10 DICAS PARA EMPRESÁRIOS CRISTÃOS EM TEMPOS DE CRISE

RELEMBRANDO A DITADURA E O ATO INSTITUCIONAL Nº 5

 “Ditadura é um estado em que a vida humana não tem nenhum valor; maquiavelicamente, em nome do poder, o fim sempre justifica os meios” (Vasconcelos, 2020)

Infelizmente, nos últimos tempos a mídia tem divulgado diversas manifestações populares reivindicando uma intervenção militar no nosso País, o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal e a volta do Ato Institucional Nº 5, promulgado em 13 de dezembro de 1968, pelo então Presidente da República General Arthur da Costa e Silva. Tudo isto é extremamente preocupante, principalmente pelo fato de que o nosso atual Presidente da República se mostrou presente apertando as mãos dos participantes em algumas destas manifestações, em frente ao Palácio do Planalto.

Estas manifestações, além de afrontar a nossa Constituição Federal, segundo renomados juristas, ainda traz riscos enormes em termos de seríssimas ameaças à liberdade e à vida dos cidadãos brasileiros e é sobre isto que precisa ser lembrado ou relembrado aos tolos e menos avisados. Obnubilados, estes infelizes não percebem que, instaurado o sistema ditatorial, eles serão os primeiros a serem sacrificados! ..

Em 1968, imediatamente após o AI-5, houve cassação de direitos e mandato políticos, opositores do regime foram presos e inúmeros profissionais foram aposentados compulsoriamente de seus cargos, como foi o caso de diversos professores universitários. Pessoas como Juscelino Kubitschek, que foi conivente com o golpe, e Carlos Lacerda, que apoiou o golpe, foram presas, o que demonstrou que o regime voltou-se até contra aqueles que ajudaram na sua construção. O pior de tudo é que o problema não parou por aí: famílias foram destruídas e vidas humanas foram cruelmente ceifadas, como foi o traumático o desaparecimento, na época, do Deputado Rubens Paiva, arrancado pelos militares de seio familiar em sua residência no Rio de Janeiro e do Jornalista Wladmir Herzog, preso e encontrado enforcado em uma prisão do DOI-CODI, no Quartel-General do II Exército, no município de São Paulo.

Segundo o levantamento da Human Rights Watch (HRW), cerca de 20 mil pessoas foram torturadas, pelo menos 434 foram mortas ou permanecem desaparecidas até os dias de hoje. Agressões físicas, pau-de-arara, choque elétrico, afogamento, cadeira-de-dragão, geladeira, palmatória, produtos químicos jogados pelo corpo da vítima eram os principais terríveis instrumentos de tortura utilizados na época, causando muitas vezes, cruelmente, a morte de grande parte dos detidos. Os que não morreram carregaram ou ainda carregam graves sequelas psicológicas para o resto de suas vidas.

É um fato que precisamos urgentemente rever a forma que estamos elegendo nossos representantes nos poderes instituídos, quer seja no Executivo, no Legislativo ou no Judiciário. É um fato que precisamos urgentemente rever como e o quanto estamos pagando para manter nosso representantes no poder. Enfim, é um fato que, infelizmente, temos alguns representantes que fazem do exercício do poder um meio para se autopromoverem e se locupletarem a si e aos seus chegados e familiares, independentemente do partido, escondendo dinheiro nas meias, nas cuecas ou até abarrotando quartos de apartamentos com valores difíceis de contar, tamanha a quantidade, como temos visto amplamente divulgado nas mídias nos últimos tempos. Mas, como cristãos que somos, é um fato também que, em nenhum momento, podemos admitir a perda da liberdade, a tortura e o assassinato de seres humanos nos porões da ditadura como uma solução viável para os problemas que estamos enfrentando. Por mais que discordemos ou por mais que sejam reprováveis ou absurdas as ideias dos opositores, não podemos admitir que sejam vítimas do uso abusivo, descontrolado e assassino do poder instituído em nome do estabelecimento de uma suposta moral, de uma suposta ordem e de um suposto progresso.

Que Deus ilumine as mentes insanas para que, de uma vez por todas, afastem do pensamento ideias sádicas, absolutistas e ditatoriais e que viva a democracia, com força, maturidade e equilíbrio, trazendo sabedoria e muita temperança para um governo que seja de fato e de direito do povo, pelo povo e para o povo!

Que Deus esteja de fato acima de tudo não só através de palavras vazias, mas concretamente através de pensamentos, palavras e atitudes. 

Quem tem ouvidos que ouça!

Contatos: caesarius@caesarius.com.br  www.cesarius.com.br  (31) 99345-0515

“Jabiraca”, Conto de minha autoria vence Concurso Literário

Um dos meus Contos, “Jabiraca” foi selecionado pelo Concurso promovido pela Elemental Editoração para fazer parte de um livro a ser divulgado em via impressa e virtual na Amazon.com. A Elemental é um Selo Editorial independente de São Bernardo do Campo, que edita e publica livros nos formatos impressos e digitais. O Concurso teve como objetivo a seleção de Contos tendo um carro como personagem.
“Jabiraca” era o apelido de uma Brasília que eu possuía na década de 80 e que deixou muitas histórias engraçadas. Imperdível! Aguardem! Em breve será disponibilizado nas redes.

