ORÇAMENTO DOMÉSTICO FAMILIAR

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem como a acabar” (Lucas 14:28)

Responda com sinceridade: você consegue afirmar com exatidão quanto você gasta mensalmente com cada uma das suas despesas familiares? As suas diversas despesas mensais com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte entre outras estão abaixo, acima ou dentro do previsto?

Se você tem isto tudo devidamente anotado e consegue responder a estas duas perguntas com exatidão, parabéns, por que o grande problema é que, infelizmente, a grande maioria das pessoas não tem nem noção do que estamos falando, por incrível que possa parecer!

Estudos demonstram que o maior problema de endividamento do povo brasileiro não está relacionado com o seu baixo rendimento, mas com o descontrole na forma de gastar o que ganha. Vejamos então um método simples e prático para resolver esse problema em um passo a passo, com base na Metodologia PDCA (Planejamento – Plan, Execução – Do, Verificação – Check e Ação Corretiva – Action).

Comece fazendo uma pequena planilha dividindo sua movimentação financeira em dois grandes grupos: rendimentos e despesas. Rendimentos são a soma de todos os seus ganhos financeiros durante o mês. Anote esse resultado nessa planilha. Despesas são tudo aquilo que você gasta durante o mês relacionadas à alimentação, saúde, moradia, vestuário, educação, transporte, impostos, lazer, contas a pagar e outros que você julgar necessários, de acordo com a sua realidade. Anote criteriosamente todos os desembolsos que você fizer com estas rubricas durante o mês, por menor que sejam, cada um, na sua respectiva coluna. Acompanhe diariamente a relação entre o que você gasta e o restante que ainda possui para gastar, relativo aos seus rendimentos. Esteja muito atento à esta relação. Quanto mais próximo os gastos com relação aos rendimentos, maior deve ser a sua atenção!

Ao final do mês, some todas as despesas por grupos e também no total e subtraia esse total dos rendimentos. A regra máxima é que a soma total das despesas tem, necessariamente, que ser igual ou, preferencialmente, menor que os rendimentos, nunca superior, de acordo com a fórmula: R-D=0 ou > 0. Se você fizer com que isto funcione de fato, já será um enorme passo! A diferença positiva de valor entre os rendimentos e a soma total das despesas, se houver, deve ser guardada como forma de poupança.

No início do mês seguinte, utilize como parâmetro os valores dos rendimentos e das despesas do mês anterior para fazer a sua previsão orçamentária mensal, ou seja, o quanto você prevê que irá ganhar e o quanto você prevê que irá gastar durante o mês que se inicia com cada uma das rubricas e no total. Reveja criteriosamente os valores a serem gastos caso o que você for ganhar for inferior ao que você for gastar e faça os cortes necessários, por mais que doa. Nunca inicie um ciclo orçamentário se o que você for gastar for superior ao que você irá ganhar. Repita mensalmente esta operação e você terá sempre suas finanças sob controle.

Tem muita gente por aí construindo “torres” sem planejar os gastos. O resultado: endividamento, estresse, noites sem dormir, brigas, desintegração familiar e, às vezes, morte!

Planeje, execute, verifique e tome as ações corretivas rotineiramente para manter suas finanças em dia – PDCA!

Quem tem ouvidos que ouça!

Se você quiser saber mais sobre o assunto, faça contato conosco!

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Artigo publicado no Jornal Panfletu’s edição 779 de 16/01/2020

Até onde você iria para garantir o sustento de sua família?

PLANEJANDO 2020

“A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo” (Peter Drucker)

A frase acima atribuída a Peter Drucker, considerado o Pai da Administração Moderna, não tem nenhuma característica ou influência das sessões de futurologia com o uso da Astrologia, Bola de Cristal, Cartomancia, Jogo de Búzios ou qualquer outra tentativa similar. É pura ciência e metodologia! Saber planejar é uma competência estratégica gerencial essencial, tanto na vida pessoal como na vida profissional. Vejamos então, de forma objetiva, como podemos utilizar dessa competência para o novo ano que se descortina.

Planejamento é a arte de analisar criteriosamente o passado e o presente e projetar o futuro. Para analisar o passado, é preciso fazer um levantamento detalhado dos fatos e dados que ocorreram durante um determinado período. Quanto maior for esse período, mais substancial será o resultado. O ano anterior seria um intervalo mínimo para esse levantamento. Os KPI’s, Key Performance Indicators, Indicadores Chave de Performance tais como faturamento, custos, rentabilidade, produtividade são altamente recomendados para esse exercício.

Feito este levantamento, saindo do passado, segue-se uma análise do presente, no contexto atual. Para isso, utiliza-se uma ferramenta denominada Análise de SWOT (sigla originada da língua inglesa), com o levantamento das Forças (Strength), Fraquezas (Weakenesses), Oportunidades (Oportunities) e Ameaças (Threats) que impactam o momento presente, quer seja de uma instituição, quer seja na vida pessoal. Recomenda-se aqui o desenvolvimento de um trabalho em grupo, através de uma Sessão de Brainstorming (“Tempestade Cerebral”).

