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BRASIL, PÁTRIA EDUCADORA: ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA

DILMA 2Em seu discurso de posse em 1º de janeiro de 2015, a presidente Dilma lançou o slogan para o seu segundo mandato: Brasil, pátria educadora, comprometendo-se a dar mais importância à educação e nos trazer um País mais feliz, justo e equalitário. Confesso que me senti um pouco mais confortado quando ouvi a sua fala. Quem sabe algo de bom poderia surgir, amenizando a frustração generalizada. Infelizmente, parece que a luz não surgiu, o discurso não se traduziu em prática. Vejamos os fatos.
Por Decreto Presidencial, o orçamento de 2015 para a área de educação sofreu um corte de 587 milhões de reais, cerca de 49 milhões mês, caindo de 1,761 milhões para 1,174 milhões, uma redução de 33% do total. A educação foi a pasta mais afetada com o corte das verbas que seriam disponibilizadas. Enquanto isto, pipocam na mídia as notícias de greves de professores pelos Estados e salários atrasados, falta de transporte escolar, escolas em condições precárias, sem teto, sem banheiros e até sem cadeiras para os alunos estudarem sentados.
Como se isto não bastasse, outras medidas preocupantes ainda foram tomadas.
Os alunos do FIES/PROUNI sofrem com as novas regras implantadas. Pelos menos 530 mil vão ficar fora do sistema, sem contar aqueles que não vão conseguir os 450 pontos mínimos requeridos nas provas do ENEM a serem aplicadas. Provavelmente estes alunos excluídos do sistema são justamente aqueles que pertencem às classes menos favorecidas que não têm condições de frequentar as escolas de melhor qualidade, privilégio das classes mais abastadas.FIES
As Universidades Federais tiveram um terço dos seus recursos financeiros bloqueados. Falta dinheiro para pagamento dos serviços terceirizados e para os programas estudantis implantados. Aqui em Minas Gerais, a UFMG teve que suspender o pagamento de água e luz por causa do corte das verbas disponibilizadas. Servidores federais já ameaçam entrar em greve, paralisando os serviços essenciais.
O maior problema é que a educação não é a única a ser atingida, de forma isolada. Outros problemas graves rondam a nossa casa. A corrupção parece se alastrar de forma descontrolada; até os Presidentes do Congresso Nacional são acusados. Os impostos e o óleo diesel aumentam de preço, greve caminhoneirosos caminhoneiros fazem greve e bloqueiam as estradas. As tarifas de transporte público aumentam o preço e o povão fica ainda mais sacrificado. O desemprego começa a subir, a recessão dá sinais de ser acordada, os jornais divulgam notícias de demissões em massa. DEMISSÃO MONTADORAS
Em meio a tanta confusão, a mídia monopolizante, novelesca e elitista e os ativistas aproveitam para colocar mais lenha na fogueira e tomar atitudes exaltadas. O “Fora Dilma”, alavancado pelos Big Brothers da Globo e seus associados, convoca o povão para uma manifestação pública que até já tem data marcada, o dia 15 de março. O grito das ruas ameaça voltar e transformar o País numa anarquia generalizada.
Penso que precisamos ser prudentes para não tomarmos atitudes precipitadas. No dia 15 de novembro passado, 54 milhões de brasileiros, de forma livre e democrática, decidiram que a Presidente Dilma tinha sido escolhida para dar continuidade ao seu mandato. É um número muito significativo e não pode ser desprezado. Assim funciona a democracia e temos que aguentar. Possivelmente, aqueles que votaram nela continuam acreditando nela e vão usar com força desta crença para manter o status. Além disto, a queda da Presidente, até que as coisas se organizem de novo, vai gerar um imenso vácuo, sem contar que o novo ocupante do cargo deverá ser o vice Temer (temer?!, qualquer semelhança é mera coincidência…), um pemedebista da mesma linhagem do Sarney e do Calheiros, que já anda sonhando com o cargo e, com certeza, não fará as coisas melhorarem.
Ruim com a Dilma, pior sem ela! Minha esperança é que um dia os brasileiros aprendam a votar…

