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O “X” DA QUESTÃO

o-x-da-questaoAs notícias na mídia informam que a Operação Lava-Jato decretou a prisão de Eike Batista e ele está foragido da justiça, acusado de lavagem de dinheiro, ocultando US$100 milhões no exterior. Por uma triste coincidência, tenho em minhas mãos, neste momento, um exemplar do livro “O X da questão – A trajetória do maior empreendedor do Brasil”, da Editora Sextante de 2011. No capítulo 34 intitulado “A Cartilha da Ética”, Eike Batista afirma categoricamente: “Há empresários que operam 100% dentro da cartilha da ética. Sou um deles e faço questão de me manter assim. Há alguns anos, assinei um dos cheques de valor mais alto do mundo a título de pagamento de imposto já honrado por uma pessoa física. Foi recolhido ao Tesouro Nacional valor equivalente a US$450 milhões por conta do que recebi na operação da MMX com a Anglo American. Nem sequer havia no Rio de Janeiro caixa registradora que computasse todos os zeros do cheque. Parece brincadeira, mas fui obrigado a me dirigir a São Paulo para que o cheque fosse liberado. Foram mais de R$700 milhões quando se de a conversão para reais. Espero que esse tipo de comportamento inspire as pessoas a devolver à sociedade o que esta mesma sociedade proporciona no dia a dia de sues negócios. Quem age com correção acaba recompensado de uma forma ou de outra”. Se este é o maior empreendedor do Brasil e reza estritamente pela Cartilha da Ética servindo de exemplo, como ele mesmo disse, o que dizer dos demais? É realmente catastrófico ver isto tudo acontecendo! Do jeito que as coisas estão indo, onde vamos parar? Que Deus nos acuda!

FUNDAMENTALISMO TUPINIQUIM

É terrível acompanhar pelos noticiários a barbárie que tomou conta dos presídios brasileiros! As notícias e as imagens de corpos mutilados são muito traumatizantes! Fico me perguntando, a que ponto chegamos como seres humanos?
bruno_Como se isto não bastasse, surge uma declaração absurda do ex-ocupante da Secretaria da Juventude da Presidência da República, Bruno Júlio, felizmente defenestrado após a declaração: “Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, não é? Sou meio coxinha. Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana.” Parece que a febre nazi-facista de extrema direita do Deputado Bolsonaro está fazendo escola. Interessante observar que, segundo o site G1 da Globo.com, este figurão já tinha uma ficha muito complicada na polícia: foi acusado de lesão corporal pela própria mulher em abril de 2016 em Belo Horizonte, de agredir com socos, tapas, chutes e puxões de cabelo uma mulher com quem tinha uma relação estável em 2014 e, como se não bastasse, de assédio sexual por uma ex-funcionária. A pergunta que não quer se calar é: como deixaram um figurão como este chegar a ocupar um cargo de tão alta instância? Observem o título do cargo: Secretaria da Juventude da Presidência da República! Coitados dos nossos jovens! Se realmente nossa Justiça funcionasse, ele já estaria há algum tempo na cadeia. É triste, mas é verdade!

O PAPA SUBVERSIVO

PAPA FRANCISCO“Por que a Igreja católica não ordena mulheres para o execício do sacerdócio?”
“Eu também sou um pecador”.
“Não é nada ecológico, nem religiosamente correto nos reproduzirmos como coelhos”.
“Que mal há em admitirmos o fim natural de uma união matrimonial que não deu certo, nem acrescenta mais?”
“O capitalismo atual que destrói tanto a natureza quanto a vida humana, aumentando o abismo entre os ricos e os pobres é uma sutil ditadura”.
“Se Deus nos deu a vida, esse jardim do Éden, que é a terra, este planeta maravilhoso, nós também temos o dever de preservá-lo”.
“Uma advertência para toda a Igreja. Para que se volte à radicalidade do Evangelho. Este não é o tempo de uma Igreja que busque na comodidade dos salões a sua própria vantagem, uma Igreja que renuncie ao Espírito em nome do poder ou da conveniência política”.
“O episcopado não é uma honorificência, é um serviço. Jesus quis que fosse assim. Não deve haver lugar na Igreja para a mentalidade mundana que diz assim: ‘Este homem fez a carreira eclesiástica e tornou-se bispo’. Não, não, na Igreja não deve haver lugar para esta mentalidade, o episcopado é um serviço, não uma distinção para vangloriar-se. É triste quando se vê um homem que procura este cargo e faz tantas coisas para lá chegar. Quando ali chega, não serve, pavoneia-se, vive apenas para a sua vaidade”.
“Os escândalos na Igreja acontecem porque não há uma relação viva com Deus e com sua Palavra. Assim, os sacerdotes corruptos, em vez de dar o pão da vida, dão um pasto envenenado ao santo Povo de Deus.”
“A corrupção é a gangrena do povo”.
“É evidente a incoerência de quem luta contra o tráfico de animais em risco de extinção, mas fica completamente indiferente perante o tráfico de pessoas, desinteressa-se dos pobres ou procura destruir outro ser humano de que não gosta”.
“Vamos dizer sem medo: queremos uma mudança. Este sistema capitalista já não se aguenta. Os trabalhadores, as comunidades e os povos não aguentam. Nem a terra aguenta!”

