O CLIENTE É O REI? UM ALMOÇO ATRAPALHADO!

DIÁRIO DE LISBOA VA temperatura média hoje em Lisboa girou em tornou de 5° C. Apesar de estar todo encapotado, a sensação é de estar dentro de uma geladeira, engavetado. A caminhada acelerada de trinta minutos pela Avenida da República do hotel até a Universidade na parte da manhã e o caminho inverso de retorno na parte da tarde, ameniza um pouco a sensação, mas é só dar uma paradinha que o corpo volta a esfriar. A vontade é de ir para o quarto do hotel, entrar debaixo das cobertas e ficar quietinho, só com a cabeça de fora.
Hoje fomos almoçar em um restaurante nas proximidades da Universidade, eu e um grupo de seis colegas. O restaurante era grande e estava superlotado. Dois garçons corriam como loucos, anotando pedidos e distribuindo copos, travessas e pratos de comida para todos os lados. Sentamo-nos todos em um grupo de mesas enfileiradas. Algum tempo depois, o garçom apareceu meio apavorado. Mal terminamos de fazer nossos pedidos, ele rabiscou no seu bloquinho de papel e sumiu apressadamente esbarrando em algumas mesas espalhadas. O tempo foi passando, passando e nada dos pedidos chegarem. Começamos a ficar preocupados, tínhamos hora marcada para voltar para a sala de aula. Depois de meia hora, um dos nossos colegas perdeu a paciência, se levantou, chamou o garçom e pediu para cancelar seu pedido; ia embora. O garçom, meio nervoso, gesticulando explicou que não tinha culpa, tinha feito o nosso pedido da forma e momento solicitados. Disse que tínhamos que ter paciência e respeitar a fila. O problema era que tinha muita gente e eles não davam conta de atender mais rápido.
Assim nas terras portuguesas como nas brasileiras: o cliente é quem tem sempre que pagar o pato! Que culpa tínhamos nós se o restaurante estava cheio e eles tinham poucos garçons e cozinheiros para nos atender de forma adequada? Pelo visto, naquele horário de pico, a quantidade de clientes era rotina todos os dias, portanto perfeitamente previsível e planejável, ou planeável, como eles dizem por aqui. Além do mais se, quando fizemos o pedido, o garçom, de uma forma cortês, tivesse nos informado o tempo previsto de espera, possivelmente o problema teria sido amenizado.
Enfim, depois de mais alguns dolorosos minutos, os pratos chegaram. Para minha surpresa e decepção, meu prato ainda veio incompleto e muito diferente da forma que eu esperava!…
Olhei para meu colega ao lado e ele não resistiu, deu uma gargalhada diante da expressão estampada na minha cara…
Não dava mais para reclamar, o tempo já tinha expirado. Engolimos rapidamente a comida, enfrentamos mais uma fila no caixa e retornamos para a sala. Saímos dali com o firme propósito de não mais voltar.
Pelo visto, o cliente também não é o rei aqui pelas terras portuguesas!…

    • Fatima Maia Dias
    • 8 janeiro, 2015

    Faz parte do show da vida. Boa sorte no próximo restaurante.

  1. Vixe… será que é herança cultural?

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