Archive for the ‘ GESTÃO PÚBLICA ’ Category

DICAS DE LEITURA DA SEMANA

Dica de leitura da semana: “O Amadurecimento Moral do INFERNO”. Precisamos ler mais, pessoal! Vamos lá!

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OPERAÇÃO LAVA-RATOS NO PAÍS DOS RATOS

Era uma vez um país dominado por ratos, um dos maiores do mundo. Neste país, os ratos se dividiam em várias classes, cada uma enclausurada em seu nicho, correndo atrás do próprio rabo. Existia a classe dos ratos desempregados que crescia a cada dia de forma triste e descontrolada. Outra classe era a dos ratos trabalhadores que viviam com um eterno medo de perderem seus empregos e entrarem para a classe dos ratos desempregados. Tinha também a classe dos ratos aposentados, cuja luta era sobreviver com a manutenção dos parcos benefícios alcançados, em contraposição a uma subclasse seleta estatutária que vivia nadando em mordomias corporativamente conquistadas. Em seguida surgia a classe dos ratos da caserna, enclausurados nos seus quartéis, sem querer se meter na confusão, com medo de caírem nos mesmos erros do passado. Ainda na sequência vinha a classe dos Ratos Juízes, dos Ratos Procuradores e dos Ratos Policiais Federais, que começavam a vestir as camisas de paladinos da justiça e defensores da moralidade. No topo, aparecia a classe dos ratos empresários, detentores do capital, que viviam reclamando dos impostos pesados e acabaram se aliando à outra classe, a dos políticos que, para desespero dos demais ratos, em sua grande maioria, fingia que trabalhava e vivia se locupletando à custa das burras do erário.

Neste país dos ratos, a classe dos ratos políticos era eleita diretamente pelos demais ratos, o país era um país democrático. Para conquistar os votos dos demais ratos e se elegerem para seus cobiçados cargos com polpudos salários, eles precisavam de muito, mas muito dinheiro para desenvolver suas campanhas milionárias. Para conseguir este dinheiro, se mancomunavam com alguns grandes ratos empresários.

Por sua vez, os grandes ratos empresários, para inflar facilmente ainda mais os seus já inchados caixas, precisavam dos políticos para serem contratados para execução das obras do Estado. Diante de tal contexto, as duas classes faziam uma barganha nada recomendável: os grandes ratos empresários, ora assediados pelos ratos políticos, ora por inciativa própria, repassavam enormes quantias em dinheiro para os ratos políticos e estes, por sua vez, os recompensavam com as obras milionárias, muitas das vezes, superfaturadas. Além disto, os grandes ratos empresários, quando conseguiam ser contratados, repassavam para os ratos políticos, um polpudo percentual das verbas recebidas, como forma de “reconhecimento” pelo trabalho prestado. Tudo isto acontecia de forma sorrateira, corrupta e ilegal. O grande problema é que, no país dos ratos, durante um longo tempo isto acontecia e ninguém falava nada! A maracutaia corria livre e solta, sem que ninguém se importasse.

Um certo dia, um eminente Rato Juiz, capitaneando um bando de ratos policiais, resolveu firmemente botar ordem na casa: arrumou uma Operação denominada de Operação Lava-Ratos. Era preciso “lavar” de vez todos os ratos corruptos das classes políticas e empresariais. Uma grande quantidade de grandes ratos empresários foi presa e, pressionados, estes ratos começaram a “abrir o bico”, pensando em serem perdoados pelos “pecados” praticados. Surgiu, assim, a chamada delação premiada. Foi um verdadeiro “Deus nos acuda” de norte a sul no país dos ratos! Listas enormes de ratos políticos e empresários envolvidos na situação, agora tida como escandalosa, começaram a ser divulgadas. Ratos políticos e grandes empresários sendo conduzidos algemados para o xadrez passaram a ser as imagens preferidas dos noticiários. Os ratos policiais, sôfregos por mostrar trabalho, sempre à frente com os uniformes pretos e distintivos brilhantes no peito, passaram a ser o destaque. O Rato Juiz transformou-se no paladino da justiça e passou a ser idolatrado! A coisa ficou tão feia que até os quatro últimos ratos ocupantes da presidência do país foram denunciados, inclusive o ocupante do cargo. Um monte de ratos envolvido passou a não conseguir dormir direito de noite, apavorado, com medo de ser preso a qualquer momento, na frente da esposa e dos filhos e dentro da própria casa, o que já vinha acontecendo com vários colegas de colegiado.

