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RH EM 2016: CRISE OU OPORTUNIDADE

DSC04135Dia 17/12/15, quinta-feira, participei da realização de uma “Mesa Redonda” no Núcleo de Pós-Graduação do SENAC-MG em BH, com o tema “O RH em 2016: crise ou oportunidade”. O Professor Edson Moura, Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação do SENAC, atuou como moderador do trabalho, eu e as Professoras Bianka Pereira e Hélvia Barcelos, atuamos como participantes da mesa.
O evento foi de altíssimo nível, com uma notável contribuição tanto dos membros da Mesa como dos participantes, de uma maneira geral. Trago aqui uma síntese da minha fala durante o evento.
“A Revista Exame de edição de outubro de 2015 nos trás uma visão realista do momento que estamos vivendo:
Nos primeiros oito meses deste ano, cerca de 600.00 brasileiros foram demitidos. São 07 demissões por minuto de janeiro a agosto, a previsão é que aumente para 14 demissões por minuto, 840 por hora, 20.160 por dia!
3,6 milhões de pessoas deverão ser impactadas de janeiro de 2015 até o fim de 2016.
2 milhões de empregos deverão ser eliminados ao final de dois anos.
A taxa de desemprego atingiu 8,9% no terceiro trimestre de 2015, 18,0% entre os jovens de 18 a 24 anos.
Diante dos fatos, não podemos olvidar que estamos diante de uma enorme crise, mas também diante de grandes oportunidades. O Mestre Veríssimo, em uma das suas famosas reflexões afirma: ‘Quando os ventos das mudanças sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento’, a questão é saber de que lado estamos…
Diante deste contexto, uma questão fundamental a se observar é a empregabilidade. Podemos afirmar que empregabilidade é a capacidade de o profissional se tornar atrativo para o mercado de trabalho. Um dos principais fatores para o alcance da empregabilidade é investir de maneira sistemática no autodesenvolvimento, na melhoria do relacionamento interpessoal e da performance com foco em resultados sustentáveis, na formação de uma robusta rede de contatos e no desenvolvimento de uma postura exemplar. A pergunta a se responder é: ‘Quem é responsável pela minha empregabilidade”? Para os líderes, vale lembrar a questão da ética e da coerência. Relembrando Stephen Covey: ‘As tuas atitudes me falam tão alto que não consigo ouvir o que você está falando’…
Por sua vez, as empresa precisam entender que, em momentos de crise, cortar cabeças de forma irresponsável e indiscriminada é o caminho mais rápido e fácil, no entanto, com certeza, não é a melhor solução. Talvez seja o momento de eliminar as ‘as maçãs podres’ que, infelizmente, toda empresa tem, mas também e com muito mais ênfase, com certeza, investir nos talentos internos. É imprescindível entender que o desembolso com o desenvolvimento dos empregados é investimento, não custo! Em vez de se perguntar qual é o valor do investimento, seria recomendável perguntar-se qual o custo do não investimento. Se investir e ‘perder o empregado’ para o concorrente, é importante se perguntar, se o investimento está sendo feito de maneira adequada.
Importante considerar que as crises passam e os vitoriosos são aqueles que a encaram de frente e enxergam no momento conturbado oportunidades para reflexão e madurecimento. Apesar das previsões preocupantes, que em 2016 possamos enxergar com maturidade as oportunidades de crescimento! Que possamos construir ‘moinhos de vento’…

