DICA CULTURAL – FILME : “AMOR SEM ESCALAS”

A IMPORTÂNCIA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL PARA AS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS

No dia 16/06/20, às 16hs estarei apresentando a Palestra “A importância da Responsabilidade Social para as organizações contemporâneas” em um webinar do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores promovido pela Fundação Renova/DFV. Participe conosco! Basta clicar no link abaixo:

https://www.sympla.com.br/webinar—a-importancia-da-responsabilidade-social-nas-organizacoes-contemporaneas__876927?fbclid=IwAR0KKaf_pa1xa5Kmu50l1i7bWrGYC5KGiRxwvoEf1pR0dezQ5Z35E4eOJAc

AS CINCO FASES DE UMA CRISE

 “Situações difíceis, mostram o quão maduros estamos. A crise não altera caráter, ela revela! “(Rodolfo Abrantes)

Por mais que algumas pessoas estranhem ou que gostaríamos que não existissem, as crises existiram, existem e sempre vão existir. Algumas simples, de fácil solução, que envolvem poucas variáveis, outras mais complexas, de difícil solução, que envolvem várias variáveis e outras ainda extremamente complexas, de dificílima solução que envolvem aspectos econômicos, educacionais, culturais, sociais, psicológicos, físicos, ambientais e muitos outros mais, como a crise do Corona Vírus que estamos vivenciando de forma traumática nos últimos meses.

Vários estudiosos se dedicaram ao estudo da gestão de crises, entre eles os norte-americanos Thimoty Coombs e Ian Mitroff. Com base nestes e outros estudos, de uma forma geral, podemos afirmar que as crises, quaisquer que sejam, geralmente passam por cinco fases distintas. A identificação destas fases pode ajudar e muito a encontrar soluções de superação. Então, vejamos.

A primeira fase é a da indiferença ou negação. Nesta fase, os envolvidos ainda não estão conscientes do problema que enfrentam ou, se estão, fazem de conta que que ele não existe. Seria realmente a Covid19 uma simples gripezinha, como foi afirmado no princípio? …

Em caso de crises de caráter simples, esta postura não traz maiores consequências; o perigo é quando o problema possui um caráter complexo ou extremamente complexo. Quando os envolvidos, principalmente os que tem poder decisório, descobrem tardiamente a complexidade envolvida, as consequências são altamente desastrosas. Se as medidas necessárias no combate ao Covd19 tivessem sido tomadas preventivamente e a tempo, o desastre poderia ter sido muito menor.

A segunda fase é a do agravamento da crise e do surgimento do pânico. As pessoas começam a se desesperar e, infelizmente, na tentativa de recuperar o tempo perdido, tomam medidas extremadas, radicais que às vezes acabam complicando ainda mais a situação, gerando desgastes desnecessários. Felizmente estas medidas tem curta duração, visto que sua própria ineficácia e/ou a ilegalidade fazem com que elas, naturalmente, sejam extintas. É o que aconteceu em algumas cidades, com a paralização precipitada e total de todas as suas atividades (lockdown) e fechamento de acessos.

A terceira fase é a do realismo. É quando “a poeira começa a abaixar” e as pessoas se dão conta da gravidade da situação e dos efeitos maléficos da negação, da ignorância, do pânico e das medidas contraproducentes tomadas. Nesta fase, os envolvidos começam a tomar atitudes preventivas no combate à crise e os responsáveis pelo poder começam pensar de forma mais estruturada, implantando ações planejadas e monitorando diariamente sua evolução. Evidentemente que, se a implantação e o monitoramento das medidas implantadas não forem eficazes, os problemas podem se tornar ainda mais agravantes, havendo um retrocesso à fase anterior, na maioria das vezes retornando com maior gravidade.