O COLISEU, O PÃO E O CIRCO E A VOLTA À BARBÁRIE

DSC03496Recentemente, durante minhas andanças pela Europa, tive oportunidade de visitar Roma e o Coliseu. Sem sombra de dúvida, é uma obra realmente grandiosa e fascinante! Sua construção foi iniciada pelo imperador Vespasiano entre 70 e 90 d.C e tinha capacidade para 50.000 pessoas. Servia de palco para lutas e massacres, numa verdadeira carnificina entre feras e seres humanos trucidados. A galera, empoleirada pelas arquibancadas, aplaudindo o espetáculo, vibrava a cada homem ou animal que era sangrentamente na arena estraçalhado.COLISEU
Na verdade, o Coliseu foi construído no intuito de engabelar o povo, era a política do pão e circo que imperava. O povo se acotovelava pelas periferias de Roma, vivendo em habitações sem o mínimo conforto e espaço e nenhum saneamento básico. Eram explorados e escravizados e ainda tinham de contribuir com pesados impostos para manter o luxo de uma elite assoberbada. A política do pão e circo servia para distrair e enganar, mantendo a multidão alienada. No dia a dia, os problemas não só persistiam, mas se agravavam.
Mais de dois mil anos se passaram e parece que a política do pão e circo continua a vigorar. Estádios colossais são construídos e reconstruídos MINEIRÃO com o dinheiro do povo, alguns são iniciados e nem mesmo são acabados. Muitas das vezes, antes, durante e depois dos espetáculos, nas arquibancadas e nas arenas, os contendores se engalfinham em brigas violentas, tirando a vida de seus semelhantes, distribuindo porretadas e cacetadas. Enquanto alguns poucos enchem os bolsos, alheios a esta bagunça gerada, muitos perdem a vida nesta loucura desvairada.BRIGA NO ESTÁDIO

Em outras arenas, ARENA UFCtendo no meio um ringue, dois trogloditas trocam violentas porradas, enquanto uma multidão aplaude efusiva cada golpe traumatizante e certeiro que um no outro é desfechado. Não importa quantos fêmures com fratura exposta ao vivo e a cores são quebrados, o importante é que tudo seja festejado. Quem arrebenta literalmente com o outro, é aclamado como um grande líder, vira milionário, passa a dar entrevistas e aparece em todos os noticiários. Tudo isso é divulgado ao vivo e a cores e uma multidão eufórica assiste a tudo alucinada.UFC
Enquanto isto acontece, continua faltando moradia, saneamento, escolas, segurança e hospitais, sem contar os impostos “impostos” e pesados que o povo é obrigado a pagar. Surge sempre um novo espetáculo, entra festa e sai festa e tudo continua como está. Mais arenas, mais ringues e mais palcos continuam sendo montados. O pão e o circo não podem parar…
Os imperadores se foram, Roma antiga virou pedra sobre pedra e o Coliseu ruiu, deixando uma triste e trágica lembrança das loucuras absurdas cometidas pelo homem no passado. Ás vezes fico a me perguntar quando chegará o tempo em que os absurdos que vivemos também ficarão como tristes e trágicas lembranças do passado?

DIÁRIO DE LISBOA II: SÓCRATES, DILMA E ARISTÓTELES EM FRENTE À PRAÇA DE TOUROS!

