Posts Tagged ‘ trabalhadores ’

O PAPA SUBVERSIVO

PAPA FRANCISCO“Por que a Igreja católica não ordena mulheres para o execício do sacerdócio?”
“Eu também sou um pecador”.
“Não é nada ecológico, nem religiosamente correto nos reproduzirmos como coelhos”.
“Que mal há em admitirmos o fim natural de uma união matrimonial que não deu certo, nem acrescenta mais?”
“O capitalismo atual que destrói tanto a natureza quanto a vida humana, aumentando o abismo entre os ricos e os pobres é uma sutil ditadura”.
“Se Deus nos deu a vida, esse jardim do Éden, que é a terra, este planeta maravilhoso, nós também temos o dever de preservá-lo”.
“Uma advertência para toda a Igreja. Para que se volte à radicalidade do Evangelho. Este não é o tempo de uma Igreja que busque na comodidade dos salões a sua própria vantagem, uma Igreja que renuncie ao Espírito em nome do poder ou da conveniência política”.
“O episcopado não é uma honorificência, é um serviço. Jesus quis que fosse assim. Não deve haver lugar na Igreja para a mentalidade mundana que diz assim: ‘Este homem fez a carreira eclesiástica e tornou-se bispo’. Não, não, na Igreja não deve haver lugar para esta mentalidade, o episcopado é um serviço, não uma distinção para vangloriar-se. É triste quando se vê um homem que procura este cargo e faz tantas coisas para lá chegar. Quando ali chega, não serve, pavoneia-se, vive apenas para a sua vaidade”.
“Os escândalos na Igreja acontecem porque não há uma relação viva com Deus e com sua Palavra. Assim, os sacerdotes corruptos, em vez de dar o pão da vida, dão um pasto envenenado ao santo Povo de Deus.”
“A corrupção é a gangrena do povo”.
“É evidente a incoerência de quem luta contra o tráfico de animais em risco de extinção, mas fica completamente indiferente perante o tráfico de pessoas, desinteressa-se dos pobres ou procura destruir outro ser humano de que não gosta”.
“Vamos dizer sem medo: queremos uma mudança. Este sistema capitalista já não se aguenta. Os trabalhadores, as comunidades e os povos não aguentam. Nem a terra aguenta!”

Estas palavras que mais parecem originárias de um católico qualquer revoltado com os rumos que a Igreja Católica vem tomando nos últimos tempos ou de um ativista extremado, na verdade foram provenientes da boca do Papa Francisco, como afirma uma reportagem da Revista Ecológico em sua última edição de 31/07/15. A Revista insinua que o Papa é subversivo, numa alusão positiva sobre seu discurso e sobre as ações que ele vem tomando à frente da Igreja Católica. A reportagem traz, de maneira bastante elucidativa, uma síntese da Encíclica “Laudato Si” (Louvado Seja) divulgada pelo Papa no mês passado.

Subversivas ou não, o fato é que o Papa Francisco vem incomodando um monte de gente com suas atitudes e afirmações, inclusive alguns reverendíssimos representantes dentro do próprio clero. Quiçá suas santas palavras ecoem pelos ares e sejam ouvidas por todos nós, servindo de semente para o surgimento de uma nova era com mais integridade, paz, justiça, solidariedade e consciência ecológica. Que Deus ilumine seu caminho!

Para queles que se interessarem a conhecer a Encíclica “Ludato Si” em sua íntegra é só acessar o link http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html.
É uma boa sugestão de leitura em vez de ficar se “emburrecendo” vendo a novela das oito…