Estas palavras que mais parecem originárias de um católico qualquer revoltado com os rumos que a Igreja Católica vem tomando nos últimos tempos ou de um ativista extremado, na verdade foram provenientes da boca do Papa Francisco, como afirma uma reportagem da Revista Ecológico em sua última edição de 31/07/15. A Revista insinua que o Papa é subversivo, numa alusão positiva sobre seu discurso e sobre as ações que ele vem tomando à frente da Igreja Católica. A reportagem traz, de maneira bastante elucidativa, uma síntese da Encíclica “Laudato Si” (Louvado Seja) divulgada pelo Papa no mês passado.

Subversivas ou não, o fato é que o Papa Francisco vem incomodando um monte de gente com suas atitudes e afirmações, inclusive alguns reverendíssimos representantes dentro do próprio clero. Quiçá suas santas palavras ecoem pelos ares e sejam ouvidas por todos nós, servindo de semente para o surgimento de uma nova era com mais integridade, paz, justiça, solidariedade e consciência ecológica. Que Deus ilumine seu caminho!

Para queles que se interessarem a conhecer a Encíclica “Ludato Si” em sua íntegra é só acessar o link http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html.
É uma boa sugestão de leitura em vez de ficar se “emburrecendo” vendo a novela das oito…

ELEIÇÕES: SOMOS TODOS CORRUPTOS?

CORRUPÇÃO IIUma frase em destaque da Presidente Dilma (e não Presidenta, como ela exige erradamente ser chamada) durante o último debate na TV Globo e replicada no Jornal Estado de Minas de 03/10/14 deixou-me assustado e merece ser fortemente questionada: “Não tem ninguém acima da corrupção. Todo mundo pode cometer, as instituições é que devem investigar”.
Será realmente que todos nós temos um preço? Todos somos corruptos? A honestidade e a integridade de qualquer um de nós podem ser compradas? É assim mesmo, vamos engulir a política do vale tudo como normal? Até mesmo abraçar o Maluf, condenado pela justiça e procurado como criminoso pela Interpol, para conseguir vencer a eleição em mais um estado? Pelo visto, parece que é nisso que a Presidente e seu criador acreditam…Afinal, onde fica a ética moral? Onde ficam aquelas nossas crenças e aqueles nossos valores arraigados, aprendidos no berço e tidos como inegociáveis?…
LULA - MALUF
Que, como seres humanos, somos todos sujeitos a erros, isso é um fato, mas daí a julgar que não tem ninguém acima da corrupção, chega realmente a assustar. Julgar que a ética imoral, onde impera o princípio maquiavélico do fim justificando os meios, deve ser encarada com uma prática normal, parece-me uma lógica perversa e inaceitável.
Para a Presidente e para aqueles que compartilham desses pensamentos, deixo aqui a letra e o link do vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=cE1VuxpOshI) de um poema da poetiza Eliza Lucinda, interpretado pela Ana Carolina, denominado Poema da Ética – Só de sacanagem!:
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
” – Não roubarás!”
” – Devolva o lápis do coleguinha!”
” – Esse apontador não é seu, minha filha!”
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
” – Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba.”
E eu vou dizer:
“- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”
Dirão:
” – É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
E eu direi:
” – Não admito! Minha esperança é imortal!”
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.