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AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIniciei sábado, 25/04/15, a disciplina Avaliação de Desempenho em uma turma de MBA em Gestão de Relações Trabalhistas e Previdenciaria na UNIPAC Campus Mariana. A turma é composta de 20 alunos, a grande maioria administradores atuando em empresas de pequeno a grande porte da região. A experiência foi bastante interessante. A utilização de uma metodologia participativa, envolvendo interativamente todos os alunos trouxe resultados satisfatórios.
A Avaliação de Desempenho é um processo de extrema importância na gestão estratégica de recursos humanos dentro das empresas. O problema é que não é utilizado pela grande maioria das empresas e quando é utilizado, é utilizado de forma inadequada, gerando conflitos não resolvidos, desgaste e perda de tempo. No final, o que deveria ser um grande fator motivacional, acaba sendo uma fonte de desmotivação e aumento de turnover. O remédio vira veneno. Os maiores problemas estão relacionados à falta de comprometimento da alta administração, de definição de critérios claros e objetivos, personalização e, principalmente, falta de capacitação das lideranças para utilizar a ferramenta.logo_unipac
Infelizmente os líderes não estão preparados para dar feedback para seus liderados. Normalmente os responsáveis pelos problemas podem ser enquadrados em quatro grandes grupos. No primeiro grupo estão os bonzinhos que não levam em consideração os pontos negativos dos empregados para não comprometer o resultado final e prejudicá-los com o bônus. No segundo grupo, no outro extremo, estão os ultra-rigorosos que utilizam com mão de ferro a ferramenta e generalizam os pequenos desvios cometidos pelos empregados (Efeito Horn), desconsiderando os aspectos positivos do desempenho. No terceiro grupo estão os chamados medianos que, para não criarem problema, optam pela avaliação na média, nem ruim nem excelente, o bom como meio termo é a estratégia utilizada. Finalmente no quarto e último grupo estão os descomprometidos que simplesmente preenchem os formulários de qualquer maneira e mandam os empregados assinarem para cumprir tabela.
Somente um pequeno grupo de líderes utiliza a avaliação de desempenho de forma adequada, fazendo do processo avaliativo um verdadeiro ritual, onde os liderados têm oportunidade de conhecer de maneira clara, objetiva e respeitosa os seus pontos positivos e os seus pontos a desenvolver e de também, de forma livre, apontar ao seu líder pontos a se desenvolver para facilitar o crescimento profissional de ambos durante o exercício de suas funções. Estes são os ideais.
DSC03669Uma dinâmica utilizando uma simulação de avaliação de desempenho na sala de aula durante o decorrer da disciplina propiciou aos alunos perceberem na prática os problemas e dificuldades envolvidas no processo. A participação da turma foi efusiva e a expectativa é de que, agora capacitados, possam atuar de forma adequada dentro de suas empresas.

DIÁRIO DE LISBOA I – VOANDO COM ARISTÓTELES E ALMOÇANDO COM UM VELHO LEITOR

ETICA A NICÔMACOForam 09 horas de vôo, sem contar mais 01 hora de viagem até Confins, 02 de espera no aeroporto para embarcar e mais 02 de diferença de fuso horário. Acertei, a contragosto, meu relógio de pulso, meu celular e meu laptop quando cheguei ao Aeroporto da Portela em Lisboa, registrando 11 horas da manhã.  O frio de 16° contrastava com o calor de 27° de BH. Tão logo cheguei, saquei a blusa que minha amada e previdente companheira colocou na minha mochila, para enfrentar a nova realidade.

Durante o longo vôo, lendo heroicamente na minha poltrona de encosto reto, com uma companheira que se enrolava feito minhoca ao meu lado  para dormir, absorvi prazerosamente os pensamentos de Aristóteles com sua Ética a Nicômaco, entre alguns intervalos de cochilo. Viajei pelas nuvens em águas profundas com a leitura do pequeno compêndio do memorável filósofo.  Vale destacar algumas pérolas, frutos da minha leitura aeroviária:

” É mais difícil lutar contra o prazer do que contra o sofrimento” , daí a gente entende por que os fumantes fumam e os drogados se drogam a vida inteira e só resolvem parar – quando conseguem – quando começam a morrer…

“Avareza e á a deficiência em relação a dar e o excesso em obter”, daí pode-se entender por que poucos tem tanto e muitos não têm nada…

