EM BUSCA DA REALIZAÇÃO PROFISSIONAL: DO BURNOUT AO WORKAHOLIC

BURNOUTA Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso ligada à vida profissional, definido por Herbert J. Freudenberger (1926-1999), psicólogo alemão. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). Manifesta-se especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso, com metas abusivas, ambiente agressivo e pressões por todos os lados. Durante as aulas, cursos e palestras que ministro, costumo apresentá-la para meus alunos como Síndrome do Fantástico: quando chega domingo à noite, o profissional ouve a musiquinha do Fantástico e lembra do inferno que vai enfrentar na manhã seguinte. A partir daí, começa a suar frio, ter enjôos, não consegue dormir direito e no outro dia acorda de mau humor e agoniado. Os fantasmas perseguem sua mente de forma ameaçadora: é o chefe autoritário e centralizador que não lhe dá sossego, o trabalho que não rende impactado pelos mais variados problemas, os colegas que o ameaçam em um ambiente de desconfiança e fofocas e outras formas assustadoras mais. Em alguns casos, se não for devidamente tratado, pode levar a problemas sérios de saúde e até à morte prematura.
WORKAHOLICNo outro extremo, temos o workaholic, o profissional que é viciado em trabalho. Para ele não tem hora nem dia, o mundo fora da empresa não faz sentido, sua vida é trabalho! Não tem sábado, domingo, dia santo ou feriado, todos os dias são dia de trabalho. Viciado na utilização dos recursos da tecnologia da informação, o smartphone, o tablet, o laptop ou o celular, carrega consigo a empresa para onde vai e o pior é que, normalmente, sente-se orgulhoso por isto. Com isto sofre ele mesmo, sem saber, os familiares e os que o cercam. Torna-se um chato, não consegue conversar nada mais a não ser sobre o próprio trabalho. Nunca sai de férias, por que se sair a empresa para e quando se aposenta, entra em profunda depressão e, como o seu colega do Burnout, acaba morrendo cedo.
Aristóteles (384 a.C., 322 a.C.), o grande filósofo, definia a virtude como a arte do equilíbrio. Paracelso (1493-1541), um um grande cientista medieval, dizia que tudo é veneno e, ao mesmo tempo, nada é veneno, depende da dose. Max Weber (1864-1920), considerado o Pai da Sociologia, afirmava que o trabalho enobrece o homem. Estes preceitos se aplicam perfeitamente aos meios organizacionais. Bebendo na fonte profícua destes pensadores, eu diria que, o trabalho sim enobrece o homem, desde que seja utilizado de forma adequada e na medida certa. Na vida humana existe tempo para tudo: tempo para nascer, tempo para brincar, tempo para crescer e se desenvolver, tempo para se tornar adulto, tempo para dormir, tempo para trabalhar, tempo para estudar e tempo para curtir a vida. Curtir a família, os amigos, as fontes de lazer e as belezas que Deus criou para nos deleitarmos. A sabedoria está em saber viver cada um destes momentos de forma equilibrada e proveitosa.Trabalhar forçadamente vivendo cercado por um mundo de terror, detestando o que faz, não é saber viver. Trabalhar compulsivamente e descontroladamente esquecendo-se da vida e o que ela tem de melhor, também não é saber viver.
SUCESSO IISaber viver é fazer do trabalho uma fonte de realização pessoal e profissional, contribuindo de forma sustentável para tornar este nosso mundo conturbado em um ambiente mais humano, digno e respeitável. E você, em qual destas alternativas se enquadra?

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