A quarta fase pode englobar dois comportamentos distintos, dependendo da maturidade dos envolvidos: a solidariedade ou, com o agravamento da crise, o egoísmo exacerbado. A solidariedade desponta de forma espontânea e intensa em comunidades com alto nível de maturidade e tem um efeito altamente positivo na solução do problema. Surge um sentimento de todos ajudarem para serem ajudados. Os mais fortes ajudam os mais fracos, os grandes ajudam os pequenos e os que possuem mais recursos compartilham com aqueles que possuem menos recursos ou são desprovidos deles. Em contrapartida, em comunidades com baixo nível de maturidade, surgem os ataques mútuos, as agressões verbais e físicas e, em condições extremas, a morte provocada por alguns contendores mais extremados, preocupados única e exclusivamente com a própria sobrevivência, enquanto o problema em si só vai se agravando.

A quinta e última fase contempla a superação da crise e a volta à normalidade, como está acontecendo com a Nova Zelândia, ou a um novo modelo de gestão e convivência. Em caso dos impactos gerados serem de caráter profundo, poderão ocorrer mudanças drásticas, com fortes transformações na vida dos envolvidos e nada mais será como antes.

O tempo de duração destas fases depende fortemente do nível de competência dos envolvidos, principalmente dos ocupantes de cargos de direção, responsáveis pelas medidas implantadas.

É importante considerar que, dependendo do número e/ou do nível de maturidade dos envolvidos, estas fases podem ocorrer simultaneamente de forma diferenciada nas diversas camadas ou regiões impactadas pela crise, ou seja, enquanto os povos mais maduros e com dirigentes mais bem preparados podem superá-la com mais rapidez e menos impactos negativos, os menos maduros e com dirigentes menos preparados podem sofrer mais tempo e, às vezes com grandes perdas, inclusive fatais, e traumáticos retrocessos.

Enfim, identificar o tamanho, a complexidade ou a fase da crise que estamos enfrentando é muito importante, mas o mais importante de tudo realmente é a nossa atitude perante esta crise, principalmente dos donos do poder. E aí surgem algumas perguntas que não querem se calar:

Como você está reagindo diante desta crise? Você tem uma postura solidária com todos os envolvidos ou está unicamente preocupado com o “próprio umbigo”, enclausurado em sua residência? Você consegue agir com empatia, colocando-se no lugar dos outros, principalmente dos ocupantes de cargos públicos, ou prefere uma atitude reativa e agressiva, acusando a tudo e a todos pelo problema existente?

Como dizia Platão, “tente move o mundo, o primeiro passo será mover a si mesmo”.

Quem tem ouvidos que ouça…

Contatos: caesarius@caesarius.com.br (31)99345-0515   

Artigo divulgado no Jornal “O Espeto”, Edição nº 567 de10/06/20

AUTA VEROCIDADE

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DICA DE LEITURA: LIVRO “AUTA VEROCIDADE”

AUTORITARISMO E DELEGAÇÃO

“O chefe manda, impõe e tem subordinados; o líder dialoga, inspira e tem seguidores”. (Vasconcelos, 2020)

Nos últimos tempos tem tomado conta da mídia os diversos conflitos ocorridos entre o Presidente da República e alguns de seus Ministros, com a saída de quatro deles do quadro governamental em um curto período de tempo: dois do Ministério da Saúde, um do Ministério da Justiça e, mais recentemente, uma da Secretaria Especial de Cultura.

Algumas lições em termos de gestão podem ser aprendidas com o desenrolar do problema envolvido e vale a pena serem observadas.

A primeira delas está relacionada com a questão da estrutura organizacional. Estrutura organizacional é a forma pela qual as atividades desenvolvidas por uma organização são divididas, organizadas e coordenadas, incluindo a descrição dos cargos, com todas as suas atribuições e níveis de responsabilidades. Toda organização, quer seja pública, quer seja privada é gerida por uma estrutura organizacional, com seus diversos níveis hierárquicos e as boas práticas recomendam que estes níveis hierárquicos devem criteriosamente ser respeitados. Algumas destas organizações são bem estruturadas, outras mal estruturadas e outras ainda são totalmente desestruturadas. O papel do líder máximo na implantação e respeito à esta estrutura é de fundamental importância para uma boa gestão estratégica do negócio.

