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O MAU USO DAS REDES SOCIAIS

“As redes sociais profissionalizaram a imbecilidade. Fofoqueiros e invejosos se acham doutores e a maledicência ganhou ares de debate profundo”. (Tati Bernardi)

É extremamente lamentável o mau uso que uma série de pessoas imaturas, estúpidas e inconsequentes vem fazendo das redes sociais. O que poderia ser uma ferramenta para um debate saudável de ideias e de divulgação de informações construtivas, às vezes se transforma em um campo de guerra, de babaquices e de notícias falsas que ofendem e destroem a integridade e a vida das pessoas.

Uma análise feita pelo serviço de monitoramento de redes sociais Reppler aponta que 47% dos usuários do Facebook usam palavrões nos seus comentários. Até alguns emojis já foram criados para ajudar a dar vazão a estes impropérios. Basta a postagem de uma informação ou ponto de vista que diverge de alguns “xiitas”, que eles ligam a metralhadora giratória e começam a dar tiros para todos os lados e ai de quem estiver na reta! Não importa o cargo, a idade, o nível de instrução, a profissão ou a experiência de vida, todos levam porrada sem dó nem piedade; os políticos então são os preferidos. Infelizmente, este grupo de cidadãos faz uma terrível confusão entre debate de ideias e ofensas pessoais e perdem totalmente a compostura. “Vá se ferrar f.d.p.”, “foda-se”, “seu merda” são alguns dos termos de baixo calão utilizados. E por aí vai! …

Outro grande problema são as famosas “fake news” ou notícias falsas, numa tradução literal. Algumas pessoas mal recebem uma informação e já a disparam imediatamente de maneira ampla e indiscriminada. Na maioria das vezes não leem direito, não fazem uma análise crítica e nem procuram verificar a fonte ou a veracidade do fato. Parece que sentem um prazer sádico em denegrir a imagem das pessoas. O importante é apertar o teclado e disparar pela rede. Recentemente um simples trabalhador de Mariana foi publicamente difamado e quase perdeu o emprego por que foi flagrado enchendo alguns garrafões de água mineral com água da torneira, para ajudar uma senhora necessitada. Deu um trabalhão danado para consertar o estrago feito, explicando o real motivo que o levou a tal ato e que não tinha nada a ver com o uso indevido.

Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 2016, cerca de 200 informações falsas circulam hoje em dia em celulares e computadores no Brasil. O estrago gerado por estas informações atingem valores incalculáveis e, às vezes fatais. Alguns exemplos merecem ser citados como forma de estampar o perigo que representa este problema.

Em 1994, a Escola Infantil Base em São Paulo foi acusada de prática de abusos sexuais envolvendo seus alunos e as notícias dispararam na mídia. A escola teve de ser fechada, pessoas perderam seus empregos e reputações foram arruinadas. Ao fim das investigações, ficou comprovada a inocência de todos os envolvidos, que foram devidamente indenizados por danos morais e materiais. Mas o estrago feito na vida dessas pessoas foi irreparável.

Em 2014, postaram no facebook um retrato falado de uma mulher que sequestrava crianças em Guarujá. Uma mulher de 33 anos, casada e mãe de dois filhos, que não tinha nada a ver com o crime, foi confundida com a criminosa e atacada e linchada por dezenas de pessoas em praça pública. A mulher morreu dois dias depois.

No dia 29 de agosto de 2018, um estudante de direito e seu tio, um agricultor, foram confundidos com traficantes de órgãos, envolvendo de crianças no México. A notícia se espalhou nas redes sociais e eles acabaram sendo espancados e queimados vivos pela multidão em frente à delegacia de Acatlan.

Inúmeros outros exemplos poderiam ser citados, mas preferimos parar por aqui e reforçar o alerta para a necessidade urgente de mudança de postura por parte da população, em todos os níveis.

Em vez de palavrões ofensivos, palavras de amor. Em vez de bate-bocas e acusações falsas ou vazias, respeito, maturidade e ponderação. Façamos das nossas redes sociais uma forte ferramenta de disseminação de conhecimento, de paz e de amor no coração dos homens. Ganho eu, ganha você, ganhamos todos nós!

Quem tem ouvidos que ouça!   

DICA CULTURAL

TERÇA GERENCIAL – EMPODERAMENTO FEMININO NO MERCADO DE TRABALHO

Com o objetivo de empoderar e incentivar as pessoas que se identificam com o gênero feminino a ingressar no universo do empreededorismo, a 9ª Terça Gerencial terá como tema “Empoderamento Feminino no Mercado de Trabalho”. A Terça será realizada no dia 18 de fevereiro, às 19h, no Centro de Convenções de Mariana e terá como palestrante a coordenadora do grupo “Marianas Mulheres que Inspiram”, a pós-graduada em Gestão Ambiental na Univale e fundadora da HVH Consultoria, Heliene Margareth Silva Vieira. Os interessados devem se inscrever, exclusivamente, pelo formulário on-line(http://bit.ly/2URoFen). A entrada é franca.

