Archive for the ‘ GESTÃO COM PESSOAS ’ Category

DICAS DE LEITURA

A 4ª Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil realizada em 2016 identificou que 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro! É um dado assustador! Com o objetivo de estimular a boa leitura, contribuindo para reverter esta situação, a partir de então, estaremos divulgando semanalmente uma “Dica de Leitura” no nosso Blog. Curtam, divulguem, compartilhem e façam bom proveito! Segue a primeira.

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NEW PETS BENEFITS: HUMANIZAÇÃO DO AMBIENTE DE TRABALHO OU INVERSÃO DE VALORES?

A Revista Melhor, editada pela ABRH Brasil, na sua edição de outubro de 2016, divulgou uma matéria no mínimo questionável. A matéria afirma que algumas empresas estão investindo em um ambiente mais “humano”, com políticas de benefícios envolvendo os empregados que possuem bichos de estimação, os pets. Cita o exemplo da CA Technologies, uma empresa americana de tecnologia, onde os empregados que adotam um gato ou cachorro têm direito a três dias de licença remunerada para estreitar os laços com seu bichinho e em caso de morte do pet, até três dias de licença, para curtir o luto. A Gol Linhas Aéreas parece estar indo para o mesmo caminho. Nada contra os bichinhos de estimação, muito pelo contrário, os animais merecem todo nosso respeito, mas será que não está havendo uma enorme inversão de valores? Com tanta criança morrendo de fome neste mundão de Deus, não seria muito mais humano que estas empresas investissem em programas de adoção de crianças?…

CURSO ESTRESSE E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

Você ama o que faz? Como anda o seu nível de estresse e de qualidade de vida no trabalho? Como combater o estresse e ter uma vida mais saudável? CURSO ESTRESSE E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO, de 12 a 16/12/16, de 09hs às 13hs. Faça contato conosco! www.caesarius.com.br

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RH EM 2016: CRISE OU OPORTUNIDADE

DSC04135Dia 17/12/15, quinta-feira, participei da realização de uma “Mesa Redonda” no Núcleo de Pós-Graduação do SENAC-MG em BH, com o tema “O RH em 2016: crise ou oportunidade”. O Professor Edson Moura, Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação do SENAC, atuou como moderador do trabalho, eu e as Professoras Bianka Pereira e Hélvia Barcelos, atuamos como participantes da mesa.
O evento foi de altíssimo nível, com uma notável contribuição tanto dos membros da Mesa como dos participantes, de uma maneira geral. Trago aqui uma síntese da minha fala durante o evento.
“A Revista Exame de edição de outubro de 2015 nos trás uma visão realista do momento que estamos vivendo:
Nos primeiros oito meses deste ano, cerca de 600.00 brasileiros foram demitidos. São 07 demissões por minuto de janeiro a agosto, a previsão é que aumente para 14 demissões por minuto, 840 por hora, 20.160 por dia!
3,6 milhões de pessoas deverão ser impactadas de janeiro de 2015 até o fim de 2016.
2 milhões de empregos deverão ser eliminados ao final de dois anos.
A taxa de desemprego atingiu 8,9% no terceiro trimestre de 2015, 18,0% entre os jovens de 18 a 24 anos.
Diante dos fatos, não podemos olvidar que estamos diante de uma enorme crise, mas também diante de grandes oportunidades. O Mestre Veríssimo, em uma das suas famosas reflexões afirma: ‘Quando os ventos das mudanças sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento’, a questão é saber de que lado estamos…
Diante deste contexto, uma questão fundamental a se observar é a empregabilidade. Podemos afirmar que empregabilidade é a capacidade de o profissional se tornar atrativo para o mercado de trabalho. Um dos principais fatores para o alcance da empregabilidade é investir de maneira sistemática no autodesenvolvimento, na melhoria do relacionamento interpessoal e da performance com foco em resultados sustentáveis, na formação de uma robusta rede de contatos e no desenvolvimento de uma postura exemplar. A pergunta a se responder é: ‘Quem é responsável pela minha empregabilidade”? Para os líderes, vale lembrar a questão da ética e da coerência. Relembrando Stephen Covey: ‘As tuas atitudes me falam tão alto que não consigo ouvir o que você está falando’…
Por sua vez, as empresa precisam entender que, em momentos de crise, cortar cabeças de forma irresponsável e indiscriminada é o caminho mais rápido e fácil, no entanto, com certeza, não é a melhor solução. Talvez seja o momento de eliminar as ‘as maçãs podres’ que, infelizmente, toda empresa tem, mas também e com muito mais ênfase, com certeza, investir nos talentos internos. É imprescindível entender que o desembolso com o desenvolvimento dos empregados é investimento, não custo! Em vez de se perguntar qual é o valor do investimento, seria recomendável perguntar-se qual o custo do não investimento. Se investir e ‘perder o empregado’ para o concorrente, é importante se perguntar, se o investimento está sendo feito de maneira adequada.
Importante considerar que as crises passam e os vitoriosos são aqueles que a encaram de frente e enxergam no momento conturbado oportunidades para reflexão e madurecimento. Apesar das previsões preocupantes, que em 2016 possamos enxergar com maturidade as oportunidades de crescimento! Que possamos construir ‘moinhos de vento’…