WEDDING COACH: COACH PARA CASAIS!

Problemas de relacionamento conjugal? Conflitos mal resolvidos e falta de diálogo em família? Segundo o site globo.com, um a cada três casamentos termina em divórcio no Brasil. Não deixe que estes problemas ameacem a sua vida familiar. Faça contato conosco!

DICA CULTURAL: FILME “EL MÉTODO”

RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL EM TEMPOS DE CORONA VÍRUS

“Uma organização que visa apenas o lucro é, não apenas falsa, mas também irrelevante. O lucro não é a causa da empresa, mas sua validação. Se quisermos saber o que é uma empresa, devemos partir de sua finalidade, que será encontrada fora da própria empresa”. (Peter Drucker)

A crise gerada pela pandemia do Corona Vírus, além dos seríssimos problemas específicos na área da saúde, gerou também, da mesma forma, problemas de ordem econômica, social e comportamental. Felizmente, a mídia tem divulgado uma série de ações estratégicas por parte de algumas grandes empresas, ações estas que estão contribuindo de maneira significativa no combate ao problema. Vejamos algumas destas ações.

O Banco Itaú anunciou a doação de R$ 1 bilhão para as ações de combate ao vírus; uma ação conjunta com outros dois grandes Bancos, Bradesco e Santander, assumiu a responsabilidade de importar 5 milhões de testes rápidos de detecção da doença, além de equipamentos médicos, como tomógrafos e respiradores e a compra de aproximadamente 15 milhões de máscaras, que serão produzidas por microempreendedoras.

Um grupo formado porBradesco SegurosLojas AmericanasBanco SafraeInstituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP)está investindo R$ 20 milhões na construção de um hospital em conjunto com a Rede D´Or no Rio de Janeiro.

A mineradora Vale anunciou a compra de 5 milhões de kits de testes rápidos a serem entregues ao Governo brasileiro. No Estado do Pará, doou R$ 1,5 milhão na reforma de uma sala de internação do Hospital Municipal de Parauapebas.

As gigantes Gerdau e Ambev se uniram ao Hospital Israelita Albert Einstein e à Prefeitura de São Paulo e anunciaram ajuda na construção de um hospital com 100 leitos para atender o público exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Petrobrás encomendou 600 mil testagens para diagnóstico de Covid-19 dos EUA para entrega ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Vários outras iniciativas similares a estas poderiam ser citadas, não só de grandes empresas, mas também de médias, pequenas e micro empresas. A impressão é que a crise está deixando transparecer com força o lado humano do capitalismo e fazendo despontar o conceito estratégico de Responsabilidade Social Empresarial sob o enfoque Socioeconômico, contrariamente ao que sempre se praticou com o conceito Clássico.

Para entendermos melhor a questão, vejamos o que prega o conceito de Responsabilidade Social Empresarial sob o enfoque Clássico, que coincide com o conceito de Capitalismo Liberal ou Selvagem. Este conceito prega que a única responsabilidade social da empresa e de seus executivos é a de maximizar o lucro para seus acionistas. A solução de problemas sociais é de competência dos representantes da sociedade, escolhidos pelo povo, do poder público e não das empresas. O problema deste sistema é que a maximização dos lucros para os acionistas exige que ele seja obtido a todo custo de forma maquiavélica: o fim justifica os meios e aí “as barragens se rompem”, o meio ambiente é destruído e vidas humanas são ceifadas de forma catastrófica…

Contrariamente a este conceito, o conceito de Responsabilidade Social Empresarial sob o enfoque Socioeconômico, que coincide com o conceito de Capitalismo Social, prega que as empresas não devem buscar somente o lucro, mas também a proteção e a melhoria da qualidade de vida das comunidades em que elas operam e da sociedade em geral. Responsabilidade social é uma obrigação ética, pois além de ser eticamente boa, correta em si mesma, é um dever da empresa para com a sociedade, graças à qual a empresa vive e da qual obtém seu retorno.

Felizmente, as iniciativas citadas acima estão demonstrando que este conceito está tomando conta das ações estratégicas das empresas. Bom seria que ele permanecesse e que o tão sonhado lucro não fosse direcionado somente para encher os bolsos de uma elite privilegiada e dos acionistas.

Bom seria que estas ações não se fizessem somente nos momentos emergenciais como o que estamos vivendo, mas que realmente passassem a fazer parte da cultura das organizações. Com certeza, em pouco tempo, esse nosso País entraria para o grupo dos países desenvolvidos, formando um verdadeiro círculo virtuoso onde todos os stakeholders seriam beneficiados: acionistas, empregadores, empregados, Governo e sociedade como um todo.  Seria, com certeza, o início de uma nova era, com a construção de uma sociedade mais justa, humana e equalitária.

Quem tem ouvidos que ouça!

Contatos: caesarius@caesarius.com.br (31) 99345-0515

DICAS DE LEITURA: COUSAS E CAUSOS QUE OUVI E VIVI”