A TERCEIRIZAÇÃO E A PL 4330: UMA BREVE REFLEXÃO

TERCEIRIZAÇÃOAs mudanças aceleradas que vem ocorrendo no nosso mundo contemporâneo exigem pessoas maduras, conscienciosas e abertas ao novo e às inovações. Esse raciocínio se aplica a todos as atividades que envolvem as relações humanas, especificamente a do mundo do trabalho. Os conservadoristas radicais e os acomodados que se retirem e abram espaço!
Recentemente vem gerando grande polêmica no nível nacional a discussão sobre a aprovação do Projeto de Lei PL 4330, cuja essência trata da legalização do processo de terceirização nas empresas. O Projeto vem tramitando na Câmara desde 2004 e finalmente agora parece que vai ser votado. Em sua essência amplia o conceito de terceirização, incluindo a possibilidade de ser legalizada a terceirização da atividade-fim, que antes segundo a Súmula 331 do TST era permitida somente para a atividade-meio, entre outras inovações.
Os ativistas contrários à aprovação da Lei argumentam que a terceirização trouxe como consequência a precarização do trabalho e o aumento do número de acidentes e que a sua legalização só iria contribuir para agravar esta situação. Alegam ainda que a aprovação do PL 4330 seria um retrocesso, roubando os direitos adquiridos dos trabalhadores brasileiros. Alguns extremados divulgam cartazes com fotos traumáticas de trabalhadores acidentados, afirmando que a terceirização mutila e mata, como se isto também não acontecesse nas atividades primarizadas.
Mediante tais argumentações, algumas considerações merecem ser analisadas. O processo de terceirização faz parte uma evolução natural das relações de trabalho. É um absurdo querer que o que valia em 1945 em nosso País, com a promulgação da CLT por Getúlio Vargas, ainda valha na sua integra para os dias de hoje. São setenta anos de história, o mundo mudou e muito e as relações de trabalho logicamente também. Não dá para ignorar este fato.
Hoje no Brasil são cerca de 12 milhões de trabalhadores terceirizados e seria um absurdo simplesmente abolir de forma radical a regulamentação da relação entre estes e seus empregadores. Se houve precarização e aumento do número de acidentes com a chegada da terceirização, a meta tem que ser estabelecer uma legislação que coíba de forma efetiva o desrespeito ao trabalhador e às suas condições de trabalho. Com isto, o raciocínio é o contrário do que afirmam os ativistas, ou seja, mais protegidos estarão trabalhadores se houver uma legislação atualizada que defenda seus direitos e os protejam, de forma racional e sem paternalismo. Aos preocupados com perdas de direito trabalhista, há de se considerar que O PL 4330 não traz nenhuma mudança na CLT, embora considero que seria uma boa oportunidade de evolução se o fizesse. O Brasil possui uma das legislações trabalhistas mais protecionistas do mundo!
Não se acaba com a pobreza simplesmente matando os pobres, mas dando a eles condições para evoluírem na escala social. Da mesma forma, não se elimina alguns problemas nascidos com a terceirização, simplesmente eliminando a terceirização.
Nós vivemos em um País democrático; se é um fato que o Projeto PL 4330 não está bem elaborado, que se advogue e lute pela causa de revê-lo de forma a atender adequadamente a realidade do mundo do trabalho. Para isto foram eleitos nosso dignos representantes parlamentares.

“PRENDERAM A VÍTIMA E SOLTARAM O CRIMINOSO”…

PASSE LIVREFiquei  preso ontem no trânsito durante mais de duas horas por causa da manifestação de um bando de estudantes, militantes da causa do Passe Livre e agregados. Evidentemente que vivemos em um País democrático e as manifestações, mesmo que absurdas, tem que ser respeitadas. O problema é que quem está “pagando o pato” é a população, principalmente os trabalhadores que não têm nada  a ver com isto. Estes jovens e os participantes de manifestações públicas em em geral estão dando um tiro no próprio pé e colocando a população contra eles. Um deles, quando foi entregar um panfleto para um taxista preso no trânsito, quase apanhou. O taxista estava furioso! Conversando com um dos  manifestantes, perguntei a ele por que não iam fazer aquela manifestação em frente à Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa, Prefeitura, Praça Pública ou qualquer outro lugar que incomode os responsáveis pelo poder, menos no caminho de quem trabalhou o dia inteiro e estava doido para voltar para casa para o merecido descanso. Ele ficou enrolado e me respondeu que naquele horário não tinha ninguém naqueles locais (sic)!  Na falta do criminoso, prende-se a vítima…

QUE ELE RENASÇA!

