“NETAHOLICS”

O uso da internet no mundo vem crescendo de maneira acelerada. Só nos últimos 10 anos, houve um crescimento de cerca de 444%, chegando atingir aproximadamente 2 bilhões de usuários, a maioria deles na Ásia. Segundo pesquisa divulgada pelo Ibope, no Brasil sua utilização cresceu 16% no período entre agosto de 2011 e o mesmo mês em 2012. São cerca de 70,9 milhões de pessoas acessando a web em casa ou no trabalho diariamente. Nessa mesma linha, o número de usuários que possuem smarthphones em todo o mundo também aumentou de maneira acelerada, 15 vezes entre 2010 e 2011, atingindo 36% da população global. A previsão é de que em 2014 sejam vendidas cerca de 1 bilhão de unidades – um aumento de 46% em relação à previsão para este ano, quando 687,9 milhões de aparelhos devem sair das prateleiras. Uma rede infinita de sinais ultrapassam as fronteiras e os horizontes colocando em contato instantâneo uma multidão inumerável de pessoas, formando um emaranhado interminável.

Definitivamente a internet e a mídia eletrônica tomaram conta da vida das pessoas. É evidente que a evolução tecnológica tem seu caráter positivo na medida em que torna mais ágil a comunicação e a informação, mas o preocupante é a forma descontrolada com que vem escravizando de maneira sufocante os envolvidos, principalmente nos aspectos relacionados ao trabalho. Os famosos “workaholics”, viciados em trabalho, encontraram na tecnologia um parceiro inseparável. De “workaholics” eles se transformaram em “netaholics”, associando dois vícios massacrantes, trabalho e internet e não percebem que estão sendo consumidos pelo que dizem ser sinais de modernidade. A empresa e o trabalho os acompanham por toda parte, em todo o tempo e lugares. A chave de apertar parafusos do famoso Carlitos, personagem de Charles Chaplin no filme Tempos Modernos, tomou outra forma. Os smartphones, netbooks e tablets são as novas chaves e literalmente estão invadindo todos os espaços, transformando os trabalhadores num bando de alienados que não conseguem mais desligá-los.  O capitalismo agradece. Na verdade, os usuários estão se comportando como defuntos em missa de corpo presente, o corpo permanece, mas o espírito está distante, há muito já se foi. Em casa, nas ruas, nas praças, nos shoppings, nas salas de aula, nas reuniões, nos Seminários, nos Congressos e até nas igrejas eles ligam seus aparelhos, se conectam e saem fora da realidade, numa atitude desrespeitosa com quem está falando à sua frente ou ao seu lado. Como dito acima, o corpo fica presente, mas o espírito foi para outra dimensão.

“Jamais conseguiria viver sem a Internet nos últimos tempos. Aqui é onde encontro soluções para todos os meus problemas e também é onde tenho a maior parte dos meus amigos que estão espalhados por esse mundo de meu Deus. Sinceramente eu, sem a Internet, não seria mais nada, perderia por completo a minha personalidade”.

“Não largo meu smarthphone para nada. Trabalho com eventos e é necessário deixar ligado 24 horas por dia, sete dias por semana, não fico longe do aparelho nem para dormir”.

Os depoimentos alarmantes acima são de pessoas reais que já não conseguem mais viver desconectados. Dados de uma pesquisa realizada por estudiosos norte-americanos revelam que de 6 a 10% dos aproximadamente 189 milhões de internautas americanos sofrem de Trombose Venal Profunda, uma doença causada pela permanência excessiva na frente de um computador. Na China o vício em internet é considerado como uma doença e a estimativa é que existam 33 milhões de dependentes de internet no país.

Será que você faz parte deste time e ainda não percebeu? Se você é daqueles que carregam um smartphone e não o desliga para nada, vive mandando e recebendo e-mails em todos os lugares para seu chefe, colegas e subordinados, atende chamadas em qualquer lugar, cuidado! Você pode ter se transformado em um “netaholic” e pagar muito caro por este vício descontrolado.

Surgem então no ar algumas perguntas que não querem se calar:

-Qual o preço da sua liberdade? Será que vale a pena viver desta maneira, escravizado?

-O quanto esta forma de viver está abalando sua saúde física e mental e seu relacionamento social e familiar?

Vale a pena pensar…

 

 

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