“O homem verdadeiramente bom e sábio suporta com dignidade todas as contingências da vida e sempre tira o maior proveito das circunstâncias”, daí pode-se observar que os grandes líderes são aqueles que superaram as grandes dificuldades sem perder a dignidade… 

Depois dos acertos logísticos do aeroporto ao hotel, dei um jeito de achar uma pequena cantina próxima para tomar um bom vinho e saborear um  bom bacalhau português. Após o terceiro ou quarto gole, deparei-me com um leitor atípico sentado em uma pequena mesa a minha frente. Era um senhor, com uma cabeça bem mais branca que a minha, lendo um livro grosso aberto sobre a mesa. Colocou sobre as páginas do livro que não consegui identificar o título (seria o mesmo do Aristóteles que devorei durante a viagem aérea?), de um lado, o porta-guardanapos e de outro o galeteiro, para mantê-lo aberto, enquanto engulia o seu alimento em um prato sobre a mesa. A impressão é que o mundo não existia ao seu lado; as garfadas desciam e subiam do prato à sua boca mecanicamente, como estivesse no automático. O dedo de uma das mãos deslizava pela páginas acompanhando cada linha com o cenho franzido e os olhos centrados. O tempo foi se passando, a comida acabou e e ele não desistia, dando continuidade, concentradamente, a sua leitura. Pensei que ele não fosse sair mais daquele lugar. Continuou lendo, lendo, lendo, até que parou, chamou o garçon, pagou a conta, colocou um marcador de texto em uma das últimas páginas, fechou o o livro, levantou-se, caminhou até a porta, abriu-a e sumiu pelo frio  da rua estreita da cidade…

Fotografei-o passo a passo, como um paparazzi invisível, não com minha máquina fotográfica, mas com minha mente de escritor e as imagens ficarão para sempre gravadas em minha memória. Perguntar-me-ão os incautos “por quê”, e eu os responderei: É preciso enxergar o visível do invisível. Em um futuro distante, aquele velho serei eu?…

Que os ensinamentos de Aristóteles nos absorvam e iluminem nossos caminhos!

“O que verdadeiramente faz um homem de caráter não é sua opinião sobre determinado assunto, mas sim a sua escolha entre o bem e o mal” (Aristóteles)

FORMAÇÃO DE ANALISTAS DE RECURSOS HUMANOS

JACK WELCHJack Welch, o lendário CEO da General Eletric nos anos 60, falando sobre Recursos Humanos nas organizações afirmou: “Para a boa Gestão de Pessoas as empresas devem elevar os profissionais de Recursos Humanos à posição de poder e primazia nas organizações e garantir que o pessoal de RH tenha qualidades especiais para ajudar os gerentes a construir líderes e carreiras. Na verdade, as melhores características do pessoal de RH são as de pastores e pais na mesma embalagem”.

Na verdade, com foco nesse pensamento de Jack Welch, as melhores organizações para se trabalhar no Brasil estão investindo fortemente nesses profissionais, transformando-os em Analistas de Desenvolvimento Humano, Analistas de Talentos Humanos, “Business Patners” e outras denominações similares, com um robusto investimento na atuação estratégica deles para o desenvolvimento do negócio.
Com um foco específico nessa linha de trabalho, a Cesarius vem investindo fortemente no desenvolvimento desses profissionais.

O CURSO DE FORMAÇÃO DE ANALISTAS DE RECURSOS HUMANOS, em referência no banner abaixo, constitui uma excelente oportunidade para aqueles que se interessam em se aprofundar no assunto. Vale a pena conferir!
FARH DEZ14

AS MANIFESTAÇÕES POPULARES E AS LIÇÕES PARA AS ORGANIZAÇÕES

MANIFESTAÇÃOO povo brasileiro está indo às ruas nas diversas regiões do País em um manifesto claro de repúdio contra a precariedade da saúde pública e da educação, a corrupção, a elevada taxa de impostos e a incompetência dos governantes em tomar atitudes efetivas que resolvam os inúmeros problemas sociais. O preço das passagens de ônibus, pelo que parece, foi apenas o estopim para a eclosão do movimento. Num misto de atitudes truculentas e de apoio, as forças policiais lutam para manter sobre controle as manifestações das massas. Algumas ações pontuais para atender aos manifestantes já estão sendo tomadas pelos governantes e existem indícios que no final algo será mudado.