Que ELE renasça no seio das empresas e que a riqueza se transforme em instrumento de partilha, como ELE fez durante sua Divina Empreitada;

Que ELE renasça no coração dos donos de empresas e seus representantes e que eles se transformem em Lideres Coach, como ELE sempre o foi;

 Que ELE renasça no coração dos trabalhadores e eles sejam “missionários” e “visionários” como SEUS Apóstolos o foram;

Que ELE renasça em nossos corações e sejamos operários do SEU reino, como ELE sempre o quis!

CULTURA ORGANIZACIONAL: BEM-VINDO AO INFERNO!

O ano era 2005 e eu acabava de assumir uma Gerência Corporativa de Recursos Humanos em uma empresa familiar na grande São Paulo. Logo que cheguei à cidade, fiquei hospedado em uma residência de propriedade da organização em um condomínio de luxo e, no outro dia cedo, o motorista foi me buscar. Tão logo ele chegou e estacionou o veículo ao lado da pomposa residência, entrei e desejei-lhe um bom dia, estendendo-lhe a mão, sorridente e animado.

O motorista olhou para mim com um certo olhar de desprezo, tocou minha mão estendida com um toque desvivificado e, friamente, respondeu-me: -Bom dia! Bem-vindo ao inferno! Por um breve momento senti-me como se estivesse levado uma pancada. Tentei ainda conservar meu sorriso, mas ele foi desaparecendo de maneira pausada. Recolhi minha mão gelada que tinha sido por ele tocada. Tentei organizar minhas idéias e, nesta tentativa, perguntei-lhe, de forma meio desconcertada:-Como assim, “bem-vindo ao inferno”! Ele, secamente, respondeu-me:-Rapidinho o senhor vai saber! Logo, logo o senhor me fala…O trajeto era curto e ele não comentou mais nada. Chegamos à empresa, passei pela portaria e entrei no “inferno”. Para minha infelicidade, o motorista falara a verdade…

A narrativa acima poderia ser de um filme de terror ou de uma estória dramática, mas infelizmente trata-se de uma realidade! Uma dura e traumática realidade! Pobre dos trabalhadores que precisam sobreviver em empresas como esta, totalmente desprovidas de ética e de civilidade! E o pior é que elas existem, e são muitas por aí espalhadas!…

Gustavo Boog, em seu livro “O Desafio da Competência” desenvolve, de uma maneira muito acertada, uma belíssima abordagem sobre cultura organizacional e, entre os vários tipos de cultura citados, descreve um que denomina de “Inferno Organizacional”. É o tipo característico da empresa em que a busca pelo lucro maquiavélico impera de forma intransigente e desenfreada! Não existe respeito pelas pessoas nem pelas leis e o investimento em tecnologia e processos é inexistente ou escasso. O autoritarismo e o medo são práticas desveladas, tornando a mão-de-obra cada vez mais escravizada.  Os salários são baixos e as condições de trabalho ruim, evidentemente com exceções para algumas classes privilegiadas. O índice de acidente de trabalho é elevado e as punições de caráter extremado: advertências, suspensões e justas-causas são mecanismos altamente utilizados. O critério de seleção e de promoção dos empregados é subjetivo, normalmente ligado a questões pessoais e, por que não dizer, sexuais. São empresas que não possuem organogramas, mas “orgasmogramas”, jargão utilizado de maneira pernóstica e velada por alguns membros de uma cúpula depravada.  Neste contexto, algumas figuras femininas dotadas de atributos físicos excepcionais e desprovidas de competências profissionais, são facilmente encontradas ocupando cargos de direção, com salários em patamares elevados.