ESTRESSE E RESILÊNCIA NO AMBIENTE DE TRABALHO

 “Todas as pessoas tem problemas, mas nem todas adoecem por causa disso. A diferença não está tanto no problema em si, mas na maneira como nós nos posicionamos em relação a ele”. (Elisabeth Lukas)

A velocidade das mudanças com que nos deparamos no dia a dia, a imensidão de informações que chegam até nós a todo momento através da internet e das mídias sociais, principalmente no mundo do trabalho, e a necessidade de respostas rápidas formam uma verdadeira fonte de estresse que, se não tomarmos cuidado, podem gerar fortes danos à nossa saúde física e mental.

Diante de tal realidade, surge a Resiliência, uma competência de extrema importância que vem sendo muito exigida dos profissionais nos últimos tempos, principalmente os de alto escalão. Resiliência é um termo herdado da física que significa a capacidade de suportar pressões sem entrar em surto psicológico ou ficar “deformado”. Para entender melhor esse conceito, podemos utilizar uma pequena experiência metafórica. Pegue uma folha qualquer de papel, embole-a com a mão e amasse-a com toda vontade. Em seguida, tente desamassá-la para que volte ao seu estado normal. Com certeza, por mais que você tente, não vai conseguir; a folha vai continuar toda amarrotada. Pegue agora uma fisiobol, uma destas bolinhas de borracha ou silicone utilizadas pelos digitadores para evitar a LER, lesão por esforço repetitivo. Faça com ela o mesmo que você fez com a folha de papel, aperte-a com toda vontade. Vá mais longe, se achar interessante. Coloque-a no chão e pise sobre ela. Você vai observar que, mesmo aumentando a intensidade da força e das condições, ela não se deforma. Após a pressão, ela sempre volta ao estado normal. Assim também acontece no mundo do trabalho. Existem profissionais que, diante das pressões entram em surto, deformam-se e não voltam mais ao seu estado normal. Uns choram, gritam, perdem noites de sono, adoecem e outros, infelizmente, chegam a óbito. No entanto, outros suportam bem e conseguem sempre retornar ao seu estado normal, apesar das condições difíceis ou extremas que enfrentam; estes são os chamados profissionais resilientes. O rompimento das Barragens de Fundão e Brumadinho e o desastre provocado pelas chuvas nos últimos dias pode ser um bom exemplo desta situação, tendo em vista aqueles que estiveram ou estão na linha de frente.

Quer seja na gestão pública, quer seja na gestão privada, todos nós estamos sujeitos a trabalhar sob pressão. O desafio é exatamente como conviver com este tipo de situação. Vale a pena analisar como você está no seu ambiente de trabalho e tomar providências para aumentar sua capacidade de resiliência e evitar consequências danosas à sua saúde. De qualquer forma, vão aí algumas pequenas dicas que podem ajudar:

1-Aprenda a se planejar! Um bom planejamento evita sobrecarga de trabalho e estresse desnecessário.

2-Não postergue! Cumpra o que foi planejado.

3-Seja proativo e não reativo. Aprenda a atuar na causa fundamental dos problemas, até mesmo antes que eles aconteçam!

4-Negocie com os envolvidos a melhor forma e o tempo para entrega de seus trabalhos. Uma boa negociação com certeza poderá ajudá-lo.

5-Aprenda a priorizar. Sair dando tiro para todos os lados, é desperdício de energia e não garante que você vai acertar o alvo.

6-Aprenda a delegar! Invista em um corpo de assessores competentes que o ajudem a resolver de maneira eficaz os problemas. Substitua os incompetentes!

7-Invista em momentos de relax, de vez em quando, “desligue-se da tomada”. Todos nós precisamos relaxar. A solução para nossos problemas costuma vir subitamente quando estamos em um momento de lazer. Assim nasceu a Lei da Gravidade…

8-Crie sinergia, invista nos relacionamentos e nas pessoas que fazem parte do seu ambiente de trabalho. O ser humano é o maior patrimônio de qualquer organização.

9-Não desista! Por mais difícil que seja, acredite que você é capaz!

10-Finalmente, procure, sempre que necessário, o apoio de um Coach. Ele irá ajudá-lo a investir no seu autoconhecimento, na definição de metas claras, em uma boa análise de contexto e na estruturação de um plano de ação estruturado que certamente irão contribuir para sua melhor qualidade de vida no trabalho.