DSC03060Acordei tarde, tomei um reforçado “pequeno almoço”, como dizem os portugueses, investi-me do meu indomável espírito de cachorro sem dono e saí andando sem rumo pelas ruas de Lisboa.
Depois de uma pequena caminhada pela Avenida da República, ladeada por casarões medievais bem conservados, deparo-me com um esplêndido conjunto arquitetônico: a Praça de Touros de Campo Pequeno, centrada pelo mais notável templo neoárabe de Lisboa. Construído em 1892, é de formato circular em tijolo maciço de face à vista, com um bem arquitetado centro comercial no subsolo. Na praça defronte, um banquinho confortável me aguardava, como a me convidar para fazer uso de sua hospitalidade. Não me fiz de rogado: sentei-me e comecei a ler um jornal local, com um gostoso solzinho da manhã ajudando meus agasalhos a combater o frio que tentava corroer meus ossos.
SOCRATESNa primeira página do jornal defronto-me com uma manchete anunciando a prisão do poderoso ex Primeiro Ministro português Sócrates, acusado de corrupção durante seu governo. Foi preso no aeroporto no último dia 22, numa operação midiática, que repercutiu no mundo inteiro. Será que vai tomar sicuta, como o filósofo homônimo da antiguidade?
Assim na terra lusitana como na terra na brasileira!…Outra manchete mostra a Presidente Dilma na cerimônia deDILMA 2 posse do novo governo. O jornal afirma que ela sabe que a corrupção e o sistema político brasileiro precisam de uma volta de 360 graus e que 2015 vai ser mais duro que os quatro últimos anos. Afirma ainda que ela sabe que não é um discurso otimista que vai por a economia a crescer de novo. Na verdade, concluo eu, de discursos bonitos e conversa fiada nós brasileiros já estamos de saco cheio! Janeiro já está aí com o acúmulo de impostos abusivos (impostos mesmo, o nome é bem apropriado!) para pagar as festas de posse, o salário dos “malufs” e nos sacanear!
Aristóteles+01Parece uma grande coincidência, mas de novo me vem à memória os ensinamentos de Aristóteles:
“O homem verdadeiramente político é aquele que estudou a virtude acima de todas as coisas (e as pratica), visto que ele deseja tornar os cidadãos homens bons e obedientes à leis. (…) é pela prática de atos justos que o homem se torna justo e sem essa prática ninguém tem sequer possibilidade de tornar-se bom. Parecem enfermos que escutam atentamente seus médicos, mas nada fazem do que lhes foi prescrito”. Quem tem ouvidos que ouça…
O bom da história é que a cada novo dia tudo se renova! E que venha a segunda-feira cheia de novidades para recomeçarmos!…

OBNUBILADOS: O PÃO E O CIRCO…

charge tv copaObnubilado, em sentido figurativo, é um estado estado de perturbação da consciência onde o indivíduo enxerga as coisas sob a forma de deslumbramento, maravilhado, a realidade fica ofuscada. Pois bem, em época de Copa do Mundo os brasileiros, exceto por um bando de baderneiros que mereciam ficar presos sem direito à fiança, ficam obnubilados. Esquecem-se que os problemas gritantes continuam e pensam que o Brasil é campeão em tudo por causa de umas bolas a mais balançando na rede do time adversário. O futebol com seus “heróis” milionários tomam conta de tudo; o jovem Neimar, com seu topete espetado e o velho Filipão, com seu bigode vassourado viram deuses iluminados. As mídias dão sua contribuição de forma clássica e os donos do poder agradecem; cem por cento dos noticiários são sobre os jogos e os jogadores, qualquer que sejam os status. Cenas e fatos idiotas relacionados ao tema são estampados nas imagens televisivas sob os aplausos efusivos da plebe obnubilada. As empresas, sobre-taxadas pelos elevados encargos e impostos e carentes de aumento de produtividade, param.  Vencedor da Copa ou não, a ressaca vem pesada de qualquer jeito depois do evento, quando o povo brasileiro volta a enxergar que nada mudou, que a vida  continua dura, enquanto os jogadores, os cartolas e os empreiteiros milionários enchem seus bolsos de grana… Acorda Brasil!

AS MANIFESTAÇÕES POPULARES E AS LIÇÕES PARA AS ORGANIZAÇÕES

MANIFESTAÇÃOO povo brasileiro está indo às ruas nas diversas regiões do País em um manifesto claro de repúdio contra a precariedade da saúde pública e da educação, a corrupção, a elevada taxa de impostos e a incompetência dos governantes em tomar atitudes efetivas que resolvam os inúmeros problemas sociais. O preço das passagens de ônibus, pelo que parece, foi apenas o estopim para a eclosão do movimento. Num misto de atitudes truculentas e de apoio, as forças policiais lutam para manter sobre controle as manifestações das massas. Algumas ações pontuais para atender aos manifestantes já estão sendo tomadas pelos governantes e existem indícios que no final algo será mudado.