Quem tem ouvidos, que ouça…

EMPRESAS COM VALORES

EMPRESAS COM VALORESNa sua essência, qual o verdadeiro objetivo de uma organização, qualquer que seja esta organização? Como especialista em Gestão de Pessoas e Professor de Cursos de Pós-Graduação, a experiência, infelizmente, tem me demonstrado que nove entre dez dos entrevistados sobre a questão, dos mais variados cargos e níveis, incluídos empresários que se dizem socialmente responsáveis, não hesitam em responder prontamente: o lucro!
Esta resposta segue embasada na teoria do Capitalismo Liberal, influenciado pelo filósofo Thomas Hobbes: O objetivo principal de uma empresa, o que mais lhe interessa é o lucro, o lucro máximo. Os valores éticos tradicionais como honestidade, justiça e solidariedade são aceitos, desde que não ameacem este lucro ou contribuam de alguma forma para ele.
Contrariamente a este princípio, o conceito de Capitalismo Social, influenciado pela doutrina social da igreja e pelas encíclicas papais, preconiza que os resultados financeiros, embora absolutamente necessários para a sobrevivência do negócio, são apenas uma consequência do objetivo principal e não sua razão de existência. Sendo assim as indústrias, os comércios, as instituições ligadas ao ensino, à saúde ou a qualquer atividade de negócio, têm como razão primeira a geração de um bem para a sociedade. O lucro, conforme citado, é uma consequência do negócio e, merece destaque, uma consequência estritamente necessária, mas não sua razão primeira.
ADCERecentemente a Associação de Dirigentes Cristãos Empresariais – ADCE-MG, em parceria com a CNBB, iniciou o desenvolvimento de um Projeto denominado Empresa com Valores. O objetivo consiste em propiciar um amadurecimento dos participantes fazendo com que valores como a ética, a solidariedade, a justiça e a primazia do ser humano sobre o trabalho provoquem uma reflexão profunda nas empresas, gerando assim fortes impactos positivos nos meios organizacionais e na sociedade. A proposta inclui fazer com que o líder empresarial comprometa-se de maneira responsável com o sucesso da empresa à luz dos princípios da dignidade humana e do bem comum e que suas ações passem a ser sustentadas pelo tripé básico ver, julgar e agir. Ver e julgar segundo conceitos radicalmente humanitários e cristãos e agir de forma consciente, entendendo que sua vocação deve ser motivada por princípios sustentáveis, muito além especificamente do sucesso financeiro.
john_mackeyÉ bom observar que, apesar do entendimento de muitos descrentes, este conceito já vem sendo assimilado por alguns grandes empresários. Recentemente, John Mackey, presidente de uma das maiores redes de supermercados americanas, a Whole Foods, afirmou claramente na mídia: “não há nada de errado em lucrar, mas essa não é a função primordial de um negócio e sim sua consequência”. Na mesma linha, Dominic Barton, Diretor geral da Consultoria McKinsey, uma das maiores consultorias mundiais em termos de estratégia organizacional, afirmou: “para o capitalismo prosperar, as empresas precisam urgentemente abandonar o foco exclusivo nos acionistas para servir consumidores e funcionários”.
Estes senhores não estão sozinhos; Peter Drucker, considerado o Pai da Administração nos tempos modernos,PETER DRUCKER sabiamente afirma: “uma organização que visa o lucro é, não apenas falsa, mas também irrelevante. O lucro não é a causa da empresa, mas sua validação. Se quisermos saber o que é uma empresa, devemos partir de sua finalidade, que será encontrada fora da própria empresa”.
DOM HELDERÉ fato que os céticos e capitalistas selvagens irão ironicamente afirmar que isto tudo não passa de um sonho muito distante da realidade. A eles eu diria, recordando D. Helder Câmara: “nada de sonhar pequeno! Gosto de pássaros que se apaixonam pelas estrelas e voam em sua direção até cair de cansaço”… Quem tem ouvidos, que ouça!

ÉTICA DA CONVICÇÃO E ÉTICA DA RESPONSABILIDADE

BIGAMIAO filósofo Max Weber, considerado o Pai da Sociologia, classificou o comportamento humano sob o enfoque da ética em dois grandes grupos: Ética da Convicção e Ética da Responsabilidade. As pessoas que pautam seu comportamento pela Ética da Convicção se baseiam em crenças e valores ou regulamentos rigidamente pré-estabelecidos e inegociáveis para a tomada de decisões. Vale o que está escrito ou sacramentado, caráter deontológico, o dever acima de tudo. As pessoas que pautam seu comportamento pela Ética da Responsabilidade se baseiam em uma análise do contexto. Nada é absoluto, tudo depende das circunstâncias, caráter teleológico. Dependendo do objetivo a ser alcançado, o meio a ser utilizado pode ser justificado, até mesmo o desrespeito à lei.