Quem tem ouvidos que ouça!…

INVISTA NO SE AUTODESENVOLVIMENTO! FAÇA JÁ A SUA INSCRIÇÃO!

https://www.sympla.com.br/seminario-lideranca-extraordinaria–autogestao-e-gestao-de-pessoas-com-foco-em-resultados__786232?fbclid=IwAR2KQwtzFmyEzGDu_iK8VmbS3WdG89zEI8ge1FcwdkX4-6mYNnkqUrPxXlc

DICA CULTURAL

A TRISTE E TRAUMÁTICA QUEDA DE UM GIGANTE

Se o capitalismo é incapaz de satisfazer as reivindicações que surgem infalivelmente dos males que ele mesmo engendrou, então que morra! (Leon Trotsky)

Durante mais de 30 anos a Samarco Mineração S.A foi considerada uma empresa top de linha em termos de gestão e produtividade, uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil e a menina dos olhos das grandes multinacionais Vale e BHP, suas acionistas. Nesse período, foi agraciada com vários prêmios voltados para as áreas de gestão operacional e ambiental e possuía um quadro de funcionários altamente qualificados, engajados e motivados para o alcance de suas metas organizacionais.

De repente, tudo ruiu! O rompimento da Barragem de Fundão no dia 05 de novembro de 2015 levou tudo pela lama abaixo! O que parecia ser uma fortaleza indestrutível transformou-se em um castelo de areia desmoronado. Acusada de ser causadora de um dos maiores crimes ambientais de todos os tempos, hoje jaz agonizante, entubada em uma UTI de massas falimentares, lutando desesperadamente pela sua sobrevivência e, pelo que tudo indica, em vias de abandono pelas suas grandes acionistas, que parecem não se lembrar mais dos inúmeros cifrões que gerou para as suas bolsas. Grande parte do seu pátio industrial está obsoleto para tratar o minério com baixo teor de ferro e em fase de ser sucateado. Possui uma dívida em torno de 4 bilhões de dólares em “default”, ou seja, sem condições de pagar e que deve tentar renegociar com seus credores, processo que poderá demorar longo tempo para ser concluído.

A licença concedida permite o início de produção de minério de ferro no segundo semestre de 2020, mas com um volume bem inferior à produção de antes do acidente, o que limita a receita que poderá ser utilizada para sanar a dívida, ao menos inicialmente, bem como o repasse de CFEM para os municípios. A deposição de rejeitos na cava ou o empilhamento a seco possui disponibilidades limitadas e não resolve de vez o problema das barragens. A previsão é que a produção deve ser retomada inicialmente ao nível de 8 milhões de toneladas de minério ao ano e deve demorar no mínimo uma década para atingir o volume de produção anterior ao acidente, de 25 milhões de toneladas, se conseguir sobreviver até lá…

É preciso ter muito claro que, mesmo com o retorno da Samarco, nada mais será como antes. É realmente uma triste e dura realidade, mas que precisa ser encarada de frente! Duas grandes lições precisam ser urgentemente aprendidas com esta grande catástrofe. Primeiro: o sistema capitalista selvagem vigente, onde o cifrão e a busca obsessiva pelo lucro tem muito mais importância do que o respeito a vida e a dignidade do ser humano, precisa ser radicalmente reinventado. As teorias do Triple Bottom Line (equilíbrio entre o econômico, o social e o ambiental) e do Capitalismo Consciente (Mackey/Sisodia) estão aí para ensinar. É só ter coragem para colocar em prática!

Segundo: precisamos eliminar de vez a nossa dependência única e exclusiva das mineradoras. Se nossos governantes e a comunidade marianense estão com expectativa de que as coisas retornem integralmente à situação que era antes, é bom que mudem radicalmente a forma de pensar e de agir. É preciso urgentemente criar novas alternativas à nossa dependência das mineradoras. Diversificação econômica deveria ser, de forma estratégica, a grande e maior meta, deixando a politicagem de lado, independentemente do executivo de plantão. Implantação de programas estratégicos de atração de empresas para o município, investimento no estímulo aos micro, pequeno, médio e grandes empresários locais, desenvolvimento do turismo histórico, artístico, religioso, cultural, esportivo e ecológico deveriam ser, inegociavelmente, as principais e grandes bandeiras. Que as novas propostas políticas que estão surgindo por aí abracem de vez e de fato essa causa, deixando de lado os interesses politiqueiros e os bate-bocas infindáveis que não levam a nada e ainda enchem o saco de quem está realmente preocupado com o desenvolvimento sustentável da nossa cidade.

Quem tem ouvidos que ouça!

(Artigo publicado no Jornal Panfletu’s Edição 782 de 06/02/20)