Em ocasiões especiais, o poderoso chefão se traveste de “pai-dos-pobres” e promove o “pão e o circo” para a alegria da galera obinubilada. São festas regadas a cerveja e churrasco, onde ele senta-se em uma mesa rodeada de puxa-sacos, distribuindo brindes para a peãozada. No final da festa, tudo se transforma em um verdadeiro carnaval e na segunda-feira, com uma baita ressaca e preocupado com os exageros praticados, volta o trabalhador inseguro ao trabalho, temeroso do que o aguarda!…

A princípio pode parecer muito surrealista este quadro, mas, com certeza, vários leitores que já passaram ou passam por esta infernal etapa compreendem exatamente o que estou falando e sabem do que se trata.

Surge então no ar uma pergunta que não quer se calar: até quando organizações deste tipo vão continuar???

Boog cita ainda no seu livro, um tipo de cultura que denomina de “Nirvana” ou “Paraíso Organizacional”. São tipos de empresas que investem de maneira séria, respeitosa e sistemática na valorização e desenvolvimento de seus empregados, tanto quanto investe na melhoria de seus processos e na obtenção de resultados, não só de curto, mas também de médio e longo prazo. Estas empresas estabelecem a primazia do ser humano sobre o capital. Renomados estudiosos sobre o assunto, entre eles o Peter Drucker, considerado “O Pai da Administração” e o próprio Boog, não tem dúvidas em afirmar que o sucesso de qualquer empresa está relacionado a uma gestão ética, participativa e socialmente responsável e, além disto, ao respeito, ao reconhecimento e à motivação dos empregados. Empresas que não agem assim, com certeza, estão fadadas ao fracasso!

Enfim, Nirvana ou Inferno Organizacional? Vale à pena refletir: Como empresário, em qual tipo de empresa a sua se enquadra? Tem certeza? O que diriam seus empregados se pudessem livremente se expressar?

Como empregado, em qual tipo de empresa você trabalha? Já se perguntou qual o seu papel nisto tudo e o que você está fazendo para reverter ou contribuir para este quadro, se for o caso?

A VALE E A POLÊMICA DA REATIVAÇÃO DA MINAS DEL REY EM MARIANA

Recentemente recebi um e-mail proveniente de um jovem universitário, estudante de direito, com um abaixo-assinado conclamando a população marianense  a se manifestar contra a possível reabertura pela Vale, de uma mina de minério de ferro nas redondezas de Mariana, no local onde funcionava a antiga Minas Del Rey. Numa atitude ufanista, alega o jovem que a abertura da nova mina representaria uma agressão à cidade de Mariana, em função da poluição aérea, sonora e visual, além de outros problemas que não conseguiu elencar. De certa maneira, entendo a preocupação do futuro rábula, mas existem algumas questões que merecem ser consideradas, com o risco de, caso contrário, perdermos o bonde do progresso.

É um fato indiscutível que a atividade minerária gera impactos econômicos, sociais e ambientais no meio onde está inserida. A questão fundamental é, aprendendo com os erros do passado, ter consciência e certeza de como estes impactos vão ser trabalhados de forma a mitigar seus efeitos e trazer ganhos significativos e concretos para a comunidade. Sendo assim, creio que seria muito mais acertado e produtivo, ao invés de ficarmos ranhetando contra a chegada irrefutável do progresso, assumir uma postura mais assertiva  e, unindo as forças das diversas lideranças, garantir os inúmeros ganhos que a chegada de uma nova frente de trabalho, com certeza, pode trazer para a cidade. Mecanismos legais para amenizar os impactos, sem nenhuma dúvida, existem; é só fazer pressão para que sejam utilizados de maneira eficaz. Aos fundamentalistas menos avisados, antes de sair se manifestando como defensores da terra e do povo, sugiro primeiro procurar entender o que é o EIA/RIMA (Estudo de Impactos Ambientais/Relatório de Impactos no Meio-Ambiente) e como funcionam os órgãos fiscalizadores municipais, estaduais e federais e então pressioná-los para funcionar de fato. Privar a população de novas oportunidades de emprego e à municipalidade do recolhimento de novos e polpudos impostos com protestos infundados, com certeza não é uma atitude recomendável.

