QUEBRA-QUEBRA NO FUTEBOL

Mais uma vez a selvageria toma conta dos torcedores e 21 ônibus são depredados em BH no final de semana, após jogos do Cruzeiro e do Atlético. O prejuízo médio estimado por veículo é de R$700,00, sem contar os problemas relacionados ao deficit de transporte no dia seguinte em função da redução do número de ônibus disponíveis. É interessante que os ignorantes trogloditas que tomam tal atitude não percebem que no final estão se prejudicando a si mesmo. Afinal quem mais depende de tranporte coletivo na cidade do que a Classe C, D ou E? Vem a pergunta que não quer se calar: Até quando os cartolas e a segurança pública vão admitir este campo de guerra???

Existe um ditado no meio organizacional de que o chefe é um espelho para o empregado, ou seja, o empregado se mira no comportamento do chefe para tomar suas atitudes. Este ditado se aplica perfeitamente ao tema em questão no meio esportivo. Alguém já viu na mídia os dirigentes de times rivais se confraternizando publicamente, dando bons exemplos e abominando de maneira veemente tal tipo de comportamento?

Alguém já viu os jogadores de times rivais tomando esta mesma atitude? Aliás, há uns tempos atrás, tinha um jogador que sentia orgulho de ser chamdo de animal!…Na verdade o que a gente vê é uma verdadeira guerra nos campos, nos bastidores, nos butecos, nas ruas, na cidade… Nos estádios, os coliseus do século XX, durante os jogos, o que se vê, além das agressões verbais que vão de macaco, viado a termos de baixíssimo calão, é uma enxurrada de murros e pescoções e, algumas das vezes, jogadores saindo do campo direto para a cadeia! Com certeza, estas cenas servem de modelo para as torcidas malucas e descontroladas, que acabam assassinando friamente algum desafeto mais entusiasmado ou mesmo quem não tem nada  a ver com o assunto.  

Em sua essência, não tenho nada contra o futebol e muito menos contra os torcedores que se portam como seres humanos inteligentes e têm o futebol como uma fonte sadia de diversão. O problema está na alta cúpula dirigente dos times que, de olho nos cifrões, não dá exemplo, nos jogadores que insistem em agredir e distribuir sopapos no campo durante os jogos, no fanatismo nazista das torcidas (des)organizadas e no sistema de policiamento que não age com eficácia para coibir baderna e tragédias evitáveis. Saudades dos tempos do Pelé e do Mané onde o futebol era de fato arte e um momento único de confraternizão e diversão!…Fico me perguntado onde vamos parar…

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