Uma notícia divulgada no Jornal estado de Minas neste final de semana (29/03/14) chamou-me a atenção e pode ser pedagógica para entender esta teoria e a sua profundidade, sob o enfoque da bigamia. Um homem de Vitória-ES casado, manteve um relacionamento extra-conjugal durante 20 anos com uma amante e com ela teve uma filha. Após sua morte, ambas as mulheres, a esposa e a amante reivindicaram a pensão junto ao INSS. A Justiça determinou que o INSS dividisse o benefício entre as duas. O INSS recorreu ao Supremo Tribunal Federal, alegando inconstitucionalidade, visto que a poligamia não é legalmente reconhecida no Brasil.

Maria Berenice Dias, Vice-Presidente do Instituto Brasileiro do Direito da Família,  se manifestou favorável à Sentença da Justiça. Alega que não se pode punir ‘mulheres que ficaram fora do mercado de trabalho, cuidaram de filhos e de repente se vêem sem condições de sobrevivência. Ao bater as portas do Judiciário não podem ouvir um solene “bem-feito”‘. Ética da Responsabilidade, é preciso analisar o contexto.

Rolf Madaleno, Diretor do mesmo Instituto,  portanto colega da Maria Berenice, por outro lado, se manifestou defendendo que somente a esposa legítima tem o direito, pautando-se no estabelecido na Constituição, afirmando “não há como negar, entretanto, que adotamos o princípio da monogamia, afirmando que “uma pessoa que se vê envolvida com um homem que já é casado ou mantém a relação, conhecendo a condição de casado ou correndo o risco de ele ser uma pessoa comprometida, é um custo que infelizmente a pessoa assume”. Ética da Convicção; vale o que está escrito, o respeito à lei acima de tudo.

Fica aí uma bela questão para debate e aprendizado: Como resolver o caso: Ética da Convicção ou Ética da Responsabilidade?

 

FICHA LIMPA: ÉTICA DA CONVICÇÃO OU ÉTICA DA RESPONSABILIDADE?

Depois de muita polêmica, o Supremo Tribunal Federal aprovou no dia 24 de março de 2010 a Lei da Ficha Limpa. Na sua essência a Lei prevê que políticos com condenação na Justiça sejam impedidos de concorrer a eleições. O detalhe é que a Lei só poderá ser aplicada para as eleições de 2012. Apesar de já ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados, pelo Senado e sancionada pelo Ex-Presidente Lula, o Ministro Luiz Fux, recém-empossado e responsável pelo voto de desempate, entendeu que a aplicação imediata da Lei seria inconstitucional. Portanto os políticos corruptos podem continuar mamando nas tetas do poder com seus salários astronômicos e benesses infindáveis por mais dois anos. Até lá, sabe Deus o que ainda pode acontecer!…

A decisão do Supremo  e a argumentação do Ministro nos remete à questão do estudo da Ética da Convicção e da Ética da Responsabilidade. A Ética da Convicção parte do princípio de que se existe uma Lei, ela deve ser cumprida, custe o que custar. Dentro deste princípio, se a Constituição reza que a Lei para ser aplicada deveria ter sido aprovada por pelo menos um ano antes das eleições de 2010, então os políticos envolvidos não poderão ser imputados já, mesmo sabendo que com isto será aberta uma enorme janela para a manutenção da corrupção e para fugas e subterfúgios de malandros disfarçados de representantes do povo. Leis foram feitas para serem cumpridas e acima de tudo, a Constituição tem que ser respeitada! Tudo indica que parece ter sido este o raciocínio do Ministro para sua tomada de decisão. Por outro lado, se o Ministro agisse segundo os princípios da Ética da Responsabilidade, mesmo considerando o caráter da inconstitucionalidade, possivelmente sua decisão seria outra.  A Ética da Responsabilidade o remeteria a um raciocínio de que não dá mais para aguentar tanta safadeza, tanta roubalheira, tanta sacanagem com o dinheiro do povo! Dane-se a inconstitucionalidade! A Lei precisaria de ser aplicada e ser aplicada já! Fora com os corruptos e safados!

E então, Ética da Convicção ou Ética da Responsabilidade, qual caminho você decidiria tomar?