Conheci Mariana bem antes da chegada das mineradoras na região e posso falar com muita propriedade dos efeitos positivos que elas trouxeram, mesmo descontados os problemas acarretados. Quem tiver dúvidas, é só verificar o enorme valor em royalties repassados à administração pública ou olhar para as fotos da cidade na década de 70 e as fotos de agora ou ainda ver a quantidade enorme de famílias que são sustentadas pelos salários ganhos pelo inúmeros trabalhadores empregados nestas empresas. Grande parte dos cidadãos e de seus fihos que constituíram família, construíram suas casas e desfilam com seus carrões pela cidade, têm sua fonte de renda dentro destas mesmas empresas, que às vezes injustamente são vilipendiadas.

É de extrema importância entender que desenvolvimento sustentável prevê o investimento consciente, não só no aumento do poderio econômico mas, indiscutivelmente,  também em responsabilidade social e ambiental, com o risco, caso contrário, de pagar muito caro por este esquecimento. É o famoso princípio do “Triple Botton Line”, tão acertadamente divulgado pelo estudiosos John Elkington, a maior autoridade mundial em responsabilidade corporativa sustentável dos últimos tempos. Uma comunidade, qualquer que seja ela, não pode, de maneira retrógrada se fechar em si mesma, renegando este desenvolvimento e privando seus cidadãos dos benefícios provenientes do progresso. Aos representantes do capital, especificamente a Vale, no caso em questão, compete garantir esta sustentabilidade, mostrando para a população o verdadeiro sentido de sua missão, estampada na mídia de maneira eloqüente e bem estruturada:

“Transformar recursos minerais em riqueza e desenvolvimento sustentável”… Faça-se e cumpra-se! Assim VALE a pena!…

OS MINEIROS SOTERRADOS DO CHILE E O GERMINAL DE EMILE ZOLA

Assustador o acidente ocorrido com os mineiros numa mina de cobre e ouro, a San Esteban, na cidade de Copiapó, situada na região norte do Chile. O acidente ocorreu devido a um desmoronamento que bloqueou o acesso dos mineiros à superfície, deixando-os isolados a 700 metros da superfície.

O que chama a atenção são as informações referentes às condições de segurança desta mina e de outras localizadas na região. Notícias informam que nove minas, apontadas como de pequeno porte, foram fechadas nos últimos tempos por falta de rotas de fuga. A mina de San Esteban, onde ocorreu o acidente,  não tinha alternativas de ventilação e saídas em condições de serem usadas pelos trabalhadores. O Governo chileno reconheceu que tinha conhecimento do descumprimento das normas de segurança na mina. Absurdo! Agora, depois do acidente, o presidente Sebastián Piñera, ordenou uma série de mudanças no sistema de mineração do país e encaminhou ao Legislativo uma proposta de ampliação da legislação trabalhista, reforçando o esquema de segurança do setor. Os donos da San Esteban estão sendo processados pelos familiares por tentativa de homicídio:  “O empregador deveria saber que um acidente como esse com resultado trágico de morte poderia ocorrer”, afirmou ontem Edgardo Reinoso, advogado das famílias. 

Vem a pergunta que não quer se calar: Por que não foram tomadas providências antes da ocorrência do acidente? Onde estavam os donos desta “fábrica de túmulos” que não enxergaram tamanhas evidências de possibilidade de ocorrências de uma catástrofe? Será que o brilho fulgurante do ouro ofuscou-lhes a visão?

Tudo indica que a ambição desmesurada e louca do capitalismo selavagem e sua busca desenfreada por maiores cifrões falou mais alto do que a importância da vida humana e a segurança do trabalho ficou relegada a último plano. Deu no que deu…

Pelo visto, as condições sub-humanas de trabalho nas  minas de carvão da idade média, relatadas por Emile Zola em seu clássico Germinal, infelizmente ainda econtram espaço no mundo atual. Até quando milhares de vidas humanas ainda vão ser sacrificadas por capitalistas inescrupulosos em nome da obsessão desenfreada pelo lucro???