momentos de crise são os mais propícios para o surgimento de oportunidades de crescimento, aliás, o termo “crise” sem a letra “s” transforma-se em “crie”. Pois bem, vejamos então alguns exemplos clássicos que podem nos ajudar a refletir sobre o assunto.

Lucille Desirée Ball (USA, 1911-1989) foi dispensada da Escola de Artes onde começou a estudar, com uma nota dizendo que ela era tímida demais para se apresentar e estava perdendo seu tempo. Tempos depois, foi considerada a “Rainha da Comédia” e a “Primeira Dama da Televisão Norte-Americana”.

Os Beattles, no início da carreira, foram recusados pela companhia de música Decca, dizendo que não gostavam do som deles e que a música de guitarra estava acabando. São considerados o maior fenômeno musical de todos os tempos.

Michael Jordan foi cortado do time de basquete da escola onde começou a treinar, trancou-se no quarto e chorou amargamente. Como todos sabem, é considerado o melhor jogador de basquete de todos os tempos e por muitos como um dos mais importantes desportistas masculinos da história.

Um professor disse a Thomas Edson que ele era burro demais para aprender algo e que ele deveria ir para a roça, onde teria mais êxito atuando no serviço pesado. Anos mais tarde, inventou a lâmpada incandescente, que revolucionou o mundo.

Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, onde estudava em Nova Friburgo, acusado de “insubordinação mental”, após discutir com um professor. Tornou-se um dos maiores escritores da língua portuguesa e seus versos estão por aí a encantar milhões de pessoas.

O grande Walt Disney foi demitido do jornal onde começou a trabalhar com a acusação de que não tinha imaginação e ideias originais. Sua obra é reconhecida mundialmente até os dias de hoje e fazendo o maior sucesso, como exemplo de criatividade.

Abraham Lincoln, criado em uma família carente na fronteira oeste dos Estados Unidos, fracassou nos negócios, teve um colapso nervoso e foi derrotado em oito eleições. É considerado um dos maiores presidentes norte-americano.

Finalmente, um dos maiores exemplos de superação nos dias atuais: Nicholas James Vujicic nasceu sem pernas e braços devido à rara síndrome Tetra-Amélia. Devido às limitações físicas profundas, Vujicic passou por tremendas dificuldades e privações ao longo de sua infância. Com 21 anos de idade se formou com uma bi diplomação em Contabilidade e Planejamento Financeiro. Casou-se e atualmente tem quatro filhos. Tornou-se mundialmente famoso como palestrante motivacional e roda o mundo apresentando suas palestras.

Além desses, com certeza, poderíamos citar inúmeros outros belíssimos exemplos de superação que nos levam a refletir que vale a pena a acreditar. Os problemas e as dificuldades vão sempre existir e, para alguns, ainda mais desafiadores do que para outros. Desemprego, problemas no trabalho, de relacionamento interpessoal, financeiros e familiares, doenças e muitos outros fazem parte do dia a dia do ser humano. O segredo está em como você reage diante desses problemas e dessas dificuldades: sentar e ficar lamentando a vida de braços cruzados ou arregaçar as mangas e seguir em frente, com fé e determinação, acreditando sempre que é possível vencer. A escolha é sua, irrenunciável Ninguém pode decidir por você! Portanto, pare, pense e decida que caminho tomar, mas, sobretudo, acredite que é possível vencer!

Quem tem ouvidos que ouça!

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