Assim nas ruas como nas organizações; o movimento pode servir de lições para o mundo do trabalho. Manifestações de massa não ocorrem em um rompante por um simples acaso. Os indícios de insatisfação vão surgindo de maneira gradativa e só os maus gestores, codinomeados  “chefes” e não líderes, não percebem ou fingem não perceber o fato, deixando que a situação se agrave. As pequenas insatisfações como problemas relacionados a pagamentos de salários e adicionais, benefícios, alimentação, transporte, moradia, condições de trabalho e relacionamento com a chefia, entre outros vão se acumulando até que um dia a explosão se manifesta de maneira traumática no calor das massas. E os estragos, muitas das vezes, podem ser irrecuperáveis.

Trabalhar de maneira participativa e ouvir os empregados é uma forma eficaz de evitar manifestações traumáticas de massa e, além de tudo, obter excelentes resultados. Estudos recentes desenvolvidos junto a organizações de sucesso demonstram que aquelas que apresentam maior rentabilidade são justamente as que ouvem e investem de maneira estratégica nos seus empregados. Em contrapartida, as empresas onde o ser humano é escravizado de maneira velada ou declarada estão perdendo seu espaço. As notícias calamitosas nos jornais e os termômetros das Bolsas de Valores estão aí para comprovar.

O movimento das ruas apresenta algumas lições básicas que necessariamente precisam ser aprendidas e colocadas em prática por organizações que pretendem trabalhar com sustentabilidade:

1-As organizações independentemente de serem públicas ou privadas, na sua essência, existem para atender às necessidades sociais. Se esta missão não for cumprida, mais cedo ou mais tarde vão pagar muito caro pelo ato falho;

2-Os conflitos traumáticos não são fenômenos isolados; nascem de pequenas insatisfações não resolvidas que se acumulam no dia a dia até explodirem em manifestações de massa;

3-Atuar preventivamente é uma necessidade imperiosa na arte de gerenciar. Os maus gestores são aqueles que esperam “a bomba explodir” para tardiamente agir de maneira não estratégica e atrasada;

4-Lideranças participativas e capacitadas formam a mais eficaz estratégia para estabelecer um ambiente produtivo de trabalho. Empregados satisfeitos abraçam a causa da organização e não se amotinam em movimentos de massa.

Vale a pena refletir sobre o assunto! Será que a sua empresa vem colocando estas premissas estratégicas em prática?

 

A VALE E A POLÊMICA DA REATIVAÇÃO DA MINAS DEL REY EM MARIANA

Recentemente recebi um e-mail proveniente de um jovem universitário, estudante de direito, com um abaixo-assinado conclamando a população marianense  a se manifestar contra a possível reabertura pela Vale, de uma mina de minério de ferro nas redondezas de Mariana, no local onde funcionava a antiga Minas Del Rey. Numa atitude ufanista, alega o jovem que a abertura da nova mina representaria uma agressão à cidade de Mariana, em função da poluição aérea, sonora e visual, além de outros problemas que não conseguiu elencar. De certa maneira, entendo a preocupação do futuro rábula, mas existem algumas questões que merecem ser consideradas, com o risco de, caso contrário, perdermos o bonde do progresso.