Um dos maiores e mais frequentes problemas relacionados à estrutura organizacional é o famoso “by-pass”. O termo foi herdado da língua inglesa e significa passar por cima de alguém, desrespeitando o seu cargo e sua autoridade. Ocorre quando líder passa por cima de seu liderado, tomando decisões ou dando ordens que seriam específicas da responsabilidade deste liderado. Muitas vezes este liderado fica sabendo do fato através de outras fontes de informação internas à organização ou, pior ainda, externas e não através do seu líder. Isso gera um desconforto enorme, por que o “by-passado” sente-se traído e desrespeitado no exercício da sua função e, por sua vez, os seus liderados sentem-se desorientados, não sabendo qual caminho seguir. O resultado disto tudo é um clima de revolta, desmotivação, confusão e muitas vezes, demissão ou desligamento da organização.

O problema também está relacionado com questão de delegação. Delegação é a transferência de poder, por meio da qual um indivíduo concede a outro a tarefa de representá-lo e agir em seu nome dentro de uma organização. Quem delega não pode absolutamente passar por cima do “delegado”. Caso o líder sinta necessidade de alguma intervenção na área do seu liderado, é estritamente necessário que o procure e discuta com ele essa intervenção, buscando um consenso e solicitando a ele que implante a medida proposta na sua área de trabalho. Caso ele entenda que a medida a ser implantada é altamente relevante e não haja consenso, pelo contrário haja forte discordância, pode ser necessária a substituição do liderado, de forma respeitosa e estruturada.

Gestores com perfil centralizador e autoritário tem fortes tendências a ter problemas de by-pass e delegação, gerando sérios problemas para as organizações onde estão inseridos. Quanto mais estratégicos os cargos envolvidos, maiores os estragos. “Quem manda aqui sou eu” e “manda quem pode, obedece quem tem juízo” são suas máximas preferidas. O mais interessante é que, comprovadamente, este estilo de liderança encontra-se há muito tempo ultrapassado, principalmente em se tratando de equipes altamente estratégicas. As modernas estratégias de gestão recomendam o modelo participativo, explorando amplamente e respeitando as competências existentes na organização. As decisões são tomadas de forma conjunta e respeitosa, ouvindo os liderados e ponderando quais as alternativas mais viáveis para o bem da geral organização, sem a influência de qualquer tipo de sectarismo, partidarismo ou interesses particulares envolvidos.

Gestão estratégica, quer seja nas organizações públicas quer seja nas organizações privadas, não pode estar na mão de amadores. O tempo dos capatazes já ficou para trás. Os riscos envolvidos podem trazer consequências severas, muitas das vezes irreparáveis para todos os envolvidos.

Quem tem ouvidos que ouça!

Contatos caesarius@caesarius.com.br www.caesarius.com.br (31)99345-0515   

DICA CULTURAL – FILME “GUERRA INTERIOR”

INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE: CASES DE SUCESSO DURANTE A CRISE DO CORONA VÍRUS

“A necessidade é a mãe da inovação” (Platão)

Nos últimos dias, em meio à crise do Corona Vírus, tenho acompanhado o desespero plenamente justificado de vários empresários, principalmente os comerciantes, tendo em vista o enorme problema que estão enfrentando com a determinação de fechamento de seus estabelecimentos.

Como fazer o pagamentos do salários dos empregados, como quitar as dívidas, como pagar as contas e, enfim, como obter o próprio sustento se os meios de geração de renda foram suspensos e, ainda por cima, não se tem previsão de retorno a um mínimo de normalidade?