Concluída essa etapa e com base nos resultados levantados, passa-se então para os projetos futuros, com a elaboração de um Plano de Metas no modelo SMART (eSpecífica, Mensurável, Atingível e Temporal) e um Plano de Ação no modelo “5W2H”: o que fazer (What), quem irá fazer (Who), quando será feito (When), por que será feito (Why), onde será feito (Where), como será feito (How) e qual o valor a ser investido (How much), ambas as ferramentas já comentadas por diversas vezes nessa coluna. Quanto maior o número de ações a serem discriminadas e o nível de detalhamento no Plano de Ação, maiores as chances de sucesso. O essencial é um monitoramento rigoroso e permanente de todas as ações planejadas. O engavetamento do Plano torna totalmente inútil o desenvolvimento de todo o processo.  

Venho utilizando dessa metodologia durante longos anos, tanto aplicado à vida pessoal como aplicado à vida profissional e os resultados concretos demonstram que funciona, com um elevado ranking de resultados positivos altamente compensatórios, independentemente do contexto onde se está inserido.  

Como seres humanos, quer seja na vida pessoal, quer seja na vida profissional, nós temos duas grandes opções quando se trata de pensar no nosso futuro: ou deixamos que as coisas aconteçam aleatoriamente, sem nenhum plano efetivo de nossa parte; “vida leva eu”, como canta o Zeca Pagodinho, ou acreditamos que somos capazes e assumimos o controle, tomando as rédeas do caminho a ser seguido (“Coach”), evidentemente e indispensavelmente, com todas as Bênçãos e Proteções Divinas. Como dizia Geraldo Vandré, quem sabe faz a hora, não espera acontecer! A decisão é sua!

Quem tem ouvidos que ouça! …

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O PEPE E O PAPA

MENSAGEM DE NATAL

CAPITALISMO CONSCIENTE

O verdadeiro objetivo de uma indústria não é ganhar dinheiro e sim bem servir ao público, produzindo artigos de fabricação conscienciosa e vendendo-os pelos preços mais moderados possíveis. Quem não pensar assim prestará um verdadeiro serviço à empresa, ao público e aos seus colegas, retirando-se do mercado”. (Monteiro Lobato – 1948)

Recentemente, tive acesso a uma notícia a respeito de uma empresa norte-americana que me chamou bastante a atenção.  A empresa é a St. John Properties, uma empresa do ramo imobiliário, com 198 funcionários, há 50 no no mercado. O fundador e Presidente, Edward St. John, resolveu repartir o valor de US$10 milhões de dólares, cerca de R$41 milhões de reais entre seus funcionários como forma de reconhecimento pelo empenho dos empregados em atingir um projeto de expansão.

“Para comemorar a conquista de nosso objetivo, queríamos recompensar nossos funcionários em grande escala, com impacto significativo em suas vidas. Sou grato a todos os nossos funcionários pelo trabalho duro e dedicação. Não consegui pensar em uma maneira melhor de demonstrar isso”, divulgou o empresário no site da empresa.

Além do presente inesperado, ainda foram pagos o bônus anual que a empresa normalmente oferece, as férias e a participação nos lucros. A empresa também disponibiliza para os empregados uma academia de ginástica, veículos para funcionários qualificados, consultas de fisioterapia e bem-estar e um consultor financeiro. Não é à toa que nos últimos 14 nos, a empresa expandiu sua operação de 05 para 08 Estados norte-americanos.

Esse é um belo exemplo de um movimento que vem tomando conta dos meios empresariais, o chamado Capitalismo Social ou Capitalismo Consciente, conceito propagado pelo Professor da Universidade de Bentley, Rajendra Sisódia e pelo CEO John Mackey, cofundador da Whole Foods Market, uma das maiores redes de supermercados norte-americanos. Em contrapartida ao Capitalismo Liberal ou Selvagem, que coloca a maximização dos lucros acima de qualquer circunstância, até de vidas humanas, esse modelo de gestão entende que os resultados financeiros, embora absolutamente necessários para a sobrevivência do negócio, são apenas uma consequência do objetivo principal, que é cumprir seu papel social, gerando, de forma ética e responsável, benefícios sustentáveis para a sociedade onde está inserida. Esse modelo entende também que os valores éticos universais como o respeito à dignidade do ser humano, o direito à propriedade, a primazia do homem sobre o trabalho e do bem comum, a solidariedade e a subsidiariedade devem ser religiosamente respeitados, mesmo que haja prejuízo financeiro.

Peter Drucker, considerado o Pai das Administração Moderna, em uma de suas frases, endossando esse modelo, afirma que “uma organização que visa somente o lucro é, não apenas falsa, mas também irrelevante. O lucro não é a causa da empresa, mas sua validação. Se quisermos saber o que é uma empresa, devemos partir de sua finalidade, que será encontrada fora da própria empresa”.

É certo que muitos empresários e funcionários irão dizer que esse modelo é uma utopia e que não tem como funcionar em um País como o nosso, onde impera a obsessão pelo lucro, a falta de mão-de-obra consciente e qualificada e de infraestrutura, a corrupção e a taxação abusiva de impostos. Para esses, poderíamos afirmar que é exatamente aí que está a solução para todos esses males. As empresas sérias que investem de forma estratégica no Tripé Econômico-Social-Ambiental (Triple Botton Line – John Elkington – UK), infelizmente ainda em número reduzido, estão aí para demonstrar. Basta acreditar e colocar em prática.

Quem tem ouvidos que ouça!