É um fato indiscutível que a atividade minerária gera impactos econômicos, sociais e ambientais no meio onde está inserida. A questão fundamental é, aprendendo com os erros do passado, ter consciência e certeza de como estes impactos vão ser trabalhados de forma a mitigar seus efeitos e trazer ganhos significativos e concretos para a comunidade. Sendo assim, creio que seria muito mais acertado e produtivo, ao invés de ficarmos ranhetando contra a chegada irrefutável do progresso, assumir uma postura mais assertiva  e, unindo as forças das diversas lideranças, garantir os inúmeros ganhos que a chegada de uma nova frente de trabalho, com certeza, pode trazer para a cidade. Mecanismos legais para amenizar os impactos, sem nenhuma dúvida, existem; é só fazer pressão para que sejam utilizados de maneira eficaz. Aos fundamentalistas menos avisados, antes de sair se manifestando como defensores da terra e do povo, sugiro primeiro procurar entender o que é o EIA/RIMA (Estudo de Impactos Ambientais/Relatório de Impactos no Meio-Ambiente) e como funcionam os órgãos fiscalizadores municipais, estaduais e federais e então pressioná-los para funcionar de fato. Privar a população de novas oportunidades de emprego e à municipalidade do recolhimento de novos e polpudos impostos com protestos infundados, com certeza não é uma atitude recomendável.

Conheci Mariana bem antes da chegada das mineradoras na região e posso falar com muita propriedade dos efeitos positivos que elas trouxeram, mesmo descontados os problemas acarretados. Quem tiver dúvidas, é só verificar o enorme valor em royalties repassados à administração pública ou olhar para as fotos da cidade na década de 70 e as fotos de agora ou ainda ver a quantidade enorme de famílias que são sustentadas pelos salários ganhos pelo inúmeros trabalhadores empregados nestas empresas. Grande parte dos cidadãos e de seus fihos que constituíram família, construíram suas casas e desfilam com seus carrões pela cidade, têm sua fonte de renda dentro destas mesmas empresas, que às vezes injustamente são vilipendiadas.

É de extrema importância entender que desenvolvimento sustentável prevê o investimento consciente, não só no aumento do poderio econômico mas, indiscutivelmente,  também em responsabilidade social e ambiental, com o risco, caso contrário, de pagar muito caro por este esquecimento. É o famoso princípio do “Triple Botton Line”, tão acertadamente divulgado pelo estudiosos John Elkington, a maior autoridade mundial em responsabilidade corporativa sustentável dos últimos tempos. Uma comunidade, qualquer que seja ela, não pode, de maneira retrógrada se fechar em si mesma, renegando este desenvolvimento e privando seus cidadãos dos benefícios provenientes do progresso. Aos representantes do capital, especificamente a Vale, no caso em questão, compete garantir esta sustentabilidade, mostrando para a população o verdadeiro sentido de sua missão, estampada na mídia de maneira eloqüente e bem estruturada:

“Transformar recursos minerais em riqueza e desenvolvimento sustentável”… Faça-se e cumpra-se! Assim VALE a pena!…

CORRUPÇÃO: AFINAL DE QUEM É A CULPA?

SUBORNANDO GUARDAConfesso que fiquei estarrecido! Em reportagem recente divulgada pelo Fantástico, uma pesquisa livre envolvendo cerca de 400 pessoas em São Paulo constatou que dentre os pesquisados, 48% afirmou que aceitaria sim propinas como a do mensalão, subornam policiais para não pagar multas e sonegam impostos naturalmente, sem qualquer dor de consciência, entre outros “deslizes” considerados menos graves. O mais interessante é que é este mesmo cidadão o que joga pedra nos políticos, criticando de maneira veemente suas maracutaias!

Esta semana, viajei a trabalho e precisei de um recibo de taxi para reembolso junto à Faculdade onde sou professor. O motorista de táxi, com uma cara limpa e desavergonhada me perguntou de quanto eu queria o recibo, fazendo um comentário sarcástico que era para eu ganhar um dinheirinho a mais…Quando o questionei sobre a ilegalidade do fato, ele se mostrou surpreso com a minha atitude, provavelmente achando-me com cara de babaca! Afinal isto é tão comum, todos fazem!…

É uma verdadeira lástima! Antes de mais nada precisamos nos olhar no espelho! Se não mudarmos nosso jeito de ser, como poderemos cobrar coerência, ética e responsabilidade daqueles que nos representam?… Sinceramente, cidadãos com o comportamentos típicos como este do motorista de táxi não valem nada, nem R$1,99! O pior de tudo, que como mostrou o Fantástico, parece ser um comportamento comum da maioria dos brasileiros!