OS GRANDES DESAFIOS DA GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL

“Para a política o homem é um meio; para a moral é um fim. A revolução do futuro será o triunfo da moral sobre a política”. (Ernest Renan)

Gestão Pública, indiscutivelmente, não é somente um problema dos representantes dos poderes instituídos e nem somente de algum cidadão mais preocupado com os rumos da nossa cidade ou do nosso País, mas sim de todos nós brasileiros. Ou nos conscientizamos disso ou estamos fadados a continuar eternamente afundados nesse buraco negro que nos encontramos.

Antes de nos aprofundarmos no assunto, é de suma importância ressaltar com muita ênfase que minhas observações aqui não estão direcionadas a qualquer gestor ou gestão pública especificamente, mas de uma forma geral a uma situação preocupante que assola todo o nosso País.

O primeiro e maior problema a ser resolvido é o problema da corrupção. A falta de ética e o desrespeito à legislação são uma praga que assola todos os níveis hierárquicos, dilapidando o patrimônio público e provocando estragos enormes em termos de subdesenvolvimento e miséria. O dinheiro que poderia ser investido nas áreas de saúde, educação e infraestrutura, entre outras, é desviado para encher de dinheiro

apartamentos, malas e cuecas de políticos safados. As manchetes dos jornais estão por aí para demonstrar este triste quadro.

Na mesma linha da corrupção vem o partidarismo e a politicagem. Partidarismo é a utilização facciosa e indevida da máquina pública para atender tendenciosamente a interesses exclusivamente politiqueiros. Desta forma, o representante do poder instituído utiliza de todos os recursos públicos para atrair simpatizantes para o seu partido e angariar votos para sua reeleição e/ou de seus indicados. Impera o interesse próprio. As atitudes altamente declamadas como em prol do bem comunitário são um mero disfarce para atingir exclusivamente os objetivos pessoais. O resto é bobagem!

O terceiro problema gravíssimo a ser resolvido é a questão do patrimonialismo. Patrimonialismo, como já comentamos em edição anterior nesta coluna, é a confusão entre o que é de caráter público e o que é de caráter privado. Assim sendo, essa prática considera a utilização de bens públicos para atender a interesses particulares como perfeitamente normal, sem nenhum problema. Nesse rol, entram a utilização de

infraestrutura, veículos, máquinas, equipamentos, recursos financeiros e todos os outros disponíveis. Prevalece o princípio maquiavélico: o fim justifica os meios…

Outro problema a ser resolvido, também já comentado nesta coluna, é a questão da pessoalidade. Pessoalidade é a concessão de privilégios para determinados indivíduos em detrimento de outros, utilizando os recursos da gestão pública. Aos amigos do rei, tudo, aos demais, nada. Neste contexto, coitado de quem, mesmo tendo competência, não comunga das mesmas ideias partidárias do “rei”! …

Surge também, nesse rol de problemas, a questão da estabilidade no emprego. Uma lei que foi criada para resguardar os direitos do Servidor, trouxe um grave efeito colateral indesejado: um bando de Servidores acomodados, com a boca escancarada cheia de dentes, esconde-se atrás deste estatuto e fica esperando a aposentadoria chegar. Prestam um péssimo serviço à comunidade ou nada fazem e, quando pressionados pelos gestores, ameaçam procurar o Promotor Público, alegando assédio moral! É duro de aguentar! O lado bom da história é que, felizmente, ainda existem muitos

Servidores que se dedicam com força ao estabelecimento do bem público e não se deixam contaminar.

O sexto e último problema está relacionado com a incompetência profissional. Grande parte dos profissionais nomeados para cargos de confiança é composto por profissionais sem nenhuma ou muito pouca formação acadêmica, experiência ou qualificação quase nula para o exercício da função. Estão lá por que são amigos, parentes, apoiaram fortemente a campanha ou foram indicados por esses apoiadores. O pior de tudo é que são imexíveis! Eles, conjuntamente com os acomodados que possuem estabilidade, formam uma grande e triste dupla dura de se aguentar!

Outros vários problemas poderiam ser citados, mas, provavelmente, se nos unirmos para extirpar estes relatados, com certeza teremos um País melhor para se viver. As eleições vêm ai! Quem tem ouvidos que ouça! …

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