É realmente um desafio de proporções enormes. No entanto, a inovação e a criatividade podem ser um excelente parceiro no meio deste turbilhão. Alguns exemplos inspiradores que trazem boas soluções merecem ser compartilhados. É como dizia um velho ditado mineiro: se te derem um limão, faça uma limonada ou, para quem gosta, uma boa caipirinha. Então, vejamos.

Em poucos dias, a Fintech Cora criou um novo negócio, o “Compre dos Pequenos” https://compredospequenos.cora.com.br/. É uma plataforma onde você cadastra gratuitamente seu negócio e os consumidores podem comprar vouchers de seus produtos e serviços disponibilizados para serem usados depois do fim da pandemia. Com a antecipação de receitas, os empreendedores podem manter pagamentos fixos, como salários de funcionários, aluguel e contas. A nova plataforma, com 2.000 empresas cadastradas, já tem uma adesão maior do que o negócio original, o banco digital, que tem 120 clientes.

Nesta Mesma linha, o Google lançou o “Google Meu Negócio”, uma ferramenta que pode ajudar potenciais clientes a terem um acesso mais completo sobre as informações de sua empresa. Vale a pena conferir: https://www.google.com/intl/pt-BR_br/business/

A Eats 4 You viu um aumento no número de cozinheiros cadastrados na sua plataforma de 25% após o surgimento da crise, com a adoção de entregas nas casas das pessoas, em vez de entregar somente em escritórios e condomínios comerciais. Vale considerar que a ABF – Associação Brasileira de Franchising prevê uma perspectiva de crescimento do setor franchising de alimentação para este ano entre 8% e 10% e que haja um incremento de 5% na geração de empregos.

A Dobra, fabricante de produtos com um material semelhante a papel, mudou completamente seu modelo de negócios em um dia. Passou a oferecer conteúdo e cursos para empresários, empreendedores e funcionários, como dicas para criar um negócio de impacto, economia colaborativa e capitalismo consciente. Cerca de 10 mil pessoas já se inscreveram para acessar o material.

Recentemente, aqui pelas terras marianenses, um pequeno caso me chamou a atenção. Precisei de cortar cabelo e as barbearias estavam todas fechadas. Consegui o contato de um profissional que me atendeu na minha casa, de acordo com a minha disponibilidade e de forma bastante personalizada. Fiquei feliz com o atendimento e ele com a conquista de mais um cliente e dinheiro no bolso. Este profissional, segundo seus comentários, estava com a sua agenda lotada, obtendo um faturamento até acima do anterior, sem contar a redução de custos com a manutenção do estabelecimento.

Muitos outros exemplos estão surgindo por aí e me trazem à memória uma cena que vivenciei há alguns anos, quando ainda morava em BH.

Era um show do violinista, cantor, tecladista e compositor Marcus Viana, na Praça da Liberdade e uma multidão de pessoas rodeava o palco. Mal o artista começou a tocar suas belas melodias, uma forte chuva começou a cair. A confusão foi geral, com as pessoas se evadindo rapidamente do local. No meio da confusão, apareceu um vendedor com um sacolão cheio de capas de chuva chinesas, vendendo sua mercadoria a um valor três vezes superior ao valor de mercado. Em poucos minutos, sem ninguém reclamar, todo seu estoque tinha se acabado…  

Fica aí mais bom exemplo de que, onde uma multidão vê um grave problema, alguém, com criatividade e iniciativa e muita força de vontade, vê uma grande oportunidade!

Quem tem ouvidos que ouça!

Contatos: caesarius@caesarius.com.br (31) 99345-0515

LITERATURA EM PAUTA

Literatura em pauta

💬 Papo com o escritor Júlio Vasconcelos – Dia 21/05 – às 9h

⚜️ As inscrições estão sendo realizadas no http://www.even3.com.br/viiiead

⚜️ Para participar ao vivo, acesse o link: https://meet.google.com/xjn-emmy-hqc

DICA DE FILME: A FILHA DO PATRÃO