MESA REDONDA: O RH EM 2016, CRISE OU OPORTUNIDADE?

O ser humano, sem dúvida, é o maior patrimônio de uma organização. Investir no capital humano sempre foi o melhor investimento. Organizações maduras trazem este lema de forma permanente nos seus princípios e valores e o colocam em prática, principalmente nos momentos de crise.

O RH em 2016, crise ou oportunidade: este é o tema da “Mesa Redonda” que será realizada no Núcleo de Pós-Graduação do SENAC da Guajajaras em BH no dia 17/12/15, quinta-feira.Uma excelente oportunidade para refletir sobre as perspectivas para 2016 e os caminhos que podem ser traçadas com foco na gestão com pessoas.

Evento gratuito! Inscrições antecipadas! Participe! Contatos: 0800 724 4440

MESA REDONDA SENAC

EM BUSCA DA REALIZAÇÃO PROFISSIONAL: DO BURNOUT AO WORKAHOLIC

BURNOUTA Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso ligada à vida profissional, definido por Herbert J. Freudenberger (1926-1999), psicólogo alemão. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). Manifesta-se especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso, com metas abusivas, ambiente agressivo e pressões por todos os lados. Durante as aulas, cursos e palestras que ministro, costumo apresentá-la para meus alunos como Síndrome do Fantástico: quando chega domingo à noite, o profissional ouve a musiquinha do Fantástico e lembra do inferno que vai enfrentar na manhã seguinte. A partir daí, começa a suar frio, ter enjôos, não consegue dormir direito e no outro dia acorda de mau humor e agoniado. Os fantasmas perseguem sua mente de forma ameaçadora: é o chefe autoritário e centralizador que não lhe dá sossego, o trabalho que não rende impactado pelos mais variados problemas, os colegas que o ameaçam em um ambiente de desconfiança e fofocas e outras formas assustadoras mais. Em alguns casos, se não for devidamente tratado, pode levar a problemas sérios de saúde e até à morte prematura.
WORKAHOLICNo outro extremo, temos o workaholic, o profissional que é viciado em trabalho. Para ele não tem hora nem dia, o mundo fora da empresa não faz sentido, sua vida é trabalho! Não tem sábado, domingo, dia santo ou feriado, todos os dias são dia de trabalho. Viciado na utilização dos recursos da tecnologia da informação, o smartphone, o tablet, o laptop ou o celular, carrega consigo a empresa para onde vai e o pior é que, normalmente, sente-se orgulhoso por isto. Com isto sofre ele mesmo, sem saber, os familiares e os que o cercam. Torna-se um chato, não consegue conversar nada mais a não ser sobre o próprio trabalho. Nunca sai de férias, por que se sair a empresa para e quando se aposenta, entra em profunda depressão e, como o seu colega do Burnout, acaba morrendo cedo.
Aristóteles (384 a.C., 322 a.C.), o grande filósofo, definia a virtude como a arte do equilíbrio. Paracelso (1493-1541), um um grande cientista medieval, dizia que tudo é veneno e, ao mesmo tempo, nada é veneno, depende da dose. Max Weber (1864-1920), considerado o Pai da Sociologia, afirmava que o trabalho enobrece o homem. Estes preceitos se aplicam perfeitamente aos meios organizacionais. Bebendo na fonte profícua destes pensadores, eu diria que, o trabalho sim enobrece o homem, desde que seja utilizado de forma adequada e na medida certa. Na vida humana existe tempo para tudo: tempo para nascer, tempo para brincar, tempo para crescer e se desenvolver, tempo para se tornar adulto, tempo para dormir, tempo para trabalhar, tempo para estudar e tempo para curtir a vida. Curtir a família, os amigos, as fontes de lazer e as belezas que Deus criou para nos deleitarmos. A sabedoria está em saber viver cada um destes momentos de forma equilibrada e proveitosa.Trabalhar forçadamente vivendo cercado por um mundo de terror, detestando o que faz, não é saber viver. Trabalhar compulsivamente e descontroladamente esquecendo-se da vida e o que ela tem de melhor, também não é saber viver.
SUCESSO IISaber viver é fazer do trabalho uma fonte de realização pessoal e profissional, contribuindo de forma sustentável para tornar este nosso mundo conturbado em um ambiente mais humano, digno e respeitável. E você, em qual destas alternativas se enquadra?