No meio da confusão formada, um rato policial se transformou em rato político e, com um discurso extremado, passou a se autoproclamar o salvador da moralidade da pátria. Vestindo uma falsa farda de integridade, começou publicamente a defender com veemência, para a solução do problema, a tortura e os torturadores do passado. Pregava abertamente a volta da ditadura, travestindo-a com o codinome de “democracia militar”!  Surpreendentemente, alguns ratos menos avisados e até bem intencionados acharam isto bonito e começaram a aplaudir seu discurso extremado.

E a situação foi se complicando cada vez mais no país dos ratos. A corrupção era tanta que já não se sabia mais que rato deveria ou não ser lavado. Dos pequenos desempregados, passando por todas as classes de ratos, até os ratos da alta cúpula do estado, já não era mais possível saber quem estava livre de ser condenado. Os pequenos pecados passaram a ser visíveis em todos os lugares, partindo de dentro das igrejas até os pequenos mercados. Até um destacado rato policial, de olhos apertados, sempre presente às operações conduzindo ratos algemados, também foi preso, acusado de envolvimento em transações ilegais.

Pelo que até então se sabe, no país dos ratos, a Operação Lava-Ratos continua de forma acelerada. Ninguém sabe onde, quando ou como ela vai parar. O grande medo é que pela existência de tantos ratos sujos, um dia não tenha mais ratos para lavar e o país dos ratos desapareça do mapa…

ENFRAQUECIMENTO MORAL

Operações Lava-Jato, Cui Bono, Eficiência,Mascate, Leviatã, Blackout, Tolypeutes, Satélites, Paralelo, O Quinto do Ouro, Antiquários, Vórtex, Crisol, Cosa Nostra, Fogo de Palha, Carne Fraca, só em 2017 já foram 16 as operações da Polícia Federal. Deste jeito, aonde vamos parar? Vale a pena refletir! Um excelente final de semana para todos!

PRECISA-SE DE MATÉRIA PRIMA PARA CONSTRUIR UM PAÍS

Vejo pelas ruas do nosso País uma multidão carregando faixas com a frase “Fora Temer”. Ok, assim funciona a democracia, mas me veio à lembrança um antigo texto atribuído ao saudoso João Ubaldo “Precisa-se de matéria-prima para construir um País”, escrito pelos idos de 2005, mas que parece-me bastante atual.

Por mais que os críticos insistam que a linha de raciocínio do texto é absurda por que atribui toda a culpa pelos problemas que estamos vivendo exclusivamente ao povo brasileiro, infelizmente, acredito que o seu conteúdo faz todo sentido. Evidentemente, que a abordagem não tem, absolutamente, por intuito inocentar os políticos corruptos, mas sim levar à uma reflexão profunda sobre o papel e a atitude de cada cidadão brasileiro no meio deste contexto deturpado. Será que a culpa está sempre do lado de lá? A culpa é sempre do outro? E eu, como estão minhas atitudes no dia a dia? Venda de votos a troco de um emprego na máquina pública ou de alguns sacos de cimento, compra de CD’s/DVD’s piratas, “gatos” de luz e TV a Cabo, saques de cargas nas estradas, estacionamentos em local proibido, “fezinha” no Jogo do Bicho, Nota Fiscal adulterada ou “fria”, etc., etc…É sempre bom, nestes momentos lembrar um pensamento atribuído à Platão: “Tente mover o mundo, o primeiro passo será mover a si mesmo”…

Vamos ao texto:

PRECISA-SE DE MATÉRIA PRIMA PARA CONSTRUIR UM PAÍS

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada. Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula.

O problema está em nós. Nós como POVO. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA” é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as “EMPRESAS PRIVADAS” são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos… e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu “puxar” a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem “gatos” para roubar luz e água e nos queixamos de como esses serviços estão caros. Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual Presidente, que recentemente falou que é “muito chato ter que ler”) e não há consciência nem memória política, histórica nem econômica. Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser “comprados”, sem fazer nenhum exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país onde fazemos  um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem “molhei” a mão de um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como brasileiro, apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como “Matéria Prima” de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa “ESPERTEZA BRASILEIRA” congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte… Me entristeço. Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada… Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa “outra coisa” não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados….igualmente sacaneados!!!

É muito gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda… Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada. Está muito claro. Somos nós os que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos acontecendo: desculpamos a mediocridade mediante programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa? MEDITE!!

 

 

EIKE BATISTA EM DOIS TEMPOS: RETRATOS DE UM PAÍS EM DECADÊNCIA

eike-i“Há empresários que operam 100% dentro da cartilha correta. Sou um deles e faço questão de me manter assim…Espero que esse tipo de comportamento inspire as pessoas a devolver à sociedade o que esta mesma sociedade proporciona no dia a dia de seus negócios. Quem age com correção acaba recompensado de uma forma ou de outra” (Eike Batista – Livro “O X da Questão” publicado em 2011. Capítulo 34: A Cartilha da Ética).
“O empresário Eike Batista disse em depoimento ter pago US$ 2,35 milhões ao PT a pedido eike-iido ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). À época, a quantia era equivalente a cerca de R$ 4,7 milhões. Para operacionalizar o repasse da quantia, o executivo da OSX foi procurado e firmou contrato ideologicamente falso com empresa ligada a publicitários já denunciados na Operação Lava Jato por disponibilizarem seus serviços para a lavagem de dinheiro oriundo de crimes. Após uma primeira tentativa frustrada de repasse em dezembro de 2012, em 19/04/2013 foi realizada transferência de US$ 2.350.000,00, no exterior, entre contas de Eike Batista e dos publicitários”, (globo.com – G1 – 22/09/16 – 09h44).
É deprimente e lamentável ver o que está acontecendo no Brasil. Está muito difícil saber em quem acreditar!…

OLIMPÍADAS: DIE SPORT… SIE IST OPIUM DES VOLKES? O ESPORTE É O ÓPIO DO POVO?

CIDADE OLÍMPICAO custo previsto para realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro atingiu a quantia de R$38,2 milhões. Evidentemente que não podemos desconsiderar o ganho em termos de infraestrutura para a cidade, a divulgação da imagem do Brasil para o mundo com a atração de turistas e, como dizem os apaixonados pelo esporte, o ganho em termos de abertura de oportunidades para inúmeros jovens atletas que se esforçam para brilhar com uma uma medalha no peito. Mas também é fato que não podemos deixar de considerar o quanto o nosso País está preparado para um evento de tal magnitude e o que de fato ganhamos com isto tudo após concluída esta colossal empreitada. Se não, vejamos.
CRIME RIO IIAs últimas notícias informam que o Rio de Janeiro tem cerca de 16 assassinatos por dia! Será que colocar o exército nas ruas durante os jogos olímpicos irá resolver e vez o problema? E depois, quando todos forem embora, o que acontecerá? Tudo como dantes, no quartel de Abrantes, diz o dito popular, ou pior ainda do que antes?
ESCOLA RJAs escolas do Estado parecem andar em estado de calamidade pública. Segundo o Secretário de Educação, Antônio Neto, um mapeamento foi feito para identificar as escolas que possuem problema de falta de infraestrutura e 50 foram consideradas como unidades em péssimas condições. A fala de alguns alunos deixa bem clara esta condição:
“ “O problema da nossa escola é que ela está sem infraestrutura nenhuma. É um bebedouro para mais de mil alunos, não tem caneta para escrever nos quadros. O banheiro não tem papel higiênico para as meninas. Isso é inadmissível”.
“Fica todo mundo com a camisa levantada, morrendo com o calor. Não tem condições, gente, isso é desumano, é um direito nosso que está sendo descumprido”.
“Parece que a gente tá vivendo num chiqueiro e não numa escola”.
HOSPITAL RJNo final de 2015, o Sistema de Saúde do Estado d o Rio de Janeiro entrou em colapso. O Governador Pezão, em exercício na época, decretou estado de emergência, com o objetivo de acelerar a aplicação de recursos na área. Uma Liminar da Justiça do Trabalho determinou que fossem pagos no prazo de 48 horas os salários atrasados e a segunda parcela do 13° dos médicos. Enquanto isto, a população carente morria e morre nas filas em frente aos hospitais por falta de atendimento.
LINHA VERMELHAE por último, podemos citar a questão da mobilidade urbana. O Rio de Janeiro foi apontado como a terceira pior cidade em congestionamentos, entre as 146 metrópoles de 36 países avaliadas por uma empresa holandesa que desenvolve aplicativos para GPS.
Muitos outros problemas poderiam ser citados, mas o trauma é tão grande que prefiro parar por aqui. No entanto, enquanto estes desastres vêm acontecendo, uma imagem de beleza e tranquilidade é vendida para o mundo e uma multidão de desavisados fica na frente da telinha da Rede Globo e caminha para a moderníssima Cidade Olímpica para ver seus “heróis” conquistarem as medalhas, achando que assim, como em um passe de mágica, vamos melhorar a vida do nosso País!
Para aqueles que ainda pensam que meus comentários são de um leigo no assunto, vale a pena conferir o que dizem três renomados especialistas no assunto:
“Para um país como o Brasil, que tem carência social em muitas áreas, não parece ser racional usar o nosso dinheiro pra sediar uma Olimpíada”. (Pedro Trengrouse, especialista em Gestão, Marketing e Direito no Esporte da FGV, consultor da ONU para a Copa)
É preciso desmistificar essa ideia de que Jogos Olímpicos têm o poder de transformar a realidade de uma cidade. Sem o sacrifício do povo, é impossível fazer isso”. (Juan Jensen, ‎ economista da 4E Consultoria e Professor do Insper).
“Acho que a Olimpíada nunca é um bom negócio para praticamente nenhum país. Custa muito dinheiro e você acaba ficando com todas essas instalações esportivas de que você não precisa. O Brasil já teve essa experiência com a Copa, quando construiu um monte de estádios que não são usados, como Manaus e Natal.” (Simon Kuper – coautor do livro Soccernomics).
Die Religion…Sie ist das Opium des Volkes – a religião é o ópio do povo, dizia Karl Marx. No Brasil, temos que tomar muito cuidado por que o futebol e o esporte de uma maneira geral entraram fortemente na concorrência: Die Sport…Sie ist das Opium des Volkes – o esporte é o ópio do povo
Fontes: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/03/alunos-protestam-e-criticam-situacao-de-escolas-estaduais-do-rj.html
http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-12-23/em-colapso-sistema-de-saude-no-rio-vive-a-pior-crise-de-sua-historia.html

MINISTRO DO MEIO AMBIENTE SARNEY FILHO VISITA MARIANA E FALA SOBRE A TRAGÉDIA DO ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE BENTO RODRIGUES

SARNEY FILHOVale a pena refletir sobre as palavras do Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, falando sobre a catástrofe do rompimento da Barragem de Bento Rodrigues. Infelizmente, as palavras do Ministro parecem reforçar o que a mídia vem exaustivamente divulgando sobre a ineficácia das medidas tomadas pela Samarco diante do desastre. É realmente uma grande lástima!
“Sobrevoei mais de 100 quilômetros ao longo do Rio Doce, passando pelo encontro do Carmo com o Piranga, pelo Gualaxo do Norte e, para minha tristeza, vi que a tragédia é continuada, ainda não se esgotou. A cor da água – aquela vermelhidão que carrega o DNA do derramamento da barragem, continua lá. A situação ainda é muito feia”…
BARRAGEM“Sobre a retomada das atividades da empresa, o primeiro aspecto que temos que deixar bastante claro é que essa tragédia ainda não se encerrou. Precisamos, antes de mais nada, ter certeza de que não há mais lama sendo derramada no leito dos rios. Hoje ainda não tenho essa convicção”…
“Sinceramente, não vou me comprometer com nada que possa facilitar a retomada dos trabalhos por parte da empresa. Não vou participar deste ato de assinatura (da declaração de conformidade que autorizou, em âmbito municipal, a retomada da operação da Samarco). Minha presença aqui não é para isto”. (Fonte: Revista Ecológico Nº 90 – Maio/Junho de 2016)