OS SETE HÁBITOS DAS PESSOAS ALTAMENTE EFICAZES: UMA ABORDAGEM EM TEMPOS DE CRISE

“Plante um pensamento, colha uma ação; plante uma ação, colha um hábito; plante um hábito, colha um caráter; plante um caráter, colha um destino” (Stephen Covey)

Stephen Covey (EUA 1932-2012) foi um famoso escritor norte-americano que escreveu um best-seller chamado “Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes”. No livro, Covey enumera o que considera os princípios comuns entre aqueles que atingem altos níveis de eficácia e ensina o leitor a alcançar cada um deles, tendo como foco a “ética do caráter”, que para ele contém atributos universais e atemporais. Uma breve reflexão sobre estes princípios pode trazer uma grande contribuição para enfrentarmos os momentos turbulentos que estamos vivendo, portanto vejamos.

O primeiro princípio é um imperativo curto e direto: “Seja proativo!”. O proativo é o contrário do reativo. O proativo estuda, analisa e toma medidas preventivas antes que os problemas aconteçam e quando eles acontecem, não afirma, como o reativo que “não há mais nada que eu possa fazer”, mas sim “vamos procurar alternativas”. O reativo acusa os outros pelo seus problemas, o proativo se une aos demais em busca de solução. Pessoas proativas carregam o tempo dentro de si: faça chuva ou faça sol, apesar de todos os pesares, não interessa, elas seguem sempre em frente. Infelizmente, tenho visto um monte de resmungão por aí sentado à beira do caminho, acusando a tudo e a todos pelos problemas que estamos enfrentando e só complicam ainda mais a situação. Que Deus nos livre deles!

O segundo princípio preconiza a necessidade de ter metas claras, bem definidas: para um barco que não sabe onde aportar, qualquer porto serve e pode aportar em uma ilha de canibais. O conceito de Meta SMART: específica, mensurável, atingível, relevante e temporal deve sempre ser colocado em prática. Infelizmente, tem muita gente por aí mais perdido do que cego em tiroteio! Saber onde quer chegar é um princípio indispensável, mesmo em meio ao momento turbulento que estamos vivendo.

O terceiro princípio traz em pauta a necessidade de priorização: “Primeiro o mais importante”! Infelizmente, tem muita gente por aí desperdiçando seu tempo e o tempo dos outros com coisas que não agregam valor, tais como acusações mútuas e infundadas, conversas fiadas nas redes sociais, falsos testemunhos (fake-news), enquanto o mais importante fica esquecido e o problema só se agrava ainda mais. Como dizia Mário Quintana, “eu passarinho, eles passarão” …

O quarto princípio preconiza fundamentalmente o “ganha-ganha”, onde não existe perdedor; as ações são exclusivamente voltadas para o bem comum: ganha o governo, ganha a economia, ganha a saúde e ganha o povo de uma maneira geral. Para isto, é preciso entender e esclarecer as expectativas, prestar atenção nas pequenas coisas, ter empatia, honrar compromissos, agir com integridade e saber pedir perdão, diante das falhas a que estamos todos sujeitos, como seres humanos que somos. O problema é que tem muita gente por aí agindo segundo o princípio do “ganha-perde”, ou seja, influenciado pela politicagem, só pensa no “eu ganho e você e perde” e ai, infelizmente, perdemos todos.

O quinto princípio é dogmático, franciscano: procurar primeiro compreender para depois ser compreendido. Tenho visto inúmeros debates infrutíferos por aí nas mídias sociais, com pessoas agressivas, julgando-se os donos da verdade e da razão soltando farpas para todos os lados, sem parar um único minuto para, de coração aberto, ouvir o outro, por mais que discorde do seu ponto de vista. Sinceramente, estou farto de ouvir os de direita e os de esquerda e os “bolsomínios” e os “petralhas” acusando-se mutuamente, em uma discussão sem fim! Chega de radicalismo!

O sexto princípio traz a importância de se criar sinergia! Sinergia significa energia em comum, saindo de uma relação defensiva e partindo para uma relação respeitosa e compromissada com o bem comum. A desunião, a ira e a discórdia só trazem destruição! Infelizmente tem muita gente que é sempre do contra: “Si hay gobierno, soy contra”, como diziam os anarquistas.

Finalmente, o sétimo e último princípio é o da melhoria contínua, o “Kaizen” proveniente da cultura japonesa, que tem como base as quatro dimensões do ser humano: o físico, o mental, o social e o espiritual. Com toda certeza, são realmente difíceis os momentos que estamos vivendo, mas manter a saúde do corpo alimentando-se de maneira adequada, fazendo exercícios físicos, investir no autoconhecimento, lendo bons livros, assistindo bons filmes, participando de eventos construtivos, cultivar relacionamentos saudáveis, convivendo com pessoas altamente maduras e positivas e, sobretudo, cultuando a crença em um Deus Pai Criador de todas as criaturas são ferramentas poderosíssimas que levarão a todos para o outro lado da curva.

Quem tem ouvidos que ouça!  

(Artigo publicado no Jornal “O Espeto” em 16/07/20)

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