FALANDO SOBRE RESILIÊNCIA E ESTRESSE

DIÁRIO DE LISBOA XXINesta etapa final do nosso curso de Mestrado, tenho percebido uma significativa elevação no nível de estresse da nossa turma de dez brasileiros matriculados. Creio que a mudança de rotina, de hábitos e de clima, o afastamento da família e a sensação de solidão tudo isso associado à elevada carga horária (estudamos de segunda a sexta 9hs às 18hs e no sábado de 9hs às 13hs e ainda com trabalhos para fazer em casa após as aulas) e a cobrança excessiva para o cumprimento de compromissos com a apresentação do Projeto de Dissertação e trabalhos acadêmicos sejam os grandes aceleradores deste estado. Alguns colegas, já estão pedindo arrego! Felizmente estamos chegando ao final.
Aproveitando a oportunidade para compartilhar aprendizado, vale a pena refletir sobre o conceito de resiliência no mundo do trabalho.
Resiliência é um termo herdado da física que significa a capacidade de suportar pressões sem entrar em surto psicológico ou ficar “deformado”. Para entender melhor esse conceito, podemos utilizar uma pequena metáfora. Pegue uma folha qualquer de papel, embole-a com a mão e amasse-a com toda vontade. Em seguida, tente desamassá-la para que volte ao seu estado normal. Com certeza, por mais que você tente, não vai conseguir; a folha vai continuar toda amarrotada. Pegue agora uma fisiobol, uma destas bolinhas de borracha utilizadas pelos digitadores para evitar a LER, lesão por esforço repetitivo. Faça o mesmo que você fez com a folha de papel, amasse-a com toda vontade. Você vai observar que, mesmo aumentando a intensidade da força, ela não se deforma, sempre volta ao estado normal. Assim também acontece no mundo do trabalho. Existem profissionais que, diante das pressões entram em surto, deformam-se. Uns choram, outros gritam, outros adoecem, cada um de acordo com suas particularidades. No entanto, outros suportam bem, conseguem sobreviver sem maiores dificuldades. Vale a pena analisar como anda o seu nível de pressão e de resiliência no seu ambiente de trabalho. De qualquer forma, vão aí algumas pequenas dicas que podem ajudar:
1-Aprenda a se planejar! Um bom planejamento ameniza acúmulos e imprevistos de trabalho.
2-Não postergue! Cumpra o que foi planejado.
3-Negocie com os responsáveis a melhor forma e o tempo para entrega de seus trabalhos. Uma boa negociação com certeza poderá ajuda-lo.
4-Procure, sempre que necessário, o apoio de um Coach ou Mentor. O autoconhecimento, a definição de metas claras, uma boa análise de contexto e um bom aconselhamento certamente irão contribuir para um melhor desempenho do seu trabalho.
5-Não desista! Por mais difícil que seja, acredite que você é capaz!
6-Por último, invista em momentos de relax, “desligue-se da tomada”. Todos nós precisamos, de vez em quando, relaxar. A solução para nossos problemas costuma vir subitamente quando estamos em um momento de lazer, desligados.
E por falar em relaxar, depois de um dia inteiro conectado, vou investir no meu momento de relax! Amanhã é um novo dia e preciso das baterias recarregadas para recomeçar.