Assim nas ruas como nas organizações; o movimento pode servir de lições para o mundo do trabalho. Manifestações de massa não ocorrem em um rompante por um simples acaso. Os indícios de insatisfação vão surgindo de maneira gradativa e só os maus gestores, codinomeados  “chefes” e não líderes, não percebem ou fingem não perceber o fato, deixando que a situação se agrave. As pequenas insatisfações como problemas relacionados a pagamentos de salários e adicionais, benefícios, alimentação, transporte, moradia, condições de trabalho e relacionamento com a chefia, entre outros vão se acumulando até que um dia a explosão se manifesta de maneira traumática no calor das massas. E os estragos, muitas das vezes, podem ser irrecuperáveis.

Trabalhar de maneira participativa e ouvir os empregados é uma forma eficaz de evitar manifestações traumáticas de massa e, além de tudo, obter excelentes resultados. Estudos recentes desenvolvidos junto a organizações de sucesso demonstram que aquelas que apresentam maior rentabilidade são justamente as que ouvem e investem de maneira estratégica nos seus empregados. Em contrapartida, as empresas onde o ser humano é escravizado de maneira velada ou declarada estão perdendo seu espaço. As notícias calamitosas nos jornais e os termômetros das Bolsas de Valores estão aí para comprovar.

O movimento das ruas apresenta algumas lições básicas que necessariamente precisam ser aprendidas e colocadas em prática por organizações que pretendem trabalhar com sustentabilidade:

1-As organizações independentemente de serem públicas ou privadas, na sua essência, existem para atender às necessidades sociais. Se esta missão não for cumprida, mais cedo ou mais tarde vão pagar muito caro pelo ato falho;

2-Os conflitos traumáticos não são fenômenos isolados; nascem de pequenas insatisfações não resolvidas que se acumulam no dia a dia até explodirem em manifestações de massa;

3-Atuar preventivamente é uma necessidade imperiosa na arte de gerenciar. Os maus gestores são aqueles que esperam “a bomba explodir” para tardiamente agir de maneira não estratégica e atrasada;

4-Lideranças participativas e capacitadas formam a mais eficaz estratégia para estabelecer um ambiente produtivo de trabalho. Empregados satisfeitos abraçam a causa da organização e não se amotinam em movimentos de massa.

Vale a pena refletir sobre o assunto! Será que a sua empresa vem colocando estas premissas estratégicas em prática?

 

LIDERANÇA E QUALIDADE

Liderança e Qualidade são dois temas que estão em alta nos últimos tempos. As organizações são movidas por pessoas e pessoas precisam de líderes e de líderes que trabalhem com qualidade total: qualidade nos processos, produtos e serviços, qualidade nos relacionamentos, qualidade na comunicação, qualidade ambiental, qualidade de vida!

Se você você deseja se aprofundar no assunto procure a Caesarius (www.caesarius.com.br). A Caesarius disponibiliza permanentemente todos os meses Cursos de curta duração (15 horas) voltados para Liderança, Motivação e Desenvolvimento de Equipes e Gestão Estratégica de Qualidade. Na proxima semana, de 21 a 25/02/11, no horário de 14hs00mins às 17hs00mins, estaremos trabalhando Liderança, Motivação e Desenvolvimento de Equipes e no horário de 19hs00mis às 22hs00mins estaremos trabalhando Gestão Estratégica de Qualidade. Participe conosco